M-Sport/Ford com Rali de Monte Carlo azarado: bons sinais de Armstrong, nada novo de McErlean e Munster
A Ford ganhou dois troços no Rali de Monte Carlo, mas por intermédio de Matteo Fontana num Ford Fiesta Rally2.
Os três carros da equipa oficial estiveram extremamente azarados e o destaque principal foi a prometedora prestação de Jon Armstrong que se estreou num Rally1, numa prova tão difícil, esteve berm, até borrar a pintura no final com um abandono devido a um toque. Antes, Gregoire Munster e Josh McErlean tiveram muito para contar.
Jon Armstrong teve uma estreia surpreendente na categoria principal, demonstrando rapidez, mas sendo fustigado por vários contratempos: começou com o 6.º tempo na primeira especial e, na PEC2, subiu sensacionalmente ao 3º lugar da classificação geral. Sofreu furos durante a manhã de 6ª Feira e adotou uma estratégia de gestão, terminando o dia em 6º da geral. O que era muito bom.
Teve problemas nas PEC7 e PEC8, sofreu um toque que lhe custou 30 segundos e, logo depois, um fenómeno de aquaplaning fê-lo bater num banco de neve, resultando num furo. Na PEC8, o carro imobilizou-se durante quase dois minutos a meio do troço. No sábado e domingo continuou a mostrar bom ritmo (6º da geral no sábado), apesar de um furo lento na PEC10 após roçar numa ponte, mas quando ocupava uma posição sólida, abandonou na PEC16, logo ao quilómetro 0,7, após um acidente.
Já Grégoire Munster, viveu um rali de constante luta contra a mecânica e o azar. Teve problemas de direção logo na quinta-feira (PEC2 e PEC3), ficou sem direção assistida, obrigando o seu copiloto a ajudá-lo a puxar o travão de mão nas curvas mais apertadas para conseguir virar o carro. Teve furos sucessivos na manhã de sexta-feira, foi vítima de dois furos (PEC5 e PEC6) que o atrasaram significativamente. No sábado bateu num banco de neve na PEC10 e fez um pião (360 graus) na PEC12, embora tenha conseguido recuperar sem danos graves no carro.
O seu rali terminou prematuramente no domingo de manhã, devido a problemas técnicos na ligação que o impediram sequer de arrancar para a primeira especial do dia.
Por fim, Joshua McErlean teve uma prova marcada por saídas de estrada e dificuldades em ler o piso. Na PEC9, a última da sexta-feira, deslizou numa direita traiçoeira e ficou “plantado” numa valeta coberta de neve, sem conseguir regressar à estrada. Ao longo da prova, descreveu as condições de slush (lama e neve derretida) como “mortais” e “tediosas”, especialmente nos ganchos a subir, onde o carro parecia não avançar. Na super especial do Mónaco (PEC13), teve dificuldades em controlar o carro com pneus slicks na zona dos paralelepípedos.
Abandonou definitivamente no domingo (PEC16) após uma colisão frontal violenta contra os rails, que destruiu a suspensão dianteira esquerda do Ford Puma.
Em resumo, apesar do potencial mostrado inicialmente por Jon Armstrong, a equipa Ford acabou por não conseguir levar nenhum dos seus Puma Rally1 até ao pódio final
Para Richard Millener (M-Sport/Ford): “Foi um Monte Carlo como já não víamos há um bom número de anos. Nós próprios, na equipa, nem nos conseguíamos lembrar de quando tínhamos visto condições como estas pela última vez. Por isso, cada dia foi um novo desafio e acho que tivemos todos os tipos de condições meteorológicas que se pode pedir: desde neve derretida, neve, chuva, granizo, lama e até um pouco de asfalto seco pelo meio. Foi incrível de assistir”, disse Millener que deixou para mais tarde as referências ao resultados.
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