Conduzimos o Peugeot 508 PSE, o primeiro de uma nova geração de desportivos da marca

Por a 6 Maio 2021 17:30

A pensar na atualidade da indústria automóvel, em que a eletrificação deixou de ser uma opção e passou a ser praticamente obrigatória, a Peugeot decidiu fechar um ciclo no que diz respeito a modelos desportivos. De facto, deram por terminada a mítica sigla GTI que deu espaço a uma nova nomenclatura: Peugeot Sport Engineered (PSE). Esta vai estar presente nos veículos focados na performance, mas com algum tipo de eletrificação. O primeiro desta nova geração é o Peugeot 508 PSE, disponível nas carroçarias berlina e carrinha, que une um motor a gasolina a dois propulsores elétricos.

No exterior, o 508 PSE diferencia-se da restante gama com a inclusão de detalhes exclusivos. Falamos de apêndices aerodinâmicos nas laterais inferiores dos para-choques e saias laterais. Para além disso, está mais perto do solo 10 mm na dianteira e 1 mm na traseira, um detalhe que confere uma imagem ainda mais dinâmica ao modelo francês. Isto é acompanhado por jantes de 20 polegadas com pneus Michelin Pilot Sport 4S.

Ao nível de acabamentos, tanto a cor “Cizento Selenium” como os apontamentos a verde florescente (Kriptonite) são exclusivos da versão PSE, enquanto as três “garras” que caracterizam a versão estão presentes em vários locais da carroçaria, nomeadamente junto do capot, pilar C e tampa da mala. No interior encontramos um design semelhantes às restantes variantes do 508, mas com alguns apontamentos especiais. É o caso do revestimento específico desta versão, tal como os acabamentos em Alcantara, o ecrã central de 10 polegadas e o Peugeot i-Cockpit apresentam um layout na cor verde florescente e o típico volante compacto com as três garras Kryptonite.

Peugeot de produção mais potente da marca

O exterior marcadamente desportivo é acompanhado por características técnicas a condizer. Começando pelo motor, o Peugeot 508 PSE está equipado com um bloco quatro cilindro 1.6 PureTech turbo, que garante 200 cv e 300 Nm de binário. Este está associado a dois propulsores elétricos, um por eixo, que reforçam a potência do motor a combustão. Em conjunto, chegam a uma potência combinada de 360 cv e 520 Nm de binário, valores suficientes para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,2 segundos e atingir uma velocidade máxima (limitada) a 250 km/h. Sendo híbrido plug-in, está equipado com uma bateria de iões de lítio com 11,8 kWh que tem capacidade suficiente para conferir 46 quilómetros de autonomia em ciclo combinado. Ao nível de chassis, o 508 PSE tem uma afinação de suspensão mais firme com amortecimento variável e barras estabilizadoras de 22 mm nos dois eixos.

Ao volante do novo 508 PSE

Durante a apresentação do novo 508 PSE, tivemos o primeiro contacto ao volante da versão berlina. Para os mais puristas, habituados ao típico som do escape no “cold start” de um Peugeot com sigla GTI, a experiência PSE é completamente distinta. Aqui, o motor a combustão está “adormecido”, visto que o arranque é feito, por defeito, em modo elétrico, ou seja, na sua forma mais eficiente e que se fica por “apenas” 140 cv de potência máxima sem que o motor a combustão entre em ação.

Passado alguns metros recorremos ao comando dos modos de condução para selecionar o “Sport” e, aí sim, sentimo-nos num verdadeiro desportivo. Com os 360 cv e 520 Nm de binário disponíveis, é nas recuperações de velocidade em baixa rotação que percebemos os benefícios da inclusão de motores elétricos. Com uma entrega de binário instantânea às quatro rodas motorizes, o impulso é satisfatório e a velocidade sobe com relativa facilidade. Ainda assim, este primeiro contacto deixou-nos com a impressão de que a transmissão e-EAT8 poderia ter uma resposta mais rápida.

Num percurso mais sinuoso, o Peugeot 508 PSE tem uma resposta eficaz e precisa, mas as quase duas toneladas de peso sentem-se, principalmente, em curvas mais fechadas. Relativamente a consumos, vamos ter de realizar um ensaio mais completo para chegar a uma resposta fundamentada, mas de referir que a Peugeot anuncia 2.0 l/100 km.

Chega aos concessionários a 15 de maio

Resumindo, a Peugeot tem no 508 PSE o primeiro passo de uma nova geração de desportivos em que a eletrificação tem um papel crucial. Uma das principais vantagens deste tipo de solução é a possibilidade de ter um carro com 360 cv, mas que ao mesmo tempo é dotado de uma eficiência impossível de conseguir num desportivo “puro”. Por fim, o Peugeot 508 PSE vai ser comercializado em duas versões, berlina e carrinha, com preços a começar nos 68 795€ e 70 295€, respetivamente.

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