Rali Safari: Pilotos exigem carros mais resistentes e maior critério na prova
Ainda não se sabe se vai haver Rali Safari para o ano, em virtude do contrato ter terminado e não haver ainda acordo para a sua renovação, mas os pilotos têm várias coisas a dizer sobre a prova, cuja última edição disputaram recentemente.
Tal como sucedia no passado, em que o Mundial de Ralis tinha vários provas muitos distintas nas suas características umas das outras e isso foi algo que ajudou, também, a construir a fama da modalidade, Hoje em dia, o Rali Safari continua a ser a prova mais extrema do WRC, mas a edição de 2026 reabriu o debate sobre a segurança e a adequação técnica dos atuais veículos Rally1.
Perante as condições severas de lama e rochas no Quénia, as principais estrelas do campeonato defendem alterações regulamentares que permitam reforçar os carros para este “desafio único”.
Sobrevivência técnica acima da velocidade
A dureza do evento foi confirmada pela Toyota Gazoo Racing que, apesar da vitória de Takamoto Katsuta, enfrentou problemas mecânicos graves nos carros de Elfyn Evans e Sébastien Ogier. Para Ogier, as falhas de fiabilidade, como os problemas de alternador, exigem uma autocrítica profunda. “Talvez seja um pequeno ‘abre-olhos’ para voltarmos a fazer melhor”, afirmou o francês ao DirtFish, sublinhando que a equipa não esteve ao seu melhor nível técnico.
Thierry Neuville, da Hyundai, lidera as vozes que pedem um regresso a um Safari “mais à antiga”. O piloto belga sugere a introdução de componentes específicos para esta prova, como suspensões reforçadas e proteções frontais modificadas. Segundo Neuville, “o WRC precisa muito destas imagens espetaculares na lama, mas devíamos ter permissão para usar peças mais fortes para o carro sobreviver”. E isso só a FIA pode autorizar. Algo que faz todo o sentido, pois trata-se de ter carros melhor preparados para o que têm pela frente.
Critérios de seleção das classificativas em xeque
Elfyn Evans, atual líder do mundial, foca a sua crítica na organização e na escolha do percurso sob condições meteorológicas extremas. Evans defende que o desporto não deve ser uma “lotaria” ditada por pedras escondidas na erva alta ou poças de água quase intransponíveis: “Há uma diferença entre lama e água e locais onde precisas de um barco”, alertou Evans. O galês propõe “mais bom senso sobre que secções correr quando as condições extremas atacam”.
Divergência entre pilotos e promotor
Apesar do clamor dos pilotos por carros mais robustos, o promotor do WRC, Simon Larkin, mantém-se firme na visão atual. Larkin rejeita a criação de peças de homologação separadas, defendendo que o Safari deve continuar a ser um teste de gestão mecânica e não apenas um sprint. “Nem tudo precisa de ser uma corrida de velocidade pura”, concluiu o responsável.
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