LEMBRA-SE DE ASTON MARTIN DBR4 (1957/1960): Projecto mal nascido


O Aston Martin DBR4 foi o primeiro monolugar verdadeiramente de F1 que saiu a terreiro sob o nome daquela marca britânica. Na verdade, a ideia começou a tomar forma, pouco depois de David Brown ter comprado o emblema, em conjunto com a Lagonda, a meio da década de 50. Nessa altura, existiam já alguns modelos Aston Martin envolvidos em competições um pouco por todo o mundo, mas eram basicamente carros de “sport”.

Os primeiros testes foram levados a sério e o carro correu em 1955 nas Tasman Series, competição semelhante à F1, que tinha lugar nos Antípodas e que ocupava o lugar do calendário sensivelmente ocupado há 10 anos pela pela A1 GP. Esses testes provaram ser encorajadores o suficiente para o projecto se realizar e o primeiro exemplar do DBR4 foi testado nos finais de 1957. Tecnicamente, não passava de uma continuação dos carros de “sport”, em especial o DBR1 e o DB4, que foram desenvolvidos quase em simultâneo.

Possuía um motor de seis cilindros em linha, duas árvores de cames à cabeça e 2493cc, capaz de uma potência entre os 250 e os 280 cv. A caixa era manual e tinha cinco velocidades. Infelizmente, o DBR4 nunca teve qualquer sucesso. Foram construídos apenas quatro exemplares. O primeiro piloto a interessar-se pelo projecto foi Jack Brabham mas, felizmente para ele, acabou por ser contratado pela Cooper. Assim, em 1959, acabou por ser pilotado por Caroll Shelby e Ray Salvadori, a dupla vencedora de Le Mans, com um DB4 e, após um começo prometedor, no Tourist Trophy, revelou-se um fiasco, que acabou no ano seguinte.