Adrian Newey: “Eliminação dos tokens vai aumentar despesismo e tornar F1 menos atrativa”

Por a 9 Fevereiro 2016 10:12

Adrian Newey está preocupado com o facto dos construtores da Fórmula 1 terem acordado levantar as restrições impostas ao desenvolvimento dos seus motores a partir de 2017. O britânico da Red Bull acredita que esta medida, que tem como objetivo permitir que as diversas marcas consigam se aproximar da concorrência, neste caso da poderosa Mercedes, acabará por penalizar a competição,  e que essa diferença para os homens que se encontram divididos por Brackley e Estugarda pode inclusive crescer.

Newey está particularmente preocupado que a Renault, atual parceira da Red Bull, poderá não ter a almofada financeira suficiente para combater o poderio da rival alemã.

“Se olhares para as primeiras reuniões do grupo técnico entre 2012 e 2013, todos estavam de acordo nessa altura que os motores seriam congelados, mas que as equipas que se encontravam por trás deles poderiam continuar a desenvolver-se”, afirmou à agência Reuters. “Isso não aconteceu. Portanto torna-se numa ode ao desperdício, com todos a quererem investir o mais que puderem. Os números gastos pelos grandes construtores são impressionantes e portanto penso que companhias como a Renault não estão preparadas para suportar esse tipo de montantes, o que significa que a diferença irá tornar-se maior e não menor.”

Newey acredita ainda que existe uma falha no regulamento que permite que as equipas oficiais mantenham qualquer vantagem que queiram sobre as outras a quem fornecem os seus motores. “Acho curioso que tenhamos este tipo de regras em que o construtor tem de fornecer o mesmo hardware às outras equipas, mas não tem qualquer obrigação em fornecer o mesmo software e dessa forma a mesma performance”, acrescentou.

“Ninguém se está a queixar acerca disto porque as equipas-cliente não se podem queixar, uma vez que os seus contratos não o permitem”.

O britânico é da opinião que a F1 errou ao permitir que os motores se tornassem tão importantes para a performance global dos carros, uma vez que dificulta que se percepcione efetivamente onde é que  um construtor tem vantagem.

“Não podes fotografar um motor, não as suas partes internas, pelo menos. Portanto se tens uma vantagem, consegues mantê-la durante algum tempo. Isso aconteceu com a Ferrari o ano passado, que conseguiu melhorar o seu desempenho depois de alguns engenheiros da Mercedes terem deixado a equipa para se juntarem a Maranello, trazendo o seu conhecimento para Itália.”

Apesar desses avanços, o domínio da Mercedes é para continuar, afirma Newey: “Estes motores são uma tecnologia ainda relativamente recente. Já assistimos aos passos que podem ser dados, portanto não há nenhuma razão para suspeitarmos que a Mercedes de repente atingiu o topo do que é possível extrair dos seus motores”.

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7 comentários

  1. Manuel

    9 Fevereiro, 2016 at 10:36

    “Adrien”?

    • Mobil

      9 Fevereiro, 2016 at 13:23

      Este senhor quis mesmo dizer que a Renault não era uma grande companhia?!? Será que li bem??? Enfim…palavras para quê…?

  2. anotheruser

    9 Fevereiro, 2016 at 14:00

    Está a precisar de água das pedras.
    Afinal de contas a sua RB passou de primeira equipa fornecida pela Renault para mera equipa cliente com necessidade ser intermediada pela TAG e sujeito aos futuros caprichos da Renault. Enfim…”virou-se a caça contra o caçador”.
    Provavelmente deve estar a pensar: se soubessem que iria haver descongelamento das UM, então mais valia ter ficado com o contrato como principal equipa fornecida pela Renault.
    Em tudo o mais, ele tem razão e estes acordos vão manter tudo como está para as equipas cliente, ou até pior, pois basta que não tenham mais dinheiro (e a melhor das relações com fornecedor) para pagar up-grades para ficarem com o seu campeonato mais ou menos resolvido no primeiro terço da temporada.

  3. Pity

    9 Fevereiro, 2016 at 16:32

    Ai ele não quer que que os motores sejam importantes???!!!! Mas são os motores que fazem andar os carros, ou não?
    Eu sei que ele gosta muito de Vela, mas isso é para barcos, não para carros.

  4. NOTEAM

    9 Fevereiro, 2016 at 20:21

    Não me importo que a diferença cresça, desde que exista sempre espaço para todos tentarem anular essa diferença ao longo das épocas!

  5. Frenando_Afondo™

    9 Fevereiro, 2016 at 20:55

    Então mas não era isto que queriam? Desenvolvimento livre para encurtar distâncias mais depressa com quem tem o melhor motor? Ou será porque agora passaram a ser uma equipa cliente já não dá jeito o fornecedor de motores desenvolver livremente o seu motor e eles só receberem os upgrades passados 3 ou 4 corridas…? Mas é fácil de ultrapassar isso, pegam nos rios de dinheiro que têm e desenvolvem o seu próprio motor, mas depois se calhar vão ver todas as dificuldades que a Renault e Honda tiveram nestes 2 anos que passaram e se calhar vão ficar com aquela cara de “se calhar não devíamos ter cuspido tanta para cima…”.

  6. Mario_Bolzan_BR

    10 Fevereiro, 2016 at 19:55

    A Formula 1 vai acabar virando campeonato só de duas companhia !
    onde só evara dois unidade motris, Ferrari e Mercedes, isso vai fazer que muito adeptos da F1 perca o interesse pela competição. onde vão querê ver só dois tipo de motor competindo.
    deveria abrir espaço para mais companhia de unidade motris para aliviar o bolso das equipas cliente assim sobrando mais para o desenvolvimento de seus chassis e assim tento mais competição de equipas e marcas .

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