14ª vitória da carreira de Félix da Costa na Fórmula E, no seu 150º ePrix

Por a 21 Março 2026 15:05

O Jarama ePrix conta-se em duas linhas simples: vitória de António Félix da Costa numa jornada de superação e gestão perfeita, e uma recuperação estrondosa de Mitch Evans para selar a dobradinha da Jaguar. Uma história de ataques calculados, riscos medidos ao milímetro e um único português em pista a transformar um dia caótico num triunfo com assinatura própria.

António Félix da Costa assinou em Jarama uma daquelas corridas que ficam na memória: partiu de terceiro, caiu no meio do pelotão depois das primeiras rondas de paragens e estratégias de energia, recuperou com frieza cirúrgica… e acabou a ver a bandeira de xadrez com Mitch Evans, colega de equipa, colado ao difusor, a pouco mais de três décimos de segundo.

Quatro concorrentes terminaram ‘dentro’ de um segundo, ​António Félix Da Costa (Jaguar TCS Racing), Mitch Evans (Jaguar TCS Racing), Pascal Wehrlein (Porsche Formula E Team) e Dan Ticktum (Cupra Kiro), que terminou a 0.985s

A corrida começou com o guião ideal para a Citroën: Nick Cassidy (Citroën Racing) arrancou da pole, controlou o ritmo e foi marcando o tom nas primeiras voltas, com Pascal Wehrlein e Dan Ticktum a ameaçarem por perto. António Félix da Costa manteve-se inicialmente em terceiro, solidamente integrado no grupo da frente, enquanto Felipe Drugovich (Andretti Formula E)surgia como o grande agitador vindo de 20º, a aproveitar de forma agressiva o Attack Mode para saltar para o topo da classificação.

Félix da Costa foi a primeira vítima do xadrez estratégico: entre pit stops e gestão de energia, caiu para fora do top 10 e chegou a rodar em 15º, aparentemente fora da luta pela vitória. Jarama, porém, tinha outros planos.

À medida que a corrida entrava na fase decisiva, o português começou a reconstruir o seu caminho, aproveitando cada janela de Attack Mode e cada volta limpa para recuperar terreno, enquanto à frente a liderança mudava de mãos entre Cassidy, Drugovich, Josep Maria Martí e Maximilian Günther DS Penske).

A viragem chegou quando Maximilian Günther assumiu o comando com uma volta recorde e Félix da Costa, sempre a gerir consumo e temperatura de pneus, se manteve paciente na sombra. Primeiro regressou ao pódio virtual, depois colou-se definitivamente à luta pela vitória. Com o Jaguar cada vez mais “solto” e a energia sob controlo, o português lançou o ataque final: ultrapassou Günther, depois resistiu ao contra-ataque de Wehrlein e, já com Buemi e Ticktum a animarem o grupo, consolidou a liderança.

Nos derradeiros quilómetros, o filme mudou de género: passou de ascensão controlada a thriller puro.

Mitch Evans, também em Jaguar e vindo de um longínquo 16º lugar na grelha, apareceu como um míssil nas voltas finais, ‘demoliu’ rivais em série e colocou os dois carros da marca britânica em posição de dobradinha.

Na última volta, a diferença entre Félix da Costa e Evans reduziu-se a centímetros, talvez, milímetros, com os dois a cruzarem a linha separados por apenas 0,062 segundos, depois de um duelo em que o português equilibrou cada ataque com uma defesa precisa, sem desperdiçar um único ‘por cento’ de bateria.

​Atrás deles, o pódio fechou com Pascal Wehrlein, recompensado por uma corrida sólida para a Porsche, enquanto Dan Ticktum levou o CUPRA KIRO até quarto depois de uma prova agressiva e controlada, à frente de um pelotão onde Buemi, Mortara, Cassidy e outros protagonistas viveram tanto o brilho como os percalços da gestão de energia e das penalizações. Para o público espanhol, houve ainda o momento de orgulho local com Josep Maria Martí a liderar fases inteiras da corrida, mesmo que a estratégia não chegasse para o pódio. Nem de perto.​

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1 comentários

  1. Pity

    21 Março, 2026 at 21:12

    Excelente corrida do AFC, mas estas lutas estão a fazer-lhe mal, está a ficar careca!
    Não percebi qual a razão de haver apenas uma activação de attack mode, de seis minutos, ao contrário das habituais duas, totalizando oito minutos.

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