GP da Hungria F1: Filme da corrida

Por a 31 Julho 2022 16:00

Uma corrida espetacular na Hungria terminou com nova vitória de Max Verstappen, mas desta vez bem “suada”, tendo largado do décimo posto da grelha de partida. A Mercedes conquistou de novo um duplo pódio e vão de férias com esperança renovada. A Ferrari por seu turno, terá de voltar a analisar a sua estratégia e o ritmo demonstrado pelos seus carros durante a segunda parte da corrida.

Filme da corrida:

No arranque da corrida, com algumas gotas nas viseiras dos capacetes dos pilotos, George Russell, Lando Norris, Daniel Ricciardo, Max Verstappen, Sergio Pérez, Lance Stroll, Yuki Tsunoda, Alexander Albon, Sebastian Vettel e Pierre Gasly escolheram pneus macios, esperando que fosse mais fácil subir a temperatura das borrachas numa pista fria e que se esperava viesse a chover. O resto do pelotão começou com o composto médio.

No arranque Russell partiu melhor do que os dois pilotos da Ferrari, mas depois de Charles Leclerc “sacudir” a pressão de Lando Norris, ambos “apertaram” o polesitter na abordagem da curva 1 e nas curvas seguintes. Não houve alterações na frente, mas Lewis Hamilton ultrapassou os dois Alpine e assumiu o quinto lugar.

Os dois Red Bull recuperaram posições, com Max Verstappen no oitavo posto e Sergio Pérez no nono. 

Foi necessário um período de Virtual Safety Car para serem limpos alguns detritos de toques entre Alex Albon e Sebastian Vettel na volta 1. Após o final desse período, Russell conseguiu abrir mais de dois segundos sobre Carlos Sainz, escapando ao ataque sob “DRS”. 

Um erro de Fernando Alonso, que não ficou muito satisfeito com a defesa de posição do seu companheiro de equipa, permitiu a Verstappen ultrapassar o experiente piloto da Alpine, que viu Pérez aproximar-se logo após. 

Na volta 7, o engenheiro de corrida de Russell avisou o piloto que não esperavam chuva nos próximos 30 minutos. Por essa altura, Verstappen chegou ao 6º posto depois de ter ultrapassado Esteban Ocon na curva 1. Pérez também deixou Alonso para trás e subiu ao oitavo lugar. 

Kevin Magnussen parou na box devido a danos no Haas VF-22 e trocou a asa dianteira e optou pelos pneus duros, com todos os outros pilotos com macios ou médios.

Nova ultrapassagem, na volta 9, desta vez Pérez a Esteban Ocon, ficando no sétimo lugar atrás de Verstappen. 

Na volta 10, Hamilton estava muito próximo do McLaren de Lando Norris, permitindo a Verstappen encurtar a diferença para ambos. Norris e Verstappen tinham pneus macios, enquanto o piloto da Mercedes tinha optado por médios no arranque da corrida. Apenas na volta 12 Hamilton conseguiu passar por Norris e o líder do campeonato aproveitou e também deixou o jovem da McLaren para trás. Hamilton era quarto e tinha Verstappen cada vez mais próximo.

Na passagem pela meta para o início da volta 13, Pérez ultrapassou Norris, quando Verstappen se queixou, novamente, de problemas na unidade motriz.

Lando Norris foi chamado à box na volta 15, sendo o primeiro dos pilotos do top 10, com a exceção de Magnussen que teve de parar devido a danos, a parar para trocar de pneus, montando médios. 

Na volta 16, numa altura em que estava a perder terreno para os dois Ferrari, Russell parou deixando Sainz na frente do pelotão. O britânico da Mercedes regressou à pista na frente de Alonso, conseguindo aguentar a posição dos ataques do espanhol. Verstappen também parou na mesma volta e Sainz na volta seguinte. A manobra nas boxes não funcionou para a Ferrari, já que Sainz saiu do pitlane atrás de Russell e Ocon.

Leclerc ficou na liderança da corrida após toda a concorrência ter parado e quando o monegasco foi à box, regressou com pneus médios no segundo lugar, mais de 1 segundo atrás de Russell e à frente do seu companheiro de equipa, Carlos Sainz. 

Os dois pilotos da Alpine montaram pneus duros nas suas paragens, mas a relação entre Ocon e Alonso deve ficar prejudicada depois da luta entre colegas de equipa, que permitiu a Daniel Ricciardo ultrapassar os dois sem grande dificuldade. Ocon levou a melhor sobre Alonso, no 11º e 10º lugar respectivamente, mas passaram a ter a companhia de Lance Stroll. 

Na volta 27, Leclerc passou pelo ponto de deteção de DRS a menos de 1 segundo de George Russell e na volta seguinte, entre a curva 1 e 2, o monegasco atacou a liderança do britânico, mas o piloto da Mercedes defendeu-se bem e manteve o posto. A luta entre os dois da frente do pelotão durou várias voltas, mas na volta 31 o monegasco atrasou ao máximo a travagem para a curva 1 e ultrapassou pela trajetória exterior Russell. Ainda com DRS entre a curva 1 e a curva 2, o piloto da Ferrari conseguiu escapar à resposta de Russell.

O piloto da Mercedes ficou ameaçado por Carlos Sainz, que tinha encurtado a diferença durante a batalha pela liderança. Nessa altura começou a chover no Hungaroring, mas muito fraca para molhar a pista ou para colocar mais desafios aos pilotos. 

Na volta 35, Yuki Tsunoda fez um pião após a chicane do traçado húngaro, após ter saído da box com pneus macios montados no AlphaTauri AT03. 

Após a nova ronda de pitstops, Max Verstappen aproveitou os pneus médios mais rápidos do que o composto duro de Leclerc e ultrapassou o piloto da Ferrari na curva 1. Seguia atrás destes dois pilotos Sergio Pérez, sem ainda ter parado uma segunda vez, e George Russell, enquanto liderava Carlos Sainz, seguido de Lewis Hamilton.

Depois da ultrapassagem a Leclerc, Verstappen cometeu um erro na curva 13 e fez um pião, perdendo a posição e obrigando Pérez a servir de “guarda-costas” do ataque de Russell. O britânico da Mercedes conseguiu ultrapassar Pérez, que foi chamado pouco depois à box. Verstappen recompôs-se e recuperou de novo a diferença a Leclerc e conseguiu na volta 44 nova ultrapassagem ao piloto da Ferrari, que não estava nada contente com a escolha dos pneus duros para a fase final da corrida.

Um pouco mais atrás na corrida, Lance Stroll passou para o oitavo posto, entre Daniel Ricciardo e Lando Norris. Sebastian Vettel fechava o top 10.

Daniel Ricciardo, após um toque em Lance Stroll, foi penalizado com 5 segundos.

Sainz parou na volta 48 para trocar os pneus médios por pneus macios, esperando que durassem 22 voltas com um jogo já usado. Lewis Hamilton herdou a liderança, sem ter ainda parado pela segunda vez e a levar o jogo de pneus médios mais longe do que os adversários da frente do pelotão. O pitstop do britânico aconteceu na volta 52, regressando à pista em quinto, também com pneus macios.Max Verstappen era assim o novo líder da corrida, com mais de 6 segundos de vantagem sobre Charles Leclerc, que estava a ser fortemente pressionado por Russell. Com pneus mais rápidos do que o seu adversário, o piloto da Mercedes ultrapassou Leclerc na volta 54, passando para o segundo posto da classificação. No final dessa mesma volta, a Scuderia decidiu chamar de novo Charles Leclerc, montando pneus macios no Ferrari. O piloto regressou à pista no sexto posto, atrás de Pérez e à frente de Lando Norris.

Assim, na volta 60, o pelotão era liderado por Verstappen, seguido de Russell e Carlos Sainz. Lewis Hamilton e Sergio Pérez fecham o top 5. Leclerc era apenas sexto e não conseguia chegar à traseira do Red Bull de Pérez.

Na volta 63, o segundo Mercedes entrou nas posições do pódio, após Hamilton ter ultrapassado Sainz, ambos com pneus macios. O #44 estava mais rápido do que o seu companheiro de equipa e detinha naquela altura o registo da melhor volta na corrida. Sem colocar muitas dificuldades a Hamilton, Russell foi ultrapassado e passou para o terceiro lugar da classificação, tendo mais de 2 segundos de vantagem para Carlos Sainz no quarto lugar.

Max Verstappen liderava confortavelmente quando Valtteri Bottas ficou parado na escapatória do traçado húngaro e obrigou a um novo período de Virtual Safety Car. Quando o este período terminou, a chuva caiu com mais intensidade e a corrida terminaria sem DRS.

Sem alterações na classificação na última volta, Max Verstappen venceu tendo arrancado do décimo lugar da grelha de partida. A Mercedes conseguiu mais um pódio, com Hamilton a somar mais um ponto pela volta mais rápida e George Russell no terceiro lugar. Os grandes derrotados foram os Ferrari.

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3 comentários

  1. Carlos Soares

    31 Julho, 2022 at 16:56

    Ok, definitivamente deixei de ser fã da Ferrari, continuo a gostar do Leclerc, mas agora só tenho pena dele e espero que consiga um lugar noutra equipa em breve.

  2. pedro-prates44gmail-com

    31 Julho, 2022 at 17:24

    Peço desculpa pela repetição, mas aqui vai. É da frustração.
    Esta Ferrari continua uma vergonha!
    Com carro para ganhar a corrida (o Leclerc demonstrou-o claramente), ficam em 4º e 6º.
    Este Mattia Binotto não tem estofo para liderar a Scuderia.
    Eu até acho, que o grande culpado nem sequer é o Binotto, é quem o colocou lá.
    Esse ainda não entendeu que o Mattia “não os tem no sítio” para liderar uma equipa com tanta história e paixão pelas corridas como é a Ferrari, será que esse homem não percebe nada de nada!
    Voltando ao assunto Binotto, já é mais do que evidente, desde há muito tempo, que a equipa de estrategas não percebe nada disto. Mas por que carga de água é que ainda continuam na Ferrari !!! ???
    Sinceramente, esta Ferrari deve ser motivo de chacota no paddock, tantos são os tiros que dá no pé (eu diria nos pés todos … aliás, é mais uma rajada de tiros …).
    Na minha opinião isto resolvia-se de forma muito simples. Numa reunião séria, durante a pausa de verão, o CEO da Ferrari:
     – fazia rolar algumas cabeças;
     – Colocava o Binotto no seu devido lugar, ou seja, unicamente como responsável máximo da parte técnica, pois aí fez um excelente trabalho e é muito competente;
     – Colocava como chefe de equipa um estrangeiro, ou seja, um homem que não fosse Italiano. Tinha de ser uma pessoa experiente e com os “tintins” no sítio. Só assim se consegue chefiar uma equipa do estatuto da Scuderia. Continuo a insistir que um Italiano não tem estofo para liderar a Scuderia, devido à enorme pressão a que esta está sujeita;
     – Tomavam a decisão de esquecer este campeonato, pois com 80 pts de atraso nos pilotos e 97 pts nos construtores, a luta por qualquer dos títulos já era. E concentravam esforços já no carro do próximo ano.
    Aí sim, tinham hipótese de lutar e até ganhar os 2 campeonatos (pilotos e construtores) do próximo ano.
    Se não o fizerem, 2023 vai ser mais uma vergonha para a Ferrari!
    Nota: Diz o “grande sábio” Binotto “O carro mais rápido tem sempre prioridade.”, pois, viu-se na Grã-Bretanha … 
    Com tantos erros não há piloto que aguente. Vamos ver até quando o Leclerc vai aguentar esta Ferrari moribunda …
    Este ano, até a Mercedes vai “comer a Ferrari de cebolada” !!!
    Contudo, a esperança é a última a morrer e, sinceramente, ainda espero celebrar alguns títulos da Scuderia e se possível com o Leclerc ao volante, piloto muito talentoso e boa onda. Infelizmente, prevejo que isso só aconteça daqui a alguns bons anos. Primeiro o CEO da Ferrari ainda tem de limpar a casa!

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