Rally Raid Portugal, SS4: Portela Morais ‘out’, Miguel Barbosa líder, João Monteiro “à caça” nos SSV…

Por a 21 Março 2026 16:23

Luís Cidade / Valter Cardoso (Can-Am Maverick R/South Racing Can-Am) venceram a etapa de hoje dos SSV ao baterem João Monteiro / Nuno Morais (Can-Am Maverick R/Can-Am Factory Team) por 56s e Miguel Barbosa / Joel Lutas (Polaris RZR Pro R/BP Ultimate Adventure Team) por 3m22s, enquanto Luís Portela Morais, que liderava a classificação, viu o alternador do seu veículo avariar, desistindo da prova no km 112. Liderava a prova com 1m43s para Miguel Barbosa / Joel Lutas (Polaris RZR Pro R/BP Ultimate Adventure Team) que desta forma assumem o comando do rali nesta categoria SSV.

Barbosa tem agora 3m36s de avanço para João Monteiro, com os argentinos J. Gonzalez / Gonzalo Rinaldi (Can-Am Maverick R/Factory Team-Latam) agora no lugar mais baixo do pódio.

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A especial dos SSV teve um guião quase totalmente português, com três nomes a ditarem o ritmo, a emoção e o drama: Luís Portela Morais, Miguel Barbosa e João Monteiro. Durante largas dezenas de quilómetros, o troço pareceu uma corrida interna entre compatriotas, até que a mecânica decidiu intervir e virar a história do avesso.

Logo antes da partida, o cenário estava montado para um novo capítulo de domínio luso. Na frente da geral, Luís Portela Morais surgia como líder destacado, com Miguel Barbosa a 1 minuto e 43 segundos e João Monteiro a 7 minutos e 45, ambos obrigados a atacar se quisessem roubar o comando. Os dois Polaris do bp Ultimate Adventure Team tinham, até aí, levado a melhor sobre o Can-Am oficial de Monteiro, enquanto Jeremías González Ferioli era o primeiro “intruso” não português, já a 13 minutos e 50 da frente.

Quando os SSV se lançaram finalmente à especial, o cronómetro confirmou que, em casa, ninguém queria ceder protagonismo. Aos 41 quilómetros, Luís Cidade — já fora da luta pelo troféu devido a problemas mecânicos na segunda etapa — assumiu o papel de “homem do dia”, assinando o melhor tempo parcial e deixando claro que continuava em pista apenas com um objetivo: ganhar especiais. Logo atrás, Portela Morais surgia a apenas 9 segundos e João Monteiro a 15, com o francês Andrea Deldossi a intercalar-se a 13 segundos, num retrato perfeito de uma classe intensa, comprimida em poucos segundos e com a bandeira portuguesa a marcar o topo da tabela.

A meio do troço, porém, o guião começou a mudar de tom. Luís Portela Morais, até então “patrão” da classificação SSV, viu o seu andamento travado por um problema mecânico ao quilómetro 81 e foi forçado a parar, deixando o comando virtual da prova nas mãos de Miguel Barbosa, já validado no ponto intermédio seguinte, aos 88 quilómetros. Cidade mantinha-se como referência de velocidade pura na etapa, mas era Barbosa quem herdava o peso da liderança da geral, enquanto Portela Morais ficava dependente da possibilidade de regressar à prova no dia seguinte, em Loulé, depois de reparar o alternador.

A partir daí, a narrativa passou a ser uma perseguição cada vez mais tensa. Sem Portela Morais na equação, os “gremlins” mecânicos que o tinham afastado abriram a porta a uma nova luta: Barbosa, agora líder, contra João Monteiro, de Can-Am Factory, em modo ataque total. Aos 88 quilómetros, o português da Polaris dispunha de uma margem confortável de 6 minutos e 2 segundos sobre Monteiro, mas essa vantagem começou a encolher a cada ponto de passagem. No quilómetro 123, a diferença já tinha descido para 5m52s e, aos 166 quilómetros, reduzira-se para 4m29’s.

Cada parcial transformou-se numa espécie de “contagem decrescente” para Barbosa. Enquanto Monteiro apertava o ritmo, aproximando-se a cada setor, a questão deixava de ser apenas saber quem liderava, para passar a ser até onde poderia ir o piloto da Can-Am no seu ataque ao Polaris do bp Ultimate Adventure Team. Em paralelo, os cronómetros continuavam a sublinhar o valor de Luís Cidade, sempre a marcar tempos de referência na etapa, apesar de já não estar na luta pelo título da semana.

O golpe final do drama chegou mais tarde, quando se confirmou que o azar de Portela Morais tinha um nome e apelido: alternador. O líder inicial da SSV foi forçado a abandonar definitivamente a especial ao quilómetro 112, consolidando a entrega do comando da geral a Miguel Barbosa e empurrando toda a tensão da classificação para a batalha à distância com João Monteiro. Resta agora ao português traído pela mecânica a esperança de conseguir reparar o SSV a tempo de regressar em Loulé, numa última aparição perante o público que o viu, durante boa parte da semana, comandar o pelotão.

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