Alex Palou estreia-se a vencer nas Indy 500
Para quem nunca tinha vencido numa oval, foi um excelente resultado! Alex Palou (#10 – Chip Ganassi Racing), após 27 corridas em ovais sem qualquer vitória, triunfou nas 500 Milhas de Indianápolis, numa corrida muito estratégica que se decidiu mesmo em cima da meta.

Desde a volta 120, a corrida transformou-se numa batalha estratégica, onde a economia de combustível e o timing das paragens nas boxes foram primordiais. Nessa altura, os candidatos à vitória estavam definidos: Alex Palou, David Malukas e Pato O’Ward eram os principais nomes a destacar-se na reta final das Indy 500.
Alex Palou assumiu a liderança, que estava na posse de Marcus Ericsson, a 14 voltas do fim e, apesar da pressão constante do sueco e da proximidade de David Malukas e Pato O’Ward, o piloto da Chip Ganassi Racing venceu as suas primeiras Indy 500. Depois de ter sido segundo em 2021, ter tido problemas de estratégia em 2022 e um acidente em 2023, chegou agora o triunfo.
Após Palou, o top 10 ficou assim ordenado: Marcus Ericsson, David Malukas, Pato O’Ward, Felix Rosenqvist, Kyle Kirkwood, Santino Ferrucci, Christian Rasmussen, Christian Lundgaard e Conor Daly.
Com este triunfo, a época de sonho de Alex Palou continua, já que venceu cinco das primeiras seis corridas do ano.
Agora, ao vencer pela primeira vez numa oval, atinge definitivamente o estrelato.
Filme da corrida
A corrida teve um início caótico, começou com várias trocas de posição e incidentes logo nas primeiras voltas. Pato O’Ward assumiu a liderança ao ultrapassar Robert Shwartzman, com Takuma Sato logo a seguir.
Cedo começaram a haver problemas e abandonos precoces como foi o caso de Scott McLaughlin, que abandonou antes mesmo da largada oficial da corrida ao perder o controlo do seu monolugar.
Alexander Rossi saiu com o carro em chamas nas boxes, e Rinus Veekay fez um pião na entrada dos boxes, também abandonando. Kyle Larson bateu sozinho e causou mais um acidente, encerrando a sua participação e rumando a Charlotte para mais 600 milhas, depois de ter ficado longe das 500 em Indianapolis.
A corrida teve várias interrupções por bandeiras amarelas, dificultando as estratégias.
A chuva começou de novo a ameaçar, mas não interferiu diretamente nessa fase da contenda.
Sensivelmente a meio da Corrida, viam-se estratégias diversas: até a volta 100, os destaques incluíam Ryan Hunter-Reay, De Francesco e Malukas. Alguns líderes estavam fora de sequência de pitstops, confundindo a ordem real da prova. Palou foi apontado como líder virtual em dado momento, mas era ainda muito cedo.
Houve também incidentes nas boxes, com Takuma Sato e Robert Shwartzman a falharem as paragens, com o israelita a atropelar vários mecânicos, aparentemente sem lesões. Shwartzman, o homem da pole, abandonou.
Também houve recuperações e destaques, por exemplo Josef Newgarden, que partiu de 32º, já estava no top 10 na volta 86. Conor Daly e David Malukas também se mantiveram entre os líderes em vários momentos.
Palou demonstrou ritmo consistente e assumiu a liderança virtual, mas nessa altura ainda não ‘valia’….
Na volta 120, na frente, com De Francesco ainda sem parar, DeFrancesco, Malukas, Daly, Palou, Ferrucci, Ilott, Carpenter, Harvey, Newgarden, Rosenqvist.
Pato O’Ward era 11º e o McLaren seguia com dificuldades; O’Ward lutava para entrar no top 10.
Nesta altura, a corrida tinha sido marcada por muitos acidentes, estratégias divergentes de pitstop e avanços notáveis na classificação. Alex Palou parecia forte na luta pela vitória, enquanto nomes como Newgarden e Daly seguiam ‘vivos’. Já O’Ward enfrentava desafios para alcançar o pódio.
Daí para a frente, DeFrancesco finalmente parava e deixava Conor Daly na liderança (volta 132 aprox.).
Com pitstops a iniciarem-se na volta 135, Daly, Malukas e outros líderes param para combustível e pneus, entrando em janelas diferentes que impactariam o desfecho da corrida.
Alex Palou assume a liderança após as primeiras paragens, mas logo Daly retoma a ponta. Na mesma altura, Newgarden enfrenta problemas de combustível, cai várias voltas e abandona; Penske fica apenas com Will Power (em 18º). Hunter-Reay, Daly, Malukas e Palou emergem como os protagonistas, mas com diferentes necessidades de combustível, o que torna a gestão estratégica vital.
A cerca de 50 voltas do fim da corrida (volta 150), o top 10 incluia Hunter-Reay (ainda sem parar), seguido de Daly, Malukas, Palou e Ferrucci. Daly começava a perder rendimento com pneus desgastados e precisou de parar cedo, comprometendo a sua estratégia. Hunter-Reay para, mas estaciona o carro nos boxes, perdendo tempo precioso e saindo da luta pela vitória.
Palou, Ferrucci e Hunter-Reay faziam os seus últimos pitstops por volta da volta 170. Como estavam a economizar combustível, não precisaram de parar novamente.
Malukas assume a liderança, com Palou logo atrás, prometendo duelo direto até à linha de chegada e Marcus Ericsson, com estratégia alternativa, liderava após adiar ao máximo o seu pitstop (até a volta 175), surpreendendo temporariamente, mas ainda assim, precisando de parar.
A fase final da corrida teve uma disputa bem acesa. Marcus Ericsson para e sai na liderança, restando Malukas, Palou e O’Ward como principais candidatos.
Pato O’Ward, que vinha em 11º na volta 120, recupera incrivelmente até à 4ª posição, colando-se aos líderes.
A economia de combustível de Palou e Ferrucci mostra-se importante, permitindo-lhes atacar com liberdade no stint final. Conor Daly, apesar de ter liderado em momentos cruciais, precisava agora de torcer por uma bandeira amarela para voltar à luta, pois teria que fazer um pitstop curto (“splash”) antes do fim.
Na volta 175, havia uma disputa direta pela vitória entre Malukas, Palou e O’Ward, com estratégias sólidas e ritmo forte. Ericsson surpreende com estratégia ousada, mas continuava a depender de fatores externos (como uma bandeira amarela). Hunter-Reay e Daly caem na classificação por erros e estratégia comprometida.
Josef Newgarden e outros nomes fortes estavam nesta altura fora da luta, abrindo caminho para novos protagonistas.
A 14 voltas do fim, Alex Palou assume a liderança e foi esse o momento decisivo na Indy 500 com o espanhol a assumir a liderança a Marcus Ericsson! Até ao fim, tal como esperado, a Indy 500 iria decidir-se com luta até à meta, pois Alex Palou assumiu a liderança, mas Marcus Ericsson estava mesmo atrás dele. David Malukas e Pato O’Ward não estavam muito longe, mas apesar da confusão de uma bandeira amarela e a axadrezada não ter sidom mostrada, a corrida tinha mesmo terminado com Palou na frente.
FOTOS Indycar/Alex Palou – Indianapolis 500 – By_ James Black e Joe Skibinski


- (6) Alex Palou, Honda, 200, em andamento
- (9) Marcus Ericsson, Honda, 200, em andamento
3º (7) David Malukas, Chevrolet, 200, em andamento
4º (3) Pato O’Ward, Chevrolet, 200, em andamento
5º (5) Felix Rosenqvist, Honda, 200, em andamento
6º (23) Kyle Kirkwood, Honda, 200, em andamento
7º (15) Santino Ferrucci, Chevrolet, 200, em andamento
8º (18) Christian Rasmussen, Chevrolet, 200, em andamento
9º (8) Christian Lundgaard, Chevrolet, 200, em andamento
10º (11º) Conor Daly, Chevrolet, 200, em andamento
11º (2) Takuma Sato, Honda, 200, em andamento
12º (21º) Callum Ilott, Chevrolet, 200, em andamento
13º (22º) Helio Castroneves, Honda, 200, em andamento
14º (16) Devlin DeFrancesco, Honda, 200, em andamento
15º (20) Louis Foster, Honda, 200, em andamento
16º (24) Nolan Siegel, Chevrolet, 199, Contacto
17º (27) Colton Herta, Honda, 199, em andamento
18º (14) Ed Carpenter, Chevrolet, 199, em andamento
19º (33) Will Power, Chevrolet, 199, em andamento
20ª (28) Graham Rahal, Honda, 199, em andamento
21ª (30) Marcus Armstrong, Honda, 198, em andamento
22ª (26) Jack Harvey, Chevrolet, 198, em andamento
23º (4) Scott Dixon, Honda, 197, em andamento
24ª (25) Ryan Hunter-Reay, Chevrolet, 171, Mecânica
25º (32) Josef Newgarden, Chevrolet, 134, Mecânica
26º (17) Sting Ray Robb, Chevrolet, 91, Contacto
27º (19) Kyle Larson, Chevrolet, 91, Contacto
28º (13) Kyffin Simpson, Honda, 91, Contacto
29º (1) Robert Shwartzman, Chevrolet, 87, Contacto
30º (31) Rinus VeeKay, Honda, 80, Contacto
31º (12) Alexander Rossi, Chevrolet, 73, Mecânico
32º (29º) Marco Andretti, Honda, 4, Contacto
33º (10) Scott McLaughlin, Chevrolet, 0, Contacto
Estatísticas da corrida
Velocidade média do vencedor: 168,883 mph
Tempo da corrida: 2:57:38.2965
Margem de vitória: Sob cautela
Precauções: 7 durante 45 voltas
Mudanças na liderança: 22 entre 14 pilotos
Líderes de voltas:
Shwartzman, Robert 1 – 8
O’Ward, Pato 9 – 10
Sato, Takuma 11 – 23
Rossi, Alexander 24 – 29
Rasmussen, Christian 30 – 32
Rossi, Alexander 33 – 36
Rasmussen, Christian 37 – 38
Rossi, Alexander 39 – 42
Carpenter, Ed 43
Harvey, Jack 44 – 46
Sato, Takuma 47 – 60
Kirkwood, Kyle 61 – 62
Sato, Takuma 63 – 86
Hunter-Reay, Ryan 87 – 102
DeFrancesco, Devlin 103 – 119
Daly, Conor 120 – 132
Malukas, David 133
Hunter-Reay, Ryan 134 – 139
Rasmussen, Christian 140 – 142
Hunter-Reay, Ryan 143 – 168
Malukas, David 169
Ericsson, Marcus 170 – 186
Palou, Alex 187 – 200
Classificação da NTT INDYCAR SERIES: Palou 306, O’Ward 191, Kirkwood 180, Lundgaard 177, Rosenqvist 163, Dixon 150, McLaughlin 145, Power 140, Herta 117, Ericsson 115, Malukas 105, VeeKay 105, Rossi 104, Newgarden 103, Rahal 102, Armstrong 100, Ferrucci 99, Rasmussen 91, Siegel 79, Daly 79, Simpson 67, Shwartzman 65, Foster 64, Robb 61, DeFrancesco 61, Ilott 58, Sato 33, Jacob Abel 28, Castroneves 17, Carpenter 13, Harvey 9, Hunter-Reay 7, Larson 5, Andretti 5
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F1 FOR FUN
25 Maio, 2025 at 21:55
O Homem este ano limpa as corridas todas.
Canam
25 Maio, 2025 at 23:33
Pouco conhecido até em Espanha este piloto mereceria uma chance na F1 ?Talvez. Este ano tem um carro perfeito, porque estes Indy cars não são todos iguais, como olhando por fora pode parecer. Mas o nivel de pilotos da Indy é fraco, comparativamente à F1.