F1, Red Bull em turbulência? rumores de um “departamento técnico perdido”
A Red Bull, outrora sinónimo de domínio na Fórmula 1, enfrenta o que aparenta ser uma crise silenciosa no seu coração técnico. Apesar da chegada de Laurent Mekies à liderança, substituindo Christian Horner, fontes internas revelam que o departamento técnico da equipa está “completamente perdido”, lançando uma sombra sobre o futuro e a ambiciosa aposta da equipa no desenvolvimento do seu próprio motor.
Laurent Mekies, o novo líder da equipa Red Bull, tem sido alvo de elogios pela sua capacidade de gestão, com Helmut Marko a considerá-lo “excelente” pela sua abordagem de delegação de responsabilidades. Até rivais como Toto Wolff (Mercedes) e Zak Brown (McLaren) veem a sua chegada como um passo para relações mais cordiais. No entanto, a sua influência nos resultados em pista é, por enquanto, limitada.
Fontes internas da Red Bull, citadas pelo jornal “The Limburger”, são a voz por detrás das preocupações, descrevendo o departamento técnico como estando “completamente perdido”.
Max Verstappen, o tetracampeão mundial, cujos resultados recentes têm sido mistos, apesar de ter proporcionado a Mekies um início vitorioso na Sprint da Bélgica e um segundo lugar no Grande Prémio dos Países Baixos. O seu “círculo” já expressa preocupações com o departamento técnico.
Pierre Wache, o diretor técnico da equipa, que assumiu a liderança do projeto após a saída do lendário Adrian Newey, está no centro das atenções pelas alegadas dificuldades atuais.
Isack Hadjar e Liam Lawson, pilotos da Racing Bulls (equipa-irmã da Red Bull), que, ironicamente, têm superado consistentemente Yuki Tsunoda (piloto da Red Bull) em qualificação, expondo a dependência da equipa principal do talento de Verstappen.
Um departamento à deriva e um monolugar ineficaz
O cerne da questão reside na incapacidade do departamento técnico da Red Bull em otimizar o monolugar RB21. Apesar de “tudo ter sido tentado” e da introdução de vários pacotes de atualização, “nada parece funcionar”, sugerindo um problema “fundamentalmente errado” na sua conceção. Esta situação é agravada pelo contraste com a Racing Bulls que, utilizando as mesmas instalações de túnel de vento, conseguiu construir um carro mais equilibrado, com Hadjar a conquistar um pódio no recente Grande Prémio dos Países Baixos.
O eco das dificuldades
Os problemas concentram-se na sede da Red Bull, em Milton Keynes, onde o túnel de vento, que remonta à Guerra Fria, é apontado como um fator para o declínio. As inconsistências de desempenho têm sido visíveis em vários circuitos, desde o triunfo de Verstappen na Bélgica ao seu pódio nos Países Baixos, contrastando com uma das piores exibições recentes da equipa em Hungaroring.
A luta contra uma realidade teimosa
A crise manifesta-se na ineficácia das atualizações aerodinâmicas e na dificuldade em encontrar um equilíbrio no RB21. Embora Mekies, com a sua formação em engenharia, seja a esperança para identificar e resolver estes problemas, o processo é reconhecidamente demorado. A equipa está também a construir um novo túnel de vento para substituir a infraestrutura desatualizada, um esforço a longo prazo para recuperar a vantagem aerodinâmica.
Do domínio ao desafio
Os primeiros sinais deste declínio técnico surgiram após o período de domínio da Red Bull na era do “efeito de solo”, que se estendeu de 2022 até à primavera do ano passado. A chegada de Laurent Mekies é um evento recente, e a equipa prepara-se para o colossal desafio de introduzir o seu próprio motor no próximo ano, mas as raízes de um problema profundo parecem ser a falha do departamento técnico em acompanhar o ritmo de desenvolvimento da concorrência, resultando num monolugar que depende excessivamente das capacidades excecionais de Max Verstappen.
A saída de Adrian Newey, um génio do design, e a subsequente transição de liderança para Pierre Wache, são fatores que podem estar a contribuir para esta situação. A incapacidade de otimizar a aerodinâmica, num contexto em que a equipa se prepara para um desafio tão grande como o desenvolvimento do seu próprio motor, coloca a Red Bull numa posição vulnerável.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA
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