WRC: 7ª maravilha de Sébastien Ogier no Rali de Portugal
Sébastien Ogier – Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) venceram o Rali de Portugal, a sétima vez que o piloto o consegue, dilatando o seu próprio recorde de seis triunfos, que tinha alcançado no ano passado. Uma vitória a que chegou depois de grande luta com Ott Tänak – Martin Järveoja (Hyundai I20 N Rally1), com a dupla estónia a dar sinais de que iria vencer, até que a direção assistida no seu carro os traiu, e impediu, com a perda de 44 segundos, o que seria, com boa dose de segurança, a primeira vitória da Hyundai este ano.
Depois de ter caído para a terceira posição, o estónio recuperou-a esta manhã e ainda ganhou a PowerStage, somando bons pontos, entre a classificação, o super-domingo, que venceu.
Quanto a Ogier, uma vitória emotiva, ele que já está a competir em part-time há algum tempo e mesmo assim se apresenta competitivo ao ponto de vencer uma prova tão difícil quanto foi este Rali de Portugal: “Penso que é algo de que me posso orgulhar, manter-me competitivo durante todos estes anos. Graças à equipa, foi muito bom conduzir o carro este fim de semana. Penso que provámos mais uma vez que a gestão da corrida é, sem dúvida, uma arte que possuímos. Os números são agradáveis de ler, mas o mais importante é o lado emocional, em frente a este público, que me incentiva tanto de cada vez. Foi uma luta dura com Ott (Tanak), infelizmente não foi justa no final devido ao seu problema. Caso contrário, não teríamos vencido, porque ele era obviamente mais rápido, mas nem sempre se trata de ser rápido nos ralis, também é preciso trazê-lo para casa e foi isso que fizemos.”
Terceiro lugar para Kalle Rovanperä – Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1), o seu único pódio do ano para lá do super-triunfo nas Canárias. Foi uma prova complicada para o jovem finlandês que ainda precisa de tempo para perceber melhor como lidar com os novos pneus Hankook, quase nunca conseguindo ter o ritmo necessário para lutar mais à frente, e mesmo quando se pensava que tinha a ver com a ordem de partida na sexta-feira, as coisas não melhoraram muito no sábado, acabando mesmo por ceder o segundo lugar a que chegou no final de sábado depois do atraso de Tanak, perdendo em luta direta com o estónio.
Thierry Neuville – Martijn Wydaeghe (Hyundai I20 N Rally1) foram quartos ficando pela terceira vez fora do pódio em cinco ralis. Desde cedo andou na ‘luta’ com o carro, logo no primeiro troço de 6ª Feira, Mortágua, fez meio pião e perdeu tempo, depois foi sempre queixando-se um pouco da falta de aderência e do equilíbrio do carro. Ainda não foi desta que o Campeão de 2024 lutou pela vitória numa prova.
Bom rali de Takamoto Katsuta – Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1) que terminaram em quinto, um resultado na média do que o piloto tem vindo a fazer. Já tinha feito dois quartos lugares em Portugal, esteve mais ou menos ao mesmo nível.
Sexto posto para Elfyn Evans – Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) com o piloto a confessar que a prova não lhe correu nada bem. Para lá de abrir a estrada na 6ª feira, tinha que ter feito bem melhor no sábado, e não conseguiu, acumulando perdas, e mesmo quando se esperava que reagisse no domingo, nem isso conseguiu, alcançando apenas nove pontos face aos 27 de Tanak e 22 de Rovanpera. Ainda assim, mantém uma enorme liderança no campeonato, o que não pode é ter muitas provas assim, senão o avanço esfuma-se num instante…
Sami Pajari – Marko Salminen (Toyota GR Yaris Rally1) foram sétimos, o piloto foi consistente e cumpriu o seu papel, aprender, levar o carro até ao fim arriscando pouco, para acumular aprendizagem, conseguiu terceiros tempos em troços, mas mais regularmente quintos e sextos, é aí que está o seu foco para já. Bom rali, dentro do seu contexto.
Joshua Mcerlean – Eoin Treacy (Ford Puma Rally1) foram oitavos e ‘venceram’ a luta dos Puma, ficaram 45.2s na frente de Grégoire Munster – Louis Louka (Ford Puma Rally1) numa prova difícil como o Rali de Portugal. Munster leva um ano de avanço do irlandês com o Rally1 e este já joga de igual para igual, nesta prova esteve bem mais regular que Munster que tem um ‘bioritmo’ muito mais anárquico, embora de vez em quando ainda consiga terminar especiais significativamente mais acima que o irlandês. Mcerlean começou melhor, Munster reagiu, mas o irlandês passou-o a meio da prova e por aí ficou até ao fim.
Adrien Fourmaux – Alexandre Coria (Hyundai I20 N Rally1) lutavam pela liderança da prova, estavam a fazer um grande rali, quando deram um toque e danificaram a suspensão em Arganil 2. Voltaram no domingo, mas abandonaram com problemas de motor.
Mārtiņš Sesks – Renārs Francis (Ford Puma Rally1) começaram o rali com boas expectativas, tendo sido os mais rápidos no shakedown. No entanto, o seu rali desmoronou logo no início da sexta-feira. Na SS2, foram forçados a parar para trocar uma roda, o que lhe fez perder muito tempo. Mais tarde, as suas dificuldades agravaram-se com a aplicação de uma penalização de três minutos, comprometendo completamente a sua posição na classificação geral. Terminaram no 15º posto da geral.
Sétima vitória no WRC2 de Oliver Solberg
O sueco Oliver Solberg estreou-se a vencer na categoria WRC2, no Vodafone Rally de Portugal. O piloto do Toyota GR Yaris Rally2 dominou a prova desde o início e terminou com 51,8 segundos de avanço sobre Yohan Rossel. O sueco imprimiu um andamento fortíssimo na primeira etapa e ganhou uma vantagem que lhe permitiu gerir o andamento até final e vencer a categoria pela segunda vez este ano, repetindo o triunfo da Suécia. “Na sexta-feira, dei o máximo. Foi um fim de semana longo, o feeling foi bom e a equipa entregou-me um carro impecável. Os fãs aqui são incríveis, nunca vi tantas pessoas nas especiais em toda a minha vida”, referiu Solberg.
A terceira etapa viveu da luta pelo segundo lugar entre Gus Greensmith (Skoda Fabia RS Rally2) e Yohan Rossel (Citroën C3 Rally2). O francês ascendeu ao segundo lugar no troço de Felgueiras, venceu as duas classificativas seguintes e garantiu a posição com 16,4 segundos de avanço para Gus. “Era impossível bater o Solberg. Aproveitamos para perceber como se comportavam os pneus Hankook no Citroën C3 e foi importante para preparar o Rali da Sardenha”, afirmou Rossel, que mantém o primeiro lugar no campeonato.
Um australiano vence no FIA Junior WRC
O australiano Taylor Gill sentiu a pressão do sueco Mille Johansson na derradeira etapa, mas conseguiu segurar a liderança e conquistar a segunda vitória na categoria FIA Junior WRC. O turco Kerem Kazaz terminou em terceiro. Gill venceu também na categoria WRC3.
Armindo Araújo o melhor português pela 14.ª vez
Apenas quatro pilotos nacionais concluíram o Rally de Portugal. Armindo Araújo (Skoda) foi o melhor português ao terminar na 26ª posição. “É um orgulho enorme conseguir, pela décima quarta vez, terminar o Rali de Portugal como o melhor piloto nacional e voltar a subir ao pódio do que considero ser o melhor rali do mundo. Foram quatro dias muito exigentes, mas conseguimos sempre impor um ritmo seguro que nos permitiu gerir a prova sem qualquer problema mecânico. Apenas um furo na sexta-feira impediu que pudéssemos juntar a vitória no CPR a este excelente resultado, mas estamos muito satisfeitos com o desfecho deste rali”, sublinhou o piloto de Santo Tirso.
Pedro Meireles concluiu a prova no 28.º lugar e venceu a Masters Cup, competição destinada a pilotos com mais de 50 anos, enquanto Diogo Salvi (Ford) foi 29º e o terceiro melhor português. “Que festa — adorei! Fui muito lento, mas foi fantástico. Obrigado ao Axel (navegador), que para além de ter feito um trabalho magnífico, teve uma paciência incrível para me aturar. Também obrigado a toda a equipa da M-Sport, que fez um trabalho tremendo! Por fim, mas não menos importante, a minha família: sempre a reclamar, por estar à minha espera e, sobretudo, ao amor da minha vida por cuidar das crianças. Ela odeia ralis, mas esta noite vai ter um jantar tête-à-tête com champanhe” afirmou este empresário da área das tecnologias da informação, que decidiu realizar o sonho de conduzir um carro da categoria Rally1 no Vodafone Rally de Portugal. Diogo Marújo (Skoda) foi o quarto melhor português, terminando o rali na 33ª posição.
Filme do Rali
Dia 1: Tänak Lidera após 6ª Feira portuguesa implacável
Ott Tänak lidera o Vodafone Rally de Portugal após uma etapa de abertura punitiva na sexta-feira. Apenas 7,0 segundos separam o piloto da Hyundai e Sébastien Ogier, após quase 150 quilómetros de ação em terra.
Tänak, ao volante de um i20 N Rally1, também alcançou um marco pessoal ao atingir 400 vitórias em troços do FIA World Rally Championship – a mais recente no troço final do dia, Sever / Albergaria. Ele já tinha arrebatado a liderança de Elfyn Evans, vencedor da super especial de quinta-feira à noite, na abertura de sexta-feira e venceu quatro dos 10 troços do dia no total.
Adrien Fourmaux igualou o ritmo inicial de Tänak e respondeu com duas vitórias em troços para reduzir a diferença para apenas dois décimos de segundo ao meio-dia. Mas o seu desafio terminou à tarde quando atingiu uma pedra escondida num gancho, quebrando a direção dianteira esquerda do seu Hyundai e abandonando no local.
Isso promoveu brevemente Takamoto Katsuta para segundo, mas não demorou muito para que Ogier o ultrapassasse. O francês lutou com uma configuração excessivamente macia pela manhã, mas fez alterações e encontrou forma na segunda volta, ficando 20,1 segundos à frente de Katsuta no final do dia.
“Se houvesse tantos títulos de campeonato [quantas vitórias em troços], seria ainda melhor”, brincou Tänak. “Mas ainda assim, um número agradável. Tem sido exigente, especialmente a segunda volta. Não conseguimos encontrar o ponto ideal e estávamos a lutar um pouco. Mas os dois últimos troços foram limpos, então isso é bom.”
Kalle Rovanperä tornou-se o terceiro Toyota no top quatro, terminando o dia apenas 1,2 segundos atrás de Katsuta. O bicampeão mundial admitiu que a superfície parecia mais escorregadia do que o esperado, mas agora está em posição de diminuir a liderança do campeonato do colega de equipa da Toyota, Elfyn Evans – com o galês em sétimo, atrás do campeão em título Thierry Neuville e Sami Pajari.
Neuville teve sorte em evitar danos após atingir uma vala na SS2. Ele recuperou para terminar a etapa apenas 4,4 segundos atrás de Rovanperä, enquanto Evans, sobrecarregado com as funções de abertura de estrada, lutou por tração e caiu para mais de um minuto do ritmo da liderança.
Grégoire Munster e Josh McErlean ficaram em oitavo e nono, respetivamente, pela M-Sport Ford, enquanto Oliver Solberg liderou o WRC2 e completou o top 10.
Houve desilusão para o líder do shakedown, Mārtiņš Sesks, cujo dia desfez-se cedo com uma troca de roda na SS2. Os seus problemas pioraram quando recebeu uma penalização de tempo de três minutos mais tarde na etapa.
Dia 2 (Manhã): Tänak aumenta o titmo para afastar Ogier
Ott Tänak aumentou o ritmo com uma resposta dominante no troço final da manhã de sábado no Rali de Portugal, restabelecendo uma vantagem de dois dígitos depois de sofrer pressão no início da ronda.
O piloto da Hyundai lidera o rali desde sexta-feira, mas viu a sua vantagem inicial de 7,0 segundos ser rapidamente reduzida quando Sébastien Ogier atacou – vencendo Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto para ficar a apenas 2,0 segundos com um troço restante antes da assistência.
Mas Tänak, que estava descontente com o manuseamento do seu carro na abertura e sofreu um furo lento na traseira no troço seguinte, teve a última palavra em Amarante, o troço mais longo do rali com 22,01 km. O estónio produziu uma corrida fantástica para vencer Ogier por 9,8 segundos e ir para a assistência com uma vantagem de 11,8 segundos. “Mais rápido do que qualquer outro, claro – então sim, foi um bom troço!” Tänak sorriu. “Depois do primeiro, conseguimos adaptar um pouco e as coisas pareceram encaixar nos dois seguintes. Definitivamente tenho uma melhor sensação no carro agora.”
Ogier, que procura uma sétima vitória em Portugal que alargue o seu recorde, ficou a coçar a cabeça.
“Eu estava simplesmente muito lento”, admitiu.
Kalle Rovanperä ultrapassou o colega de equipa da Toyota, Takamoto Katsuta, para reivindicar o terceiro lugar geral após uma forte corrida durante a manhã. O campeão em título foi mais rápido que o seu colega em Vieira do Minho e Amarante para transformar o seu défice inicial de 1,2 segundos numa vantagem de 0,4 segundos.
Thierry Neuville continuou a ocupar o quinto lugar no seu Hyundai. Embora ainda não estivesse totalmente à vontade com o manuseamento do seu i20 N Rally1, particularmente a sua traseira, ele permaneceu bem em contacto – apenas 10,4 segundos atrás de Katsuta e 46,6 segundos atrás da liderança do rali.
Sami Pajari estendeu a sua margem sobre Elfyn Evans na luta pelo sexto lugar. O finlandês de 23 anos desfrutou de uma vantagem de 15,2 segundos sobre o frustrado galês, que continua a lutar com baixos níveis de aderência, apesar de uma melhor posição na estrada em comparação com sexta-feira.
Josh McErlean subiu para sétimo no geral ao levar a melhor sobre o colega de equipa da M-Sport Ford, Grégoire Munster, que agora está 23,7 segundos atrás dele. O líder do WRC2, Oliver Solberg, completou a tabela de classificação em 10º no geral, 1 minuto e 53,7 segundos atrás de Tänak, mas continuando a dominar a sua categoria.
Dia 2 (Tarde): Ogier arrebata a liderança após desilusão de Tänak
Sébastien Ogier detém uma liderança surpreendente no Vodafone Rally de Portugal após as esperanças de Ott Tänak de uma vitória há muito esperada terem sido frustradas por uma falha na direção assistida no final da tarde de sábado.
Tänak liderava a prova de terra desde a manhã de sexta-feira e respondeu a um início difícil nesta penúltima etapa para vencer três troços consecutivos e reconstruir uma vantagem de dois dígitos. Ao entrar no penúltimo troço, Amarante 2, o piloto da Hyundai parecia firmemente no controlo – mas tudo se desfez no troço mais longo do rali.
Um problema na direção assistida surgiu a meio do troço de 22,10 km, forçando Tänak a lutar com o seu i20 N Rally1 até à meta. Ele perdeu mais de 45 segundos e cedeu a liderança que tanto se esforçou para construir, caindo para terceiro no geral no processo.
Ogier, que passou a maior parte do dia a seguir Tänak, de repente viu-se na frente. O oito vezes campeão mundial agora lidera o rali por 27,6 segundos ao entrar na final de seis troços de domingo e está à beira de um sétimo triunfo recorde no Vodafone Rally de Portugal.
“Não é a maneira como queres vencer qualquer luta”, disse Ogier. “Ambos estávamos a forçar muito – esse é o jogo. Tentámos manter a pressão, mesmo que ele fosse um pouco mais rápido. No final do troço anterior, eu realmente disse ao meu engenheiro: ‘Honestamente, tudo pode acontecer – está difícil lá fora. Ele está a forçar muito, precisamos manter a pressão.'”
“Não estou feliz”, continuou ele. “Não quero celebrar desta forma. Só espero que ele ainda consiga recuperar o máximo de pontos possível – não acabou. Amanhã é um dia longo.”
Tänak disse: “Faz parte do jogo, eu acho. Muito infeliz, mas demos tudo do nosso lado.”
Kalle Rovanperä subiu para segundo, 8,5 segundos à frente de Tänak. A estrela da Toyota tinha começado o dia em quarto, mas ultrapassou Takamoto Katsuta durante a manhã e gradualmente se afastou à medida que o dia avançava.
O ritmo de Katsuta diminuiu à tarde, e ele caiu atrás de Thierry Neuville da Hyundai, que subiu para quarto no penúltimo troço. O belga agora está 17,0 segundos atrás de Rovanperä, com Katsuta mais 2,2 segundos atrás em quinto.
O líder do campeonato, Elfyn Evans, teve outro dia difícil e está em sétimo no geral atrás de Sami Pajari. Depois de perder tempo como o abridor de estrada de sexta-feira, Evans lutou novamente para encontrar um ritmo, apesar de uma melhor posição de partida no sábado e agora está 17,5 segundos atrás de Pajari.
Josh McErlean subiu para oitavo, ultrapassando o colega da M-Sport Ford, Grégoire Munster, no troço de abertura. O irlandês terminou o dia 28,5 segundos à frente no seu duelo interno. Oliver Solberg completou a tabela de classificação em 10º e continuou a dominar a categoria WRC2, mantendo uma margem de 50,1 segundos sobre Gus Greensmith.
Dia 3: domingo
Kalle Rovanperä assinou um excelente tempo de 11min22,4s na primeira passagem por Paredes, troço que incluía secções utilizadas no Shakedown de quinta-feira. Um registo que permitiu ao finlandês reduzir a vantagem em relação a Sébastien Ogier para 16,5 segundos.
Thierry Neuville iniciou o ataque matinal e bateu Ott Tänak por 1,7 segundos. O estónio resolveu os problemas de direção assistida durante a noite, mas viu a margem que detinha no terceiro lugar reduzir-se para 6,8 segundos.
Takamoto Katsuta consolidou o quinto lugar. Elfyn Evans entrou ao ataque desde cedo e bateu o colega de equipa na Toyota, Sami Pajari, por 7,8 segundos, reduzindo a vantagem do jovem finlandês no sexto lugar para 9,7 segundos.
Josh McErlean, da M-Sport Ford, teve problemas com o intercomunicador, mas ainda assim conseguiu aumentar a vantagem sobre o colega Grégoire Munster em 4,4 segundos.
Adrien Fourmaux continuou a abrir a estrada pelo segundo dia consecutivo e estabeleceu o tempo de referência em 11min42,4s. Martinš Sesks sofreu um furo no pneu traseiro esquerdo.
O líder do WRC2, Oliver Solberg, completou a primeira especial do dia sem problemas e aumentou a vantagem para Gus Greensmith para 56,5 segundos. Yohan Rossel, em terceiro, aproximou-se do britânico, ficando a apenas 1,8 segundos.
Na PEC 20 Felgueiras 1, Kalle Rovanperä fez o segundo melhor tempo e reduziu a vantagem de Sébastien Ogier. A diferença caiu para 15,4 segundos. Ott Tänak consolidou a terceira posição com a vitória na especial.
Thierry Neuville, que ocupa a quarta colocação, superou Takamoto Katsuta por 1,7 segundos, o que permitiu ao belga manter uma vantagem de 14,5 segundos sobre o japonês na classificação geral.
Elfyn Evans diminuiu a vantagem do seu companheiro de equipa na Toyota, Sami Pajari, na luta pelo sexto lugar. O galês reduziu a diferença para 7,1 segundos.
Josh McErlean resolveu os problemas de intercomunicadores. Com um tempo de 5min57,2s, o irlandês ampliou sua vantagem sobre Grégoire Munster para 40,6 segundos na disputa pela oitava posição.
Adrien Fourmaux foi o primeiro a passar e marcou um tempo de 5min57,4s. O francês superou Martinš Sesks por 4,9 segundos no duelo entre dois pilotos do Rally1 que estão fora dos dez primeiros.
O líder do WRC, Oliver Solberg, seguiu para Fafe com uma vantagem confortável de 54,7 segundos sobre o vencedor da especial, Yohan Rossel. O francês conseguiu superar Gus Greensmith e assumiu a segunda colocação no WRC2.
Na PEC 21, Fafe, Ott Tänak continuou a atacar e registou o melhor tempo na primeira passagem pelo icónico troço de Fafe, onde milhares de espetadores estavam presentes no salto da Pedra Sentada — muitos acamparam e festejaram durante toda a noite.
O estónio aproximou-se de Kalle Rovanperä, reduzindo a diferença para apenas 7,4 segundos. Rovanperä foi o quarto mais rápido. No entanto, o seis vezes vencedor do evento, Sébastien Ogier, realizou o segundo melhor tempo e ampliou a sua liderança em mais nove décimos de segundo, chegando a 16,3 segundos.
Takamoto Katsuta bateu num talude, mesmo assim ficou entre os oito primeiros da categoria Rally1. O japonês manteve a quinta posição, mas perdeu 2,7 segundos para Thierry Neuville, que está em quarto.
O líder do campeonato, Elfyn Evans, precisava de ultrapassar o seu companheiro de equipa, Sami Pajari, para assumir a sexta posição. Tirou mais 3,9 segundos e reduziu a diferença para apenas 3,2 segundos.
Josh McErlean, da M-Sport Ford, superou o seu companheiro de equipa, Grégoire Munster, desta vez por 1,8 segundos. Diogo Salvi acertou uma pedra e sofreu um furo no pneu dianteiro direito no Puma.
Oliver Solberg manteve uma vantagem confortável (55,2 segundos) na categoria WRC2. Yohan Rossel continuou a distanciar-se de Gus Greensmith na disputa pelo segundo lugar. A diferença aumentou para 4,4 segundos.
Na PEC22, Paredes, Ott Tänak continuou a pressionar Kalle Rovanperä na disputa pelo segundo lugar e registou o tempo mais rápido na segunda passagem por Paredes, cada vez mais limpa. Superou o finlandês por 3,7 segundos e reduziu a vantagem do bicampeão mundial para exatamente esse valor.
Sébastien Ogier manteve a liderança com o segundo melhor tempo e ampliou a sua vantagem sobre Rovanperä para 16,5 segundos. Um resignado Thierry Neuville consolidou a quarta posição.
Takamoto Katsuta, em quinto, perdeu 15 segundos para Elfyn Evans, embora o japonês tenha admitido que não estava a lutar pelos pontos no domingo. A persistência de Evans, líder do campeonato e companheiro de equipa na Toyota, foi recompensada, e o galês conseguiu ultrapassar Sami Pajari e assumir o quinto lugar.
Grégoire Munster fez ajustes no acerto de seu Puma antes da especial de Fafe e registou uma melhoria. O piloto de Luxemburgo superou o companheiro de equipe na M-Sport Ford, Josh McErlean, por 2,2 segundos.
Adrien Fourmaux foi quase 14 segundos mais rápido do que na primeira passagem, à medida que a estrada ficava limpa, e criou uma trajetória nova e mais larga para os carros do Rally1 que vinham a seguir.
Oliver Solberg chegou à penúltima especial com uma vantagem de 51,8 segundos no WRC2 sobre Yohan Rossel.
Na PEC 23, Felgueiras 2, Ott Tänak continuou a pressionar Kalle Rovanperä, e ultrapassou o bicampeão mundial. Antes da Wolf Power Stage, apenas 1,5 segundo separa os dois pilotos.
O líder da geral, Sébastien Ogier, evitou problemas, fez o quinto tempo e seguiu para a final em Fafe com uma vantagem de 13,6 segundos.
Thierry Neuville perdeu segundos preciosos devido à deterioração do piso da especial, mas manteve a quarta posição na geral.
Takamoto Katsuta passou por um susto ao bater com a traseira do carro num talude. O incidente custou 28 segundos ao japonês, mas conseguiu segurar o quinto lugar.
Na sexta posição, Elfyn Evans manteve um bom ritmo e ampliou a vantagem sobre o companheiro de Toyota, Sami Pajari, em três décimos de segundo. O galês partiu para Fafe apenas 46,2 segundos atrás de Katsuta.
Grégoire Munster, da M-Sport Ford, perdeu 2,3 segundos para o colega de equipa Martinš Sesks, mas continuou no nono lugar, atrás de Josh McErlean, no terceiro dos Pumas. McErlean foi o mais rápido entre os quatro pilotos da Ford.
Adrien Fourmaux foi 6,4 segundos mais rápido do que na primeira passagem, quando enfrentou a estrada suja e com sulcos. Diogo Salvi melhorou o ritmo e tirou sete segundos em relação à passagem anterior.
Na WRC2, Oliver Solberg manteve uma vantagem de 49,1 segundos sobre Yohan Rossel na chegada à última especial.
Mais atrás no pelotão, o talentoso sueco Mille Johansson reduziu a diferença para o australiano Taylor Gill, que lidera a categoria FIA Junior WRC.
Classificação final
1º Sébastien Ogier/Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1), com 3h:48.35,9
2º Ott Tänak/Martin Järveoja (Hyundai I20N Rally1), a 8,7s
3º Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1), a 12,2s
4º Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai I20N Rally1), a 38,5s
5º Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1), a 1m.41,9,8
6º Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1), 2m.31,0
7º Sami Pajari/Marko Salminen (Toyota GR Yaris Rally1), a 2m.38,3
8º Joshua McErlean/Eoin Treacy (Ford Puma Rally1), a 5m.12,3
9º Grégoire Munster/Louis Louka (Ford Puma Rally1), a 5m.57,5
10º Oliver Solberg/Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally2), a 9m.15.1 (1º Rally2)
26º Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 22m42,2s (1º português)
Campeonato de pilotos
Elfyn Evans – 118 pontos
Kalle Rovanperä – 88
Sébastien Ogier – 86
Ott Tänak – 84
Thierry Neuville – 78
Takamoto Katsuta – 51
Adrien Fourmaux – 44
Sami Pajari – 25
Grégoire Munster – 18
Joshua McErlean – 12
Campeonato de Construtores
Toyota Gazoo Racing WRT – 258
Hyundai World Rally Team – 203
M-Sport Ford World Rally Team – 72
Toyota Gazoo Racing WRT2 – 36
Classificação WRC2
1º Yohan Rossel – 67 pontos
2º Oliver Solberg – 60
3º Gus Greensmith – 40



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18 Maio, 2025 at 15:10
Parabéns Ogier! (“gestão de corrida” revelou-se de facto fundamental…)
Condolências ao Tanak que também merecia ganhar… (mas ficou apenas com menos 1 ponto que o Ogier…)
Desiludido, apesar de tudo… com a prestação do Evans.
Os pilotos têm que se habituar a etapas como a de sexta-feira: ralis também é isto!
Será interessante agora ver o que se vai passar na Sardenha.
HellRun
18 Maio, 2025 at 17:52
“gestão de corrida”? Os Toyota (incluindo o Rovanpera, o que me surpreendeu) nunca tiveram ritmo para o Tanak. Sei que os ralis são assim. Para além de andar bem, é preciso ter sorte. Uns têm, outros não. Se o Tanak tivesse cometido um erro, concordava. Assim….é apenas sorte, de quem vem atrás A qual faz parte do jogo.
[email protected]
18 Maio, 2025 at 23:23
Pus gestão de corrida “” porque foram as palavras do Ogier – querendo dizer que se o Tanak fosse um pouquinho mais comedido, se calhar teria ganho… digo eu!
Obviamente que o Tanak não cometeu um erro, mas penso que não foi apenas falta de sorte nesta situação específica.
jose melo
18 Maio, 2025 at 19:13
Sendo uma prova que dá à Organização um lucro fabuloso, não será ora de darem uns troféus bonitos e em condições?
Billy Bob
18 Maio, 2025 at 21:56
Nem apreciei mt o Rali…Houve pouco sal…Poucos furos…poucas (ou nenhumas) saídas, o que revela que ninguém andou realmente no limite… ou… pra lá dele.
Menos Pragmatismo please!!
A primeira coisa que aqui escrevi quando Ogier foi confirmado foi…Principal Favorito. Foi graças a uma direção pouco mt pouco assistida, mas… ele estava lá.
A prestação distinta de Grégoire Munster no Safari fez pensar muitos que por ali se estaria a fazer um bom piloto mas…Ter 18 Ralis de Ford Puma Rally1, e ser suplantado por um jovem, que aterrou de pára-quedas num Rally1 e ao fim de quatro Ralis se coloca ao mesmo nível…..Munster é apenas e só, um mediano piloto, que é tudo o que a M-SPORT não necessitava. O que este carro fazia nas mãos de Fourmaux…
Bem – Tanak, Ogier, Joshua McErlean e o publico.
Menos bem – Pragmatismo excessivo, Evans, Munster e ainda….Ver os melhores Tugas drivers serem os 20º/25º carros do WRC2, em estradas que conhecem sem notas, e a serem suplantados por pilotos que nunca andaram no nosso país….
Ninguém os queria a disputar o Top 5 do WRC2, mas se calhar o Top 10 e numa ou noutra Pec um ar de graça ficaria bem…Digo eu.
JAM3
19 Maio, 2025 at 10:56
ATT AS: Adrien Fourmaux/Alexandre Coria regressaram no sábado, não no domingo.
Canam
19 Maio, 2025 at 16:00
O rally de Portugal passou…e nem se deu por ele. Sem comparação com o do passado.