WRC, Rali da Suécia: Toyota favorita, mas Hyundai e Ford com bons ‘trunfos’…

Por a 7 Fevereiro 2026 16:50

Toyota, Hyundai e M-Sport preparam-se para pisos de neve rápidos e consistentes, após as dificuldades do Rali de Monte Carlo

Oliver Solberg chega ao Rali da Suécia como líder do Mundial de Pilotos do WRC, comandando um domínio impressionante da Toyota Gazoo Racing após o 1-2-3 no Rali de Monte Carlo. A segunda ronda do campeonato, disputada entre 12 e 15 de fevereiro, contrasta com o gelo negro e pisos variáveis da abertura monegasca, oferecendo agora neve (em princípio) consistente e velocidades elevadas nos cerca de 300 quilómetros cronometrados da prova. As três equipas preparam estratégias distintas para um dos eventos mais rápidos do ano.

Toyota com vantagem clara e reforço caseiro

A Toyota Gazoo Racing World Rally Team (TGR-WRT) entra na prova como clara favorita. Oliver Solberg, piloto sueco nascido na região e filho da ex-piloto Pernilla Solberg e do Campeão do Mundo de Ralis de 2003, Petter Solberg, lidera o campeonato com quatro pontos de vantagem sobre o companheiro Elfyn Evans após a vitória tão surpreendente quanto merecida, no Monte Carlo.

Solberg impressionou na estreia com a equipa ao liderar o 1-2-3, demonstrando velocidade e consistência em condições extremas. Evans, duplo vencedor da prova sueca, prepara-se para levar a luta ao piloto da ‘casa’ e com isso repetir o sucesso de 2025. A equipa alinha cinco GR Yaris Rally1, incluindo o italiano Lorenzo Bertelli no programa de clientes, naquele que será o seu terceiro Rali da Suécia em quatro anos.

Os pneus com pregos específicos para neve que permitem algumas das maiores velocidades máximas da temporada, com os pilotos a usar os bancos de neve para manter o carro na estrada e manter alto ritmo nas curvas. Após as dificuldades técnicas do Monte Carlo, a Toyota aposta na fiabilidade do carro em pisos rápidos e previsíveis.

Hyundai persegue pódio com dois vencedores anteriores

A Hyundai Shell Mobis World Rally Team procura o primeiro pódio – quiçá vitória – de 2026 no Rali da Suécia, apostando em dois pilotos com vitórias anteriores na prova. Esapekka Lappi, vencedor em 2024 com a própria Hyundai, que regressa ao lado de Enni Mälkönen para reforçar a formação titular de Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe e Adrien Fourmaux/Alexandre Coria.

Neuville triunfou na edição de 2018, conhecendo bem as características dos 300,66 quilómetros de florestas nevadas. A equipa soma 11 pódios na Suécia e procura converter essa experiência em resultado concreto após um Monte Carlo pobre. Lappi oferece velocidade imediata e conhecimento específico do i20 Rally1 em neve.

O diretor de equipa destaca a notoriedade da prova como um dos desafios mais exigentes do calendário. Com piso mais consistente que o asfalto monegasco, a Hyundai foca-se na gestão de pneus e estratégia de andamento para maximizar pontos.

M-Sport quer recuperação com Sesks de regresso

A M-Sport Ford World Rally Team procura reagir ao dia final dececionante no Rali de Monte Carlo, alinhando em Värmland com ambição de pontuações sólidas. Após abandonos e dificuldades com o Puma Rally1 no gelo negro monegasco, a formação britânica aposta num percurso limpo na única ronda 100% neve e gelo do WRC.

Mārtiņš Sesks regressa ao Puma Rally1 após mostrar ritmo promissor na temporada passada. O letão junta-se aos habituais titulares, numa estratégia de reforço para enfrentar as condições mutáveis da neve sueca. A equipa alerta para o risco das bancos de neve aparentemente acolhedores, pois as temperaturas têm estado baixas e a neve fica mais consistente, mas que não deixam de esconder perigos para quem sai da trajetória ideal.

Determinados a inverter a tendência negativa da ronda de abertura, a equipa enfatiza a importância da fiabilidade mecânica e andamento consistente. Os pneus com pregos permitirão ritmo elevado, mas a M-Sport dá prioridade à sobrevivência e pontuação regular face à concorrência.

Pisos rápidos contrastam com dificuldades do Monte Carlo

Após o Rali de Monte Carlo marcado por gelo negro e aderência imprevisível, a Suécia oferece condições mais homogéneas. Os 300 quilómetros cronometrados através de florestas nevadas favorecem carros bem equilibrados e pilotos com experiência em neve, com velocidades médias entre as mais altas do campeonato.

Os pneus ‘studded’ – com pregos metálicos específicos – garantem tração superior, permitindo técnicas únicas como o uso dos bancos de neve para ‘encurtar’ curvas. Esta ronda testa a capacidade de gestão de andamento sustentado, contrastando com a cautela exigida nas estradas mistas do Mónaco.

A meteorologia prevista aponta para temperaturas negativas consistentes, reduzindo o risco de degelo durante a prova. Os 14 troços incluem clássicos rápidos como Värmullsåsen e Finnskogen, onde os erros custam segundos muito preciosos em provas habitualmente muito equilibradas.

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