F1 pondera inéditas “quatro de seguida” após cancelamentos no Bahrein e Arábia Saudita
Guerra no Irão leva ao corte de duas provas e obriga a reconfigurar calendário de 2026
A Fórmula 1 enfrenta um cenário de calendário “mais magro” em 2026, na sequência do cancelamento – ou suspensão – dos Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita, inicialmente agendados para 12 e 19 de abril, decisão motivada pela guerra no Irão e pela instabilidade no Médio Oriente.
Segundo revelou o jornalista Peter Hardenacke no podcast Backstage Boxengasse, as limitações logísticas e de segurança tornaram “difícil até viajar naquela direção”, obrigando responsáveis e promotores a estudar alternativas.
Hardenacke explicou que chegou a ser equacionado um duplo fim de semana seguido no Japão, com uma segunda corrida imediatamente após o atual GP nipónico, mas a ideia caiu por terra por questões comerciais e de organização. “Os organizadores não conseguiram concretizar isso. É demasiado em cima da hora para tratar de patrocinadores, espectadores, bilhetes e por aí fora”, descreveu o jornalista da Sky Sports.
Janela entre Azerbaijão e Singapura abre cenário de quatro corridas seguidas
Sem solução para abril, o foco deslocou-se agora para a janela entre o Grande Prémio do Azerbaijão e o Grande Prémio de Singapura, onde existe uma folga de duas semanas que pode acolher, “pelo menos”, uma das corridas perdidas. “Há uma ou duas pessoas que já dizem que poderá muito bem acontecer termos quatro corridas seguidas, com tudo a ser comprimido”, avançou Hardenacke, admitindo, porém, reservas. “Sinceramente, não acredito muito nisso. Numa fase destas da época causaria bastante incómodo às equipas, sobretudo se pensarmos na carga sobre os mecânicos”, advertiu.
Uma sequência de quatro fins de semana consecutivos — com Singapura a incluir ainda uma corrida Sprint — seria particularmente impopular junto de pilotos, equipas e pessoal que acompanha todo o campeonato, num contexto em que Max Verstappen tem sido um dos críticos mais constantes do atual volume de provas.
Arábia Saudita chegou a oferecer “defesa antimíssil”
Paralelamente, surgem mais pormenores sobre as tentativas da Arábia Saudita para manter o GP de Jeddah em calendário. De acordo com a revista alemã Sport Bild, citada pelo portal Sport.de, os organizadores “foram ao limite”, chegando mesmo a oferecer à F1 “o seu próprio sistema de defesa antimíssil para o circuito”, numa tentativa de responder às preocupações de segurança.
Apesar do peso financeiro e político da decisão, a Fórmula 1 e a FIA optaram por não correr em abril, privilegiando a segurança, ainda que subsista “otimismo de que as corridas possam ser reagendadas — o mais tardar até 2027”, refere o mesmo relatório.
FOTO MPSA Agency
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Pity
19 Março, 2026 at 13:36
Caso a situação se resolva até lá, porque não utilizar o mês de agosto, pelo menos para uma das corridas, com a outra a realizar-se a seguir a Abu Dhabi? Complicado em termos logísticos? Sim, mas seria uma ideia melhor do que fazer quatro corridas seguidas.