WRC, Rali de Monte Carlo/PEC9: Ogier recupera, Solberg termina destacado: “O Seb agora já não me fala tanto…”
Sébastien Ogier e Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) terminaram o segundo dia de prova a vencer mais uma especial e, com isso, recuperaram mais 12.1s a Elfyn Evans e Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1), concluindo a jornada a apenas 6.5s do colega de equipa galês.
Oliver Solberg e Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally1) têm agora 1m08.4s de avanço para Evans e 1m14.9s para Ogier, com Adrien Fourmaux e Alexandre Coria (Hyundai i20 N Rally1) no quarto lugar, a mais de cinco minutos, depois de Thierry Neuville e Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1) terem ficado presos numa valeta e perdido, com isso, 3m43.1s, caindo para a quinta posição. Como se percebe, mais uma especial de redenção e “tragédia”: Ogier aproxima-se perigosamente de Evans na luta pelo pódio, enquanto Neuville pagou caro o erro.
Também Joshua McErlean e Eoin Treacy (Ford Puma Rally1) saíram de estrada e ficaram “plantados” numa direita, sem forma de regressar à estrada.
Filme da Especial
Era já noite cerrada nos Alpes franceses quando o último ato do dia nos deu mais drama. A PEC9 La-Bâtie-des-Fontes / Aspremont 2, a única especial praticamente inalterada face ao ano anterior, é uma estrada estreita e acidentada, rápida no arranque e com “cotovelos” lentos depois, com o sector mais temível entre os 8 e os 8,7 quilómetros — colada a um desfiladeiro com penhasco de um lado e muro de pedra do outro —, passando por uma aldeia até “explodir” numa reta aberta e veloz no vale final. Chuva miudinha caía, o nevoeiro não incomodava muito, mas a neve e a lama ainda dominavam o asfalto.
McErlean foi o primeiro “sacrifício” da montanha. Apenas 1,6 km depois do arranque, numa direita traiçoeira, o Ford Puma da M-Sport deslizou na neve, mergulhando numa valeta. O piloto e navegador saíram ilesos, mas o carro ficou preso.
Ogier entrou logo a seguir, com pneus cruzados de pregos e inverno, navegando a lama e a “sopa” com a precisão de quem já viu mil noites assim. Os splits acendiam-se a verde e, quando cruzou a meta com 12:09.3, o cronómetro gritava vitória. “Não sei. É modo sobrevivência com tanta lama na estrada. Tentámos melhorar a tarde”, confessava, sabendo que cada segundo era uma dentada na liderança de Evans. E conseguiu-o: começou o dia a 24.1s de Evans e termina-o a 6.5s. Mas face a Solberg, a conversa é diferente: começou a 1m08.6s e termina-o a 1m14.9s. Solberg ganhou mais seis segundos.
O galês Evans tentava responder, mas aos 3,5 km já cedia 6,2 segundos. A lama engolia o Toyota e, no final, confirmava 12:21.4, 21,1 segundos perdidos. A luta pelo segundo lugar da geral encolhia para apenas 6,5 segundos. “Não fui corajoso o suficiente nos sulcos. Foi ok, um pouco acima e abaixo, mas ok.”
Então veio o golpe de teatro. Neuville, o belga da Hyundai, ficou preso numa valeta aos 2 km. Três minutos e dez segundos imobilizado, ajudado por fãs que empurraram o carro de volta à estrada. Passou-o Katsuta e terminou com 15:52.4, exausto. “Fiquei preso num corte, sem saída. Um carro à frente provavelmente fez a valeta. Felizmente os adeptos ajudaram. Estamos cá, o dia acabou, mas foi uma luta.”
Pajari fez 12:58.7. “Logo no início o Josh ficou preso na neve, não sabia se havia gelo. Passámos em segurança e amanhã melhoramos.”
Katsuta, ainda sem direção assistida, completava um calvário heroico com 14:05.7, as mãos doridas de tanto esforço. “É um grande trabalho passar pelas especiais. As mãos estão mal, mas ainda temos dois dias.”
Finalmente, Solberg, líder do rali, escolhia pneus errados para o caos e, ainda assim, limitava os estragos a 12:18.6, 9,3 segundos atrás de Ogier. “Só queria passar esta, havia tanta coisa a acontecer. A escolha de pneus foi má. Mas estendi a liderança, é fantástico. O Seb agora já não me fala tanto [risos sobre conselhos do campeão].”

FOTO @World
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