A estratégia no GP Espanha F1: o risco duma ‘procissão’

Por a 9 Maio 2021 11:54

Depois de ninguém ter querido arriscar na qualificação do GP de Espanha de Fórmula 1, não é muito crível que vejamos estratégias muito diferentes para a corrida, pelo menos no que aos homens do Top 10 diz respeito.

Mas há ainda algumas opções estratégicas antes da corrida de hoje no Circuito de Barcelona-Catalunya que se podem analisar.

Ao contrário de várias corridas recentes, todos os dez melhores pilotos vão começar no mesmo composto de pneus depois de utilizar os macios na Q2. Normalmente a Mercedes e a Red Bull, e já várias vezes a Ferrari ou a McLaren, conseguem passar com os médios, abrindo opções estratégicas no primeiro stint da corrida.

Não é o caso deste fim-de-semana, em que o pneu macio foi utilizado para os melhores tempos no Q2 e será, portanto, o composto em que todos os pilotos dos dez primeiros lugares começam a corrida.

Isso leva mais a uma estratégia de duas paragens, que é a mais rápida, teoricamente, devido ao facto dos pneus traseiros poderem sobreaquecer e a esquerda dianteira se desgastar. Dado que o composto duro é em Barcelona notavelmente mais lento, a opção preferida de duas paragens seria a de fazer um ‘pit’ para médios por volta da volta 16, e depois novamente entre as voltas 35-40 para um segundo conjunto de médios, ou rodar tempo suficiente para voltar ao pneu macio.

Mas outro fator entra em jogo em termos de pneus que as duas equipas de topo têm disponíveis. Apenas a Mercedes tem dois conjuntos de médios disponíveis, com a Red Bull a ter apenas um conjunto, pelo que estes últimos estão encurralados numa estratégia ‘acio-média-macio’ ou ‘macio-médio-duro’ se quiserem parar duas vezes. Para Max Verstappen, um novo conjunto de pneus macios à sua disposição significa que dois stints nos macios é mais atrativo, mas ainda é mais ‘apertado’ do que no caso da Mercedes.

Assim, o que parece ser uma outra opção muito realista é mudar para o pneu duro por volta da volta 20-25, e levá-lo até ao final da corrida. O desgaste será algo que tem de ser gerido, mas a ênfase na posição da pista faz com que esta seja uma possibilidade real para os pilotos da frente, especialmente porque podem prolongar a primeira paragem para esperar que o segundo pelotão faça as suas primeiras paragens e, portanto, não fiquem no meio do tráfego.

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