F1: Red Bull teve um problema raro no México
O calendário apertado da Fórmula 1 tende a colocar as equipas sob pressão não apenas em pista, mas também na gestão dos muitos elementos da estrutura, tanto com dos que viajam para os circuitos como para os que estão nas fábricas. Jonathan Wheatley, diretor desportivo da Red Bull, revelou um problema da equipa austríaca durante o fim de semana do Grande Prémio do México que não é comum e que, apesar de não estar diretamente ligado ao cansaço que os elementos da equipa poderiam sentir, pode acontecer mais vezes com um calendário mais preenchido.
O diretor desportivo da Red Bull explicou num vídeo da equipa no canal de YouTube que as 22 corridas realizadas este ano acabou por ser um “programa muito exigente” para todas as equipas. As jornadas duplas e triplas começam a ser cada vez mais frequentes e num calendário que conta com 24 corridas em 2024, poderemos ter uma época demasiado pesada para todos os que competem na F1. Wheatley salientou que a Red Bull, e deve acontecer na maioria das equipas o mesmo, tem “sempre alguns especialistas de reserva, porque as pessoas vão a casamentos e funerais e alguns são dispensados por doença. Temos de ser capazes de atenuar isso em termos de pessoal”.No entanto, “as coisas ficaram muito complicadas no México”, confirmou o responsável. “Só conseguimos ter uma equipa completa [21 pessoas para as paragens nas boxes] no domingo de manhã. Tivemos uma série de pessoas com problemas de estômago e depois conseguimos completar o trabalho no domingo. O caso foi tão complicado, que ainda “antes disso, três elementos da nossa equipa tiveram de assumir tarefas diferentes”.
A necessidade de pessoal para os pitstop não pode ser preenchida por qualquer elemento da equipa. “Precisamos de alguém com a força necessária, mas também com muita habilidade. E tem de praticar, praticar, praticar. Também precisa de saber lidar com a pressão. Na fábrica sou o único atrás do homem ou da mulher com o cronómetro. A pressão de fazer uma paragem de dois segundos numa corrida todas as vezes, em frente a milhões de pessoas, é outra questão. Nem toda a gente consegue fazer isso”, sublinhou o responsável.
Neste caso, os elementos que costumam estar de reserva para o caso de acontecer algum problema à equipa delineada para o pitstop, também estiveram doentes, por isso foi mais um desafio, que acabou por ser ultrapassado, para a Red Bull naquele fim de semana.
Foto: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull Content Pool
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Pity
21 Dezembro, 2023 at 18:17
“As pessoas vão a casamentos e funerais”. Então e aos batizados, não vão? 🙂
Wheatley bate num ponto muito importante. Todas as pessoas têm vida para além do trabalho, por muito apaixonadas que sejam pelo que fazem. A F1, com tantas corridas, está a levar os trabalhadores à exaustão. A solução natural seria as equipas terem dois grupos de mecânicos e de pit stops que se revezassem, além dos “reservas” para qualquer eventualidade, mas e os custos? Nem todas as equipas têm dinheiro para isso, sem esquecer o tecto orçamental.