F1: Audi dificulta plano da Aston Martin
A intenção da Aston Martin de recrutar Jonathan Wheatley para o cargo de diretor de equipa e libertar Adrian Newey para funções exclusivamente técnicas corre o risco de ser suspensa até 2027, devido à posição da Audi sobre o período de ‘jardinagem’ do britânico. Esta situação ocorre numa fase em que a equipa de Silverstone atravessa um arranque de temporada de 2026 muito abaixo das expectativas, marcado por problemas de performance e fiabilidade com o AMR26.
Newey, que acumulou desde novembro o papel de diretor de equipa com o de Diretor Técnico, surge como peça central do projeto de Lawrence Stroll, mas sempre encarou o cargo de chefe de equipa como uma solução transitória. A prioridade do britânico passa por liderar um plano de desenvolvimento “agressivo” para transformar o AMR26 num chassis de referência, uma tarefa dificultada pela necessidade de gerir a estrutura no dia a dia.
O início de época tem exposto fragilidades graves: para além de um motor Honda pouco fiável, o monolugar sofre de vibrações anormais da bateria, que danificam o chassis e afetam diretamente os pilotos.
Apesar das especulações sobre uma eventual saída antecipada de Newey da chefia, a Aston Martin recorreu a um comunicado para recusar “comentários sobre especulação mediática” e reforçar que “Adrian Newey continua a liderar a equipa como Team Principal e Managing Technical Partner”.
Wheatley quer sair da Audi, mas enfrenta longa quarentena
A aposta da Aston Martin recai em Jonathan Wheatley, atual diretor de equipa da Audi, com quem Newey trabalhou de forma próxima durante quase duas décadas na Red Bull. Nesse período, o britânico foi peça-chave no domínio da estrutura austríaca, especialmente na área desportiva e nas paragens nas boxes. Wheatley assumiu a liderança da formação de Hinwil em abril de 2025, preparando a entrada oficial da Audi na Fórmula 1 em 2026, sob a coordenação de Mattia Binotto como project leader.
No entanto, a relação entre ambos é descrita como tensa, com relatos de “tensão” persistente e dificuldades de adaptação da família de Wheatley à vida na Suíça, fatores que ajudam a explicar a vontade do dirigente em procurar uma saída antecipada. Ainda assim, a Audi está determinada a fazer cumprir um longo período de gardening leave, o que poderá impedir qualquer mudança efetiva antes de 2027 e forçar Newey a continuar a acumular funções na Aston Martin durante a totalidade da época de 2026.
Caos na Aston Martin
A colocação de Adrian Newey no cargo de Chefe de Equipa (Team Principal) foi um erro de cálculo, ainda mais com tudo o que tem sucedido com a equipa. Para piorar a situação, a mais do que provável recusa da Audi em ceder Jonathan Wheatley atempadamente coloca ainda mais pressão na situação, penalizando a já clara instabilidade organizacional da Aston Martin. Lawrence Stroll é criticado pela falta de consistência, preparando-se para nomear o quinto Diretor de Equipa em pouco mais de cinco anos, o que gera uma “distração massiva” num momento crítico de desenvolvimento. A única certeza neste momento é que a acumulação de cargos por Newey revelou-se um erro, exacerbado pelas suas críticas públicas à Honda em Melbourne, que terão caído mal junto dos parceiros japoneses.
FOTO MPSA Agency
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





Pity
20 Março, 2026 at 14:44
Pois… há quem pense que o dinheiro compra tudo e a todo o instante. Ontem já eu perguntava, noutro texto, se não havia “jardinagem”. Era completamente lógico que a Audi iria dificultar, ao máximo, a saída do Wheatley, por muito que este esteja insatisfeito. Resultado: ambas as equipas vão ser prejudicadas. A Aston porque vai continuar com um chefe em part-time, ou arranja um interino, e a Audi porque vai afastar, aos poucos, o actual chefe e vai ter de procurar um substituto à altura.
O Lawrence Stroll, se não fosse demasiado ambicioso, podia contar ainda com o Szafnauer, que tão bons resultados conseguiu na Force India, com pouquíssimo dinheiro.
Tive uma ideia “brilhante” 🙂 promovam o piloto reserva a titular e ponham o Alonso como chefe de equipa.