WRC, Rali de Monte Carlo/PEC 10: Sébastien Ogier reacendeu a ‘caça’, e vem aí um troço ainda pior!

Por a 24 Janeiro 2026 08:49

Os Alpes franceses acordaram cobertos por um manto branco que transformou a SS10 La Bréole / Bellaffaire 1 num palco de Rally da Suécia transplantado para Monte Carlo — neve profunda, gelo espesso e curvas que exigiam derrapagens cirúrgicas onde cada erro custaria a prova.

Sébastien Ogier-Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) entrou melhor, bem mais confiante que os dois adversários à sua frente e bateu-os, Elfyn Evans-Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) por 3.5s, ficando na classificação geral a 3.0s do seu colega de equipa e o líder do rali, Oliver Solberg-Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally1) por 20.5s o que significa que a sua margem para a frente caiu para 54.4s com Evans agora a 51.4s. Tendo em conta que o próximo troço ainda está pior que este, com a mesma neve, mas com muito gelo por baixo o que pode criar ainda mais margens entre os concorrentes, entre quem se der bem ou menos bem no troço.

Takamoto Katsuta-Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1) foi terceiro a 13.3s da frente, seguindo-se Thierry Neuville-Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1), Adrien Fourmaux-Alexandre Coria (Hyundai i20 N Rally1).

Curiosamente, na geral apesar de um troço com grandes diferenças, no top 10 a única alteração foi a forte queda de quatro lugares de Eric Camilli-Thibault De La Haye (Skoda Fabia RS Rally2), que levaram pneus com pregos mais pequenos, perdendo 2m33s no troço, caindo para a 11ª posição da geral e para quarto do WRC2, com Léo Rossel-Guillaume Mercoiret (Citroen C3 Rally2) a ceder tempo para Nikolay Gryazin-Konstantin Aleksandrov (Lancia Ypsilon HF Rally2) e Roberto Daprà-Luca Guglielmetti (Skoda Fabia RS Rally2), com o russo agora a 15.7s da frente, e o italiano a 1m18s.

Filme da especial

McErlean e Pajari foram os primeiros a sair para a estrada e a TV parecia estar em super slow motion! Depois os mais Ford, Hyundai e Toyota, sempre a patinar desde a saída, Katsuta a calar o motor na partida mas recuperando fôlego. Os pilotos lutavam por tração, escorregando como patinadores num lago congelado, enquanto Neuville ‘mordia’ 3,1s à frente de Katsuta no primeiro split e Ogier, o dez vezes vencedor local, entrava com o sonho de recuperar terreno para os dois Toyota à sua frente — apenas 6,5s o separavam de Evans pelo segundo lugar geral.

A tensão escalava nos splits: Evans 2,6s atrás de Ogier, Solberg cedendo terreno aos três da frente mas com o luxo de mais de um minuto de ‘almofada’, Neuville a impor ritmo, Pajari 3,6s mais lento que McErlean. Era um ballet de precisão sobre neve e gelo, os co-pilotos a cantar notas enquanto os pilotos corrigiam ângulos impossíveis. McErlean emergia primeiro aos 27 minutos de inferno branco, riso nervoso ecoando no cockpit com Treacy: 28:05.2. “Rir é tudo o que podemos fazer. Divertido mas sem tração nenhuma. Os últimos sete quilómetros de gelo negro foram mortais.”

Pajari seguia com 28:45.5, 43,3s atrás: “Monte Carlo puro, neve e gelo total. Passei limpo.” Katsuta, com direção assistida reparada, incendiava os cronómetros com 27:41.1, 24,1s à frente: “Muito mais fácil com direção. Grande azar ontem. A estrada está a evoluir.” Munster batia num banco logo no início, perdendo confiança na lama derretida: 28:30.9, 49,8s atrás. Paddon, primeiro Hyundai, confessava desorientação total com 29:20.8: “Nunca vi condições assim. Não sei conduzir assim. Sem sensação nenhuma.”

Armstrong roçava uma ponte numa lenta à direita, furo lento no dianteiro: 29:07.3. “Tive de ser tão cuidadoso na descida. Perdemos muito tempo, zero aderência.” Neuville cruzava em êxtase com 27:49.1, segundo provisório: “27 minutos de stress puro ao volante.” Ogier dançava o gelo com mestria, 27:27.8, 3,5s à frente de Evans e reduzindo o segundo lugar geral para meros 3,0s: “Muito escorregadio. Contente por acabar. O primeiro lugar está longe, lutamos pelo pódio.” diz ele para já, vamos ver no final do próximo troço.

Evans respirava aliviado com 27:31.3: “Aliviado, não fazia ideia do andamento. Parecia tão lento, mas é igual para todos.” Solberg, líder imbatível até aqui, pagava a má preparação dos pregos com zero tração: 27:48.3, 20,5s cedidos a Ogier, liderança encolhida para 51,4s. “Não preparei bem os pregos, sem grip nenhum. Ele ganhou muito. Um erro e acaba tudo em meio segundo.” Como tudo pode mudarv de repente numa prova assim! E vem aí ‘um’ ainda pior do que este!

A PEC10 consagrava-se como o palco onde Ogier reacendeu a ‘caça’ ao segundo lugar do pódio, e quiçá algo mais, com o melhor tempo, cortando dramaticamente a liderança de Evans para 3s e lançando um duelo Toyota fratricida, enquanto Solberg sobrevivia ao teste mais sueco de Monte Carlo e Katsuta renascia das cinzas mecânicas — provando que, no branco implacável dos Alpes, a sobrevivência era já vitória.

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