WRC, Rali Safari/PEC 8: Solberg furou, trio da frente separado por apenas 5.7s

Por a 13 Março 2026 12:37

Geothermal 2 transformou‑se numa especial de sobrevivência e contra‑ataque: Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) encostou definitivamente a Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1), que furou e perdeu 32.6s., com o francês a ficar a apenas um segundo da liderança. Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) mostrou o primeiro lampejo de velocidade pura da Hyundai, com o terceiro tempo, Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) voltou a brilhar no cronómetro. Como se percebe, Solberg sofreu o primeiro grande golpe com um furo lento que lhe delaminou o pneu mesmo à vista da meta, enquanto Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) arrastou o seu carro com a frente destruída depois de a borracha se desfazer. Com tudo isto, o trio da frente está agora separado por apenas 5.7s.

Filme da especial

Geothermal 2 começou com Evans a atacar para tentar recuperar o segundo lugar a Ogier. O galês assina um 6m57,2s, descrevendo a especial como “muito dura e muito agressiva para os pneus”, mas satisfeito com uma passagem “limpa”, sem loucuras. Atrás, porém, os ecrãs avisam: alerta de pressão no pneu traseiro direito do líder. Oliver Solberg sente algo estranho, mas não vê nada. Decide arriscar. Quando finalmente surge na linha de meta, o cronómetro denuncia o preço da aposta: 7m22,8s, 25,6 segundos perdidos para Evans. O Toyota chega com o pneu traseiro direito já desfeito, a borracha arrancada da jante. “Senti qualquer coisa, mas não vi nada”, explica. “Foi um furo lento desde cerca dos 6 km. Tentei aguentar e delaminou há 200 metros, quase aguentei até ao fim. É o que é. Acho que agora tenho de subir um pouco o andamento.”

O momento parece acender ainda mais Geothermal. Katsuta responde com um 6m56,7s, meio segundo mais rápido do que Evans. “Agora tenho de ficar no jogo”, diz, confessando que levantou claramente o pé depois do duplo furo anterior. “Vamos tentar recuperar mais à frente.”

Adrien Fourmaux, em modo equilíbrio total, corre um risco quando alarga numa esquerda e bate num talude de pedras, mas escapa ao furo. Ainda assim, faz 6m56,1s, seis décimas mais rápido do que Katsuta, e assume o novo tempo de referência. “Cometi um erro, fui contra um pequeno talude e perdi toda a velocidade na subida a seguir”, admite. “Há pedras soltas por todo o lado, estou contente por termos sobrevivido às duas especiais mais duras.”

É então que a Hyundai de Neuville finalmente se afirma. O belga encontra confiança e assina 6m53,5s, 2,6 segundos abaixo de Fourmaux. “Foi uma especial bastante boa, tenho de dizer”, relata. “A traseira está a seguir bem a frente, o que não acontecia antes. Nos regos sinto‑me dez vezes mais confortável, mas fora deles não tenho qualquer ‘feeling’ para o carro.” Em poucos quilómetros, encurta a distância para o quinto lugar da geral para 1,6 segundos e dá à Hyundai o primeiro verdadeiro sinal de ataque do dia.

Ogier vem logo atrás e faz ainda melhor: 6m53,4s, a bater Neuville por uma décima. O francês está agora a apenas um segundo da liderança de Solberg. “Boa especial, mas não se pode atacar”, avisa. “Há muitas pedras, tentas evitá‑las. Vamos acabar hoje, amanhã será um dia enorme.” A frase mistura satisfação com aviso: o rali joga‑se tanto no cronómetro como na capacidade de chegar vivo à etapa de sábado.

No fim, Sami Pajari leva a especial para outro patamar. Com uma condução limpa, o finlandês dispara um 6m50,2s, 3,2 segundos mais rápido do que Ogier, e volta ao topo dos tempos. “Fiz uma especial muito limpa”, resume. “Acho que, se tentar atacar mais ou aliviar, o risco de ter problemas é semelhante. Talvez tenha tido sorte em não apanhar pedras soltas, mas senti‑me confortável.” Lappi confirma o bom momento da Hyundai com 6m53,8s, apenas 3,6 segundos mais lento do que Pajari, e nota que o verdadeiro teste às alterações de suspensão e transmissão virá nas especiais mais técnicas; aqui, com tanta largura, “ainda se consegue gerir”.

Para a M‑Sport, Geothermal 2 é um misto de progresso e drama. Um alerta de pressão no pneu dianteiro esquerdo antecipa problemas para Jon Armstrong. Pouco depois, a borracha começa a desfazer‑se, rasgando a frente do Puma. O irlandês insiste e leva o carro à meta em 7m41,9s, 51,7 segundos perdidos. “É sempre difícil decidir e estava ali no limite entre parar ou não”, confessa. “Provavelmente perdemos menos tempo assim, por isso espero poder continuar agora. Foi azar. Havia tantas pedras que não deve ser preciso muito para acertar numa.”

Quando o pó assenta, Geothermal 2 deixa um enredo mais apertado na frente: Ogier respira no pescoço de Solberg, Evans mantém‑se em alcance direto, Neuville e Pajari confirmam que têm ritmo para incomodar e o rali entra na noite com uma certeza renovada – no Quénia, basta um furo para transformar conforto em ameaça.

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