WRC, Rali Safari/PEC 9: Sébastien Ogier a 0.7s de Oliver Solberg
Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) venceu a especial, bateu Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) por 0.3s e com isso a diferença entre primeiro e segundo caiu para 0.7s, com Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) a ceder algum tempo e a ficar para trás, agora a 12.0s do líder. A Hyundai mistura sinais de progresso com novos alarmes; e o WRC2 ganha um Mikkelsen em plena recuperação.
Filme da especial
A segunda passagem por Loldia arrancou sob céus carregados, nuvens escuras no horizonte mas ainda sem chuva. Katsuta entra primeiro, consciente de que não tem rodas suplentes depois do duplo furo da manhã. Raspa um talude com a traseira direita, falha um cruzamento, mas salva o essencial e fecha a especial em 14m26,3s, 11,9 segundos mais lento do que o melhor tempo provisório. “Só tinha de cuidar dos pneus. Nada de especial, preciso mesmo de sobreviver nesta ronda”, admite, num tom de piloto que sabe ser proibido cometer mais erros.
Evans segue‑se com 14m20,7s, confessa que “não teve boa sensação” e que voltou a sentir dificuldades com o equilíbrio do Toyota. Nos parciais, porém, é Solberg quem marca o ritmo: 2,7 segundos mais rápido aos 8,5 km, 3,3 na zona seguinte. Quando o sueco corta a meta, o cronómetro para em 14m14,4s, 6,3 segundos mais rápido do que Evans. “Estava incrivelmente escorregadio”, descreve. “Fiz alguns pequenos erros, fui largo, e ainda estava a tentar cuidar dos pneus, com apenas um suplente.” É uma volta de ataque controlado, em modo gestão agressiva, que reforça a liderança no imediato.
Atrás dele, Adrien Fourmaux replica exatamente o mesmo tempo, 14m14,4s, num ataque cheio de espetáculo. “Estava tão escorregadio na travagem que a única maneira de rodar o carro era com um ‘Scandinavian flick’”, conta, quase a sorrir. “Pelo menos foi divertido. Pode ser um rali muito bonito, mas também muito frustrante. É sempre bom vir aqui.” O comentário resume o amor‑ódio que o Safari provoca em quem o desafia.
Logo depois, surge um alerta no painel do Hyundai de Neuville: pressão de água. O belga completa ainda assim em 14m15,9s, apenas 1,5 segundos mais lento do que a referência, mas sem perceber a origem do problema. “Não sei. Temos muito fumo e não sei o que é no pára‑brisas, mas não é água”, explica. Garante que não é a repetição dos dramas de véspera, mas a preocupação volta a pairar sobre a caravana da marca coreana.
É então a vez de Ogier mostrar porque continua a ser o mestre da gestão em ralis como este. O francês assina 14m14,1s, três décimas mais rápido do que Solberg e Fourmaux, e reduz a diferença para o líder para apenas 0,7 segundos. “Quase lá”, resume. “Estava muito escorregadio, não conduzi bem na especial. Está tudo bem, mais uma feita.” A frase é típica de Ogier: minimiza o brilho da sua própria prestação, enquanto o cronómetro conta uma história diferente.
Sami Pajari mantém o Toyota em modo ataque controlado e fecha em 14m15,1s, apenas um segundo acima de Ogier. “Foi mesmo, mesmo ok”, diz. “Tentei gerir a velocidade. Foi uma especial muito limpa. Estamos a um segundo do melhor tempo, acho que é exatamente o que devemos fazer.” Já a pensar no troço seguinte, deixa um aviso: se chover, “pode ser uma lotaria”.
Esapekka Lappi traz o momento mais inesperado da especial. Termina em 14m36,8s, bem longe dos melhores, mas com uma explicação que diz tudo sobre o Safari. “Tínhamos uma família de girafas na estrada, e a cria era a última”, conta. “Meti primeira e segui atrás dela durante 200–300 metros, perdi talvez 15–20 segundos. Perdemos tempo, mas não quis arriscar por causa do animal.” No final, ainda desliza numa esquerda, “lava” a frente e toca levemente numa árvore. “Felizmente foi um toque suave.” O “fair play Esapekka” que ecoa na assistência é tão espontâneo quanto merecido: num rali onde tudo parece querer destruir os carros, o finlandês escolheu preservar a vida selvagem antes do cronómetro.
No meio de tudo, um drama em fundo: Jon Armstrong para ao quilómetro 5,1 com um braço de suspensão traseira direito partido no Puma da M‑Sport. A dupla está bem fisicamente e consegue retomar a marcha mais tarde, mas a especial fica irremediavelmente comprometida. É mais um exemplo de como Loldia, mesmo sem chuva, continua a ser um teste impiedoso à resistência da mecânica.

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