F1, Balanço do meio de época: Williams
Alexander Albon foi boa escolha
A Williams chegou ao ano de estreia do novo regulamento técnico na esperança de ter um melhor monolugar do que nos anos anteriores, mas isso não aconteceu. O carro precisou de bastante desenvolvimento durante a primeira metade da época, mas mesmo assim, Alexander Albon conseguiu extrair o máximo que conseguiu do chassis e da unidade motriz Mercedes, e pontuou por duas vezes, tendo ficado entre o 10º e 13º lugares em mais seis corridas.
O Williams FW44 não tem apresentado muitos problemas de fiabilidade, mas a verdade é que há um longo caminho a ser percorrido pela estrutura de Grove para voltar a ser competitiva. Os novos donos têm injetado dinheiro, mas querem que o regresso da equipa à discussão por lugares do meio da tabela seja sustentado e isso leva o seu tempo. O carro não nasceu bem, é certo, mas depois não há a mesma desenvoltura financeira de uma Aston Martin para apresentar novos componentes. Para já, o desafio da Williams é bater-se com Haas e Alfa Romeo pelos lugares do fundo da tabela e até à pausa do verão estão bastante atrás destas.
Não há saudades de George Russell na Williams, porque a equipa foi capaz de recrutar um piloto que dá tantas garantias como o agora piloto da Mercedes. É verdade que ainda não conseguiram somar tantos pontos como no ano passado, mas com um monolugar novo, que já deu muito trabalho, mas ainda tem de ser melhorado, Albon tem estado à altura do desafio. O mesmo não se pode dizer de Nicholas Latifi. O piloto canadiano tem sido o ponto mais fraco da equipa e não tem sido capaz de mostrar algo mais do que já vimos nas duas épocas anteriores. Assim sendo, a equipa equaciona perder o patrocínio que acompanha Latifi, mas apostar num outro piloto para 2023. A situação complicou-se com o caso Oscar Piastri/Alpine, no entanto, não faltam substitutos capazes de levar a equipa a outro patamar, tendo ao lado Albon.
Williams – Nota 3
Alexander Albon – Nota 6
Nicholas Latifi – Nota 2




