WRC, Rali de Monte Carlo/PEC8: Ogier reage e ‘aperta’ Evans
Com as condições menos caóticas, Sébastien Ogier-Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) venceram e reacenderam a luta pelo pódio, cortando pela metade a vantagem de Elfyn Evans-Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) relançando o duelo interno na Toyota.
Problemas mecânicos ‘dizimaram’ Takamoto Katsuta e Adrien Fourmaux, Jon Armstrong parou na subida, mas o octacampeão provou que, na penumbra dos Alpes, a experiência ainda conta.
Oliver Solberg-Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally1) foram terceiros 1.4s atrás de Evans, com Sami Pajari-Marko Salminen (Toyota GR Yaris Rally1) a fazerem o quarto tempo na frente de Thierry Neuville-Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1) e Adrien Fourmaux-Alexandre Coria (Hyundai i20 N Rally1).
Na geral, Ogier está agora a 18.6s de Evans, e Evans cortou 1.4s ao avanço de Solberg.
Com os seus problemas, Takamoto Katsuta-Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1) caiu duas posições com Hayden Paddon-John Kennard (Hyundai i20 N Rally1) e Léo Rossel-Guillaume Mercoiret (Citroen C3 Rally2) a aproveitar para subir para sétimo e oitavo. Atrás de Ogier, por ordem estão ainda sem alterações, Neuville, Fourmaux e Jon Armstrong-Shane Byrne (Ford Puma Rally1).
Filme da especial
O crepúsculo caiu sobre os Alpes franceses quando Josh McErlean arrancava com o seu Ford Puma Rally1 na PEC8 Saint-Nazaire-le-Désert / La Motte-Chalancon 2, uma repetição dos 28 quilómetros encharcados que já tinham castigado os pilotos de manhã.
Pajari seguia logo atrás com pneus de neve, enquanto McErlean apostava tudo em pneus com pregos. O troço era um caos de lama espessa nos cortes, poças traiçoeiras e luz a ‘morrer’, transformando cada curva num jogo de sombras e instinto. McErlean emergiu primeiro com 20:01.7: “Está molhado em geral, muita sujidade na estrada”, relatava.
Depois chegou Ogier, com pneus de neve, sem pregos – uma jogada ousada para um troço húmido. Foi iluminando os splits a verde enquanto os rivais patinavam na lama. Mas o francês confessaria depois o erro fatal: 18:05.1, novo tempo de referência, embora a escuridão o tivesse traído. “Cometi um erro, não liguei a luz extra, estava bem escuro.” Evans espelhava a estratégia de pneus, mas um deslize largo numa esquerda custou-lhe caro – vermelho nos splits, 18:21.3, 16,2 segundos perdidos. A vantagem sobre Ogier encolhia para 18,6 segundos. “Estava a lutar na lama grossa para virar o carro, foi aí que perdi”, admitia, o galês agora sob fogo cruzado.
Neuville entrava na dança aos 4,1 segundos de Ogier no primeiro split, mas a confiança no Hyundai i20 N Rally1 continuava fugidia. Aos 13,8 segundos no terceiro split, cruzava com 18:40.2, frustrado. “Eu também esperava mais. Na verdade, nada correu mal, lutei toda a especial.” O drama escalava quando Armstrong parava aos 10,8 km — o irlandês subira provisoriamente a quinto na geral, mas o destino imobilizava-o, custando-lhe quase 1 minuto e 50 segundos antes de arrancar de novo.
Fourmaux rodava combativo, mas o Hyundai i20 N Rally1 traiu-o com problemas elétricos no travão de mão desde a especial anterior — uma penalização de 30 segundos já o castigara por atraso na partida. Ainda assim, 18:42.9, 37,8 segundos atrás de Ogier. “Não está totalmente resolvido, mas podemos continuar. Tivemos um problema na ligação e agradeço ao Jon Armstrong que nos ajudou. Obrigado.” Katsuta transformava a ‘tragédia’ em epopeia: direção assistida avariada no Toyota, o co-piloto Aaron Johnston a puxar o travão de mão nas curvas para compensar. 21:08.5 — três minutos perdidos. “A direção é mais dura que puxar 100 quilos de pedras”, dizia o japonês, que conseguiu permanecer bem disposto.
Solberg, líder do rali, via a luz poente e a chuva ‘engolirem’ a visibilidade. “Está escuro, luz do crepúsculo, muito injusto, não vejo nada comparado com ele [Ogier]”, confessava após 18:22.7, 17,6 segundos cedidos. Agora foi a vez dele se queixar em vez de Ogier. Munster fechava com 18:53.4, sétimo, 48,3 segundos atrás. “Muito lamacento, um ou dois grandes slides lá dentro.”
FOTO @World

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