WEC: Toyota vence as 1000 Milhas de Sebring e Albuquerque sobe ao pódio nos LMP2
O resultado das 1000 Milhas de Sebring na classe Hypercar, prova inaugural da temporada do Campeonato do Mundo de Resistência (WEC), foi marcado fortemente pelos acontecimentos na primeira hora de corrida. Num período de Safety Car, por acidente de Luis Perez Companc no Ferrari 488 GTE Evo #83, apenas com cinco voltas concluídas ao traçado norte-americano a Ferrari AF Corse chamou os dois Ferrari 499P ao muro das boxes – quando o #50 tinha mantido o primeiro posto – permitindo que os dois Toyota GR010 HYBRID passassem para a liderança do pelotão. Desde aí, e até ao final da prova inaugural da temporada, os nipónicos passaram a dominar a corrida, com trocas na liderança entre os dois carros e a Ferrari a tentar alcançá-los. No final das 1000 milhas, foi o Toyota #8 (Sébastien Buemi/Brendon Hartley/Ryō Hirakawa) que triunfou, seguido do #7 (Mike Conway/Kamui Kobayashi/José María López), mas foi a luta pelo terceiro posto que ainda manteve a emoção. O Ferrari #50 (Antonio Fuoco/Miguel Molina/Nicklas Nielsen) conseguiu segurar o terceiro posto sobre o Cadillac V-Series.R #2 (Earl Bamber/Alex Lynn/Richard Westbrook), depois de ter recuperado de um ‘drive-through’ e uma paragem adicional de cinco segundos para uma infração durante o reinício após uma fase de Safety Car e outra durante uma paragem nas boxes. Para Ferrari #51, uma colisão quando Alessandro Pier Guidi estava ao volante, causou um furo e danos na parte inferior da carroçaria e na carroçaria ao regressar às boxes, com o pneu irremediavelmente danificado, terminando no sétimo posto da classificação.
Nos LMP2 a United Autosports dominou cerca de metade da prova de estreia de 2023 do WEC com o Oreca #23 (Tom Blomqvist/Oliver Jarvis/Josh Pierson), mas devido a um problema com uma câmara de TV que não foi instalada pela equipa, o carro perdeu potência e obrigou à desistência daquela que era o protótipo líder destacado. Assim, a discussão ficou entregue ao #48 (Will Stevens/Ye Yifei/David Beckmann) da Hertz Team Jota, ao #41(Rui Andrade/Louis Delétraz/Robert Kubica) da WRT, o #63 (Mirko Bortolotti/Daniil Kvya/Doriane Pin) e o segundo carro da United, o #22 com Filipe Albuquerque, Phil Hanson e Frederick Lubin, que esperavam alcançar o pódio depois de uma corrida feita a recuperar terreno. A vitória ficou entregue ao #48 da Hertz Team JOTA, enquanto Filipe Albuquerque conseguiu levar o #22 da United ao segundo lugar da classe, após uma paragem tardia, a cerca de 3 minutos do final da corrida por parte do #63 da Prema Racing.
Na classe GTE-Am, o Chevrolet Corvette C8.R # 33 (Nico Varrone/Nicky Catsburg/Ben Keating) passou para a liderança quase isolada da corrida depois de um problema com o Porsche 911 RSR-19 #85 (Sarah Bovy/Rahel Frey/Michelle Gatting) da Iron Dames, que foi o seu adversário direto.
O Aston Martin Vantage AMR #777 (Tomonobu Fujii/Satoshi Hoshino/Casper Stevenson) liderou na passagem da primeira hora, mas apenas porque Tomonobu Fujii não parou na box durante o período SC, enquanto todos os outros o fizeram.
O #85 da Iron Dames sofreu um contratempo complicado, quando Rahel Frey danificou a carroçaria traseira do carro, depois de sair mais largo na curva 1. Assim, a vitória foi conquistada pela tripulação do Chevrolet Corvette C8.R # 33, com o Porsche 911 RSR – 19 #77 (Julien Andlauer/Christian Ried/Mikkel O. Pedersen) e o Ferrari 488 GTE Evo #57 da Kessel Racing (Scott Huffaker/Takeshi Kimura/Daniel Serra) nos restantes lugares do pódio.
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jo baue
18 Março, 2023 at 11:09
— Domínio da Toyota, experiência mais conhecimento do carro, mais ainda equipa consolidada já há anos, o que de certeza significa menor compromisso no setup.
__ Ferrari, pódio muito merecido se bem que sofrido por causa do incidente com o 2º carro. A estrada é longa, mas belo início. Foi ao pódio primeiro que o SF ( Super Fragile?) 23 da F1!
— Vanwall, estreia interessante, bem até quase ao fim quando um teve por infelicidade aquele incidente, embora o ritmo não fosse exaltante.
— Cadillac surpreendente, carro equilibrado, teve o pódio na mira até à última.
— Peugeot um desastre. Mais perto das performances de um LMP2, falta-lhe fiabilidade, é um projecto original mas neste momento dá a ideia de ser demasiado ambicioso.
— Porsche, uma desilusão, não tem ritmo para estar com a Ferrari e a Cadillac na distância.
— Glickenhaus, uma pena, graves problemas desde o início.
— LMP2. grande equilíbrio entre 7 carros na mesma volta, só 2 segundos entre o 1º e o 2º
LMGTE-Am. Dominou o Corvette, atrás grande equilíbrio entre Porsche e Ferrari. Foi pena aquele problema do difusor na equipa Iron Dames
Lisboa
18 Março, 2023 at 12:16
Bom início de campeonato, com todas as equipas a trazer a carne toda para o assador.
Sem surpresa alguma, o projeto mais que consolidado da Toyota (seria anormal assim não ser) terminou à frente dos demais. Não vou dizer que dominou, mas posso que controlou a concorrência.
A Ferrari começou este novo projeto com um bom resultado no meu ponto de vista. Acredito que depois de resolver algumas questões técnicas, vão andar lá à frente. NO ENTANTO, para mim, na minha opinião, o maior handicap da Ferrari, é a escolha de pilotos, repito, para mim não é competitiva o suficiente para os pergaminhos da estrutura italiana.
A Cadillac continua a surpreender pela positiva. Projeto bem nascido e sem os narcisismos americanos tão comuns nestes projetos e com bons e sólidos resultados.
A Porsche a ser a Porsche nos novos projetos, nada de novo.
O 917, o 962 e o 919 levaram algum tempo a entrar nos eixos, mas quando estraram, dominaram.
Acredito que o novo 963 será assim. Este ano para aprender e recolher dados e apartir do próximo ano, muito provavelmente serão a estrutura a bater. Apesar de achar que existem MELHORES pilotos na esfera da Porsche, nesta fase o maior problema é mesmo a performance pura do carro que não está a altura da Toyota, da Ferrari e talvez da mais “pequena” Cadillac.
A Peugeot que até tem uma escolha de pilotos experientes, parece que o mau arranque do ano passado, não é apenas mau arranque, é mesmo mau projeto, um pouco à imagem da Mercedes AMG Petronas. O que nasce torno, às vezes não se indireta.
Quanto aos restantes projetos amadores da principal categoria, são isso mesmo, amadores. Existe paixão e vontade, mas falta MUITO dinheiro para tornar os projetos viáveis. Estão lá, fazem falta, mas nesta fase, estão ao nível dos melhores LMP2.
Em relação à categoria LMP2, quero felicitar o Filipe por mais um pódio. A demonstrar que é um dos melhores na sua categoria.
De mencionar também, que nos LMP2, não há pai para a JOTA e para a United.