Fórmula 1: Circuitos alemães sem meios para fazer frente a outros interessados
Hoje foi anunciado a renovação do acordo entre a Fórmula 1 e o circuito internacional do Bahrein, que permitirá a realização do GP naquele local até 2036. É o contrato de maior duração de sempre, negociado pela F1 com qualquer circuito, mas não foi tornado público o valor pago (o contrato anterior, e que terminava em 2026, rondaria os 45 milhões de dólares).
No final de janeiro, a FOM e os organizadores do GP de Singapura assinaram um novo contrato por mais 7 anos e em 2021, o Qatar juntou-se à lista de novos organizadores de um GP (a F1 só regressa ao país em 2023), pagando cerca de 55 milhões de dólares por ano para receber a competição durante uma década. Juntando ao crescente interesse na Ásia e Médio Oriente, os Estados Unidos da América recebem este ano a F1 por duas vezes (estreia de Miami e regresso a Austin), podendo ainda organizar um terceiro GP num futuro próximo.
Como outros circuitos pelo mundo fora, os traçados alemães não têm meios para poder organizar de forma sistemática um GP de Fórmula 1, conforme podemos depreender pelas palavras do responsável do circuito de Nürburgring, Ingo Böder, à Sky. “Falamos de taxas de entrada muito elevadas e dos rendimentos que podemos gerar. Infelizmente, há sempre uma diferença que é demasiado grande e que nós, como empresa de média dimensão, simplesmente não conseguimos preencher”.
No início do ano, Stefano Domenicali, CEO da F1, afirmou que gostaria de ver o regresso da disciplina à Alemanha, mas que não sentia que havia grande interesse por parte dos circuitos do país. Böder argumenta que Nürburgring simplesmente não pode se dar ao luxo de “começar a arriscar nosso resultado anual para – entre aspas – ter a Fórmula 1 aqui apenas uma vez” e que “sem investimento privado e com as taxas de inscrição da Fórmula 1″, tal projeto de corrida na Alemanha está destinado ao fracasso.
Böder disse ainda que “não nos vemos em pé de igualdade com esses estados. Não temos nenhum grande investidor por trás que queira ou possa gastar tanto dinheiro apenas para uma corrida de Fórmula 1”. Para o responsável do circuito de Nürburgring, existe apenas uma solução que pode trazer a F1 de volta ao país e outros circuitos “tradicionais”: “a Fórmula 1 fazer um preço diferente”.
| Circuitos | Valor (milhões de dólares) |
| Mónaco | 15 |
| Imola | 20 |
| Paul Ricard | 22 |
| Spa Francorchamps | 22 |
| Barcelona | 25 |
| Red Bull Ring | 25 |
| Silverstone | 25 |
| Monza | 25 |
| Suzuka | 25 |
| Hermanos Rodriguez | 25 |
| Circuito das Américas | 25 |
| Interlagos | 25 |
| Montreal | 30 |
| Zandvoort | 32 |
| Albert Park | 35 |
| Marina Bay | 35* |
| Hungaroring | 40 |
| Yas Marina | 40 |
| Sakhir | 45* |
| Sochi | 50 |
| Xangai | 50 |
| Jidá | 55 |
| Baku | 55 |
| Losail | 55 |
| Miami | sem dados |
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