F1: E se for Lewis Hamilton a decidir o seu colega de equipa em 2021?

Por a 9 Dezembro 2020 12:00

Valtteri Bottas tem contrato assinado para 2021. Lewis Hamilton não tem contrato assinado para 2021, ainda vai discuti-lo. Logicamente ninguém coloca a hipótese que a Mercedes e Hamilton não se entendam, pelo que o mais provável que que para 2021 a Mercedes reconduza os seus dois pilotos. Mas quantos estranhariam que afinal, fosse George Russell e Lewis Hamilton a dupla da Mercedes para 2021? Ou não…

Niki Juusela, correspondente da emissora finlandesa C More, não está certo de que Hamilton abraçará bem a ideia de ser emparelhado com George Russell, no próximo ano: “Hamilton tem um trunfo na mão. Ele tem uma grande influência sobre quem vai pilotar o outro Mercedes”. Contudo, esta informação vem da Finlândia, pelo que não será de estranhar que não gostem muito da ideia da promoção de Russell.

Já o antigo piloto de F1, Ralf Schumacher, disse à Sky Deutschland que “se Russell voltar a pilotar este fim-de-semana e for ainda melhor face a Valtteri Bottas, então isso deverá significar o fim para ele. Toto Wolff disse recentemente em entrevista que não estava satisfeito com o Bottas, por isso não creio que o finlandês volte a estar no Mercedes no próximo ano”.

Claro que são apenas especulações, mas a verdade é que há duas semanas ninguém falava sequer dessa possibilidade. O mundo pulou e avançou, e agora fala-se. As razões foram bem demonstradas por George Russell no GP de Sakhir. Resumidamente a questão é esta: Se o inglês, até ali habituado apenas a andar na cauda do pelotão, é capaz de agarrar no carro pela primeira vez e fazer a Bottas na primeira corrida o que o finlandês não conseguiu fazer consistentemente a Hamilton em quatro anos…

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11 comentários

  1. Speedway

    9 Dezembro, 2020 at 12:41

    O Bottas vale mais do que o modo como a Mercedes o trata
    Também é verdade que teve anos para mostrar ser um top e não o conseguiu. O prazo pode ter chegado ao fim.
    O Russell parece ser um vencedor, mas ainda tem um caminho pela frente .Claro que se lhe derem um Mercedes “igual” ao do Hamilton pode ser que comece a ganhar.Não se sabe.
    O Hamilton tem uma posição politica forte e peso na equipa. Mas os anos começam a fazer-se sentir, embora a experiência seja uma grande mais valia. Será que o Russell pode vir a pô-lo em causa? Depende também do que a Mercedes lhe der para guiar. Porque essa dos 2 carros serem iguais é areia para os olhos. A equipa tem sempre a faca e o queijo na mão.
    O que se deseja é que este domínio da marca ,que é algo que nunca se viu nos 70 anos da competição, acabe rapidamente,quanto mais não seja quando entrarem os novos regulamentos. Já sufoca e pode fazer muito mal à disciplina.Já está a fazer.

    • NOTEAM

      9 Dezembro, 2020 at 13:42

      É óbvio que os carros são iguais, ninguém no seu perfeito juízo vai sabotar um piloto da própria equipa. É claro que cada piloto incute o seu cunho pessoal, de acordo com cada pista e conforme o que consideram ser necessário alterar, vão fazê-lo. Mas até de acordo com declarações de ambos, normalmente o que pedem do carro é semelhante e existe bastante abertura na partilha de dados, sempre com o objectivo de melhorar a competitividade do carro. Isso é prejudicial ao Bottas? Se calhar é, mas isso já se torna um problema pessoal, só ele sabe o que é melhor para si, mas para enfrentar o Hamilton é preciso saber que depois em pista terá de arcar com as consequências, terá o Bottas assim tanta certeza de que consegue dar conta do recado? É claro que os carros são iguais, só que um piloto é bastante melhor que outro, o Hamilton não tem a culpa.

    • Scb

      9 Dezembro, 2020 at 14:19

      Os carros são diferentes porque o Bottas corre com um W10, o outro W11 está no Pérez…
      Obviamente os carros são iguais, o tratamento aos pilotos é que poderá ser diferente para que a equipa vença. À equipa só interessa maximizar o ganho, e isso é mais vitórias. Por isso o piloto em melhor posição (na corrida ou no campeonato) terá certas benesses como ser o primeiro a escolher a estratégia, quando parar, e ser o que tem menos hipóteses de ganhar, o que vai sofrer experiências. E para evitar situações desastrosas, surgem ordens para manter posições (e até Alonso is faster then you). Para os fãs não são bonitas, mas ninguém pode negar que as há, e que as equipas têm razões para dar.
      Se o Bottas começasse a fazer poles e bons arranques, estaria na posição (ou similar) do Hamilton, tal como esteve Rosberg (ou também tinha carro diferente?). E então com a superioridade face às outras equipas não haveria razão para fim de semana a fim de semana os pilotos pudesse lutar pelo GP.
      O problema do Bottas não é do carro nem de falta de qualidade. Simplesmente apanhou um dos melhores pilotos de sempre a recompor-se e a querer dar o máximo e acabou engolido sem conseguir encontrar força para se recuperar a partir daí. Este último GP é um exemplo disso: a enorme pressão que Bottas não terá sentido ao longo de todo fim de semana, a sensação da corda à volta do pescoço…e não conseguiu dar a resposta que precisava.

  2. 831AB0

    9 Dezembro, 2020 at 15:41

    Por acaso não estaremos a falar cedo demais? Lembro-me de muitos pilotos que fizeram furor nas suas primeiras corridas com um carro decente, mas depois não deram continuidade às suas actuações. Lembro-me do Alesi a fazer frente aos melhores com um Tyrrell, do Martin Brundle a fazer corridas espectaculares também com um Tyrrell (o tal que era reabastecido com chumbo), e da primeira vez que o Häkkinen conduziu um McLaren, só para ser batido pelo Senna nos GPs seguintes. Talvez o George Russell seja muito bom, mas a verdade é que teve o carro certo e estava no melhor lado da box da Mercedes. Ele correu em substituição do piloto que centra todas as atenções da equipa, e não do lado «Valtteri, it’s James». Nada disto tira mérito à corrida que o Russell fez, mas sabem o que o povo diz: uma andorinha não faz a primavera. Ou, como diz o Kundera, Einmal ist Keinmal. Dêem-lhe tempo e não lhe coloquem demasiada pressão.

  3. João Pires Antunes

    9 Dezembro, 2020 at 17:25

    Se fôr o Hamilton a decidir o colega de equipa para 2021, creio, está decidido. O Bottas tem contrato e não incomoda daí além o sossego do Hamilton. O Russell não se sabe, mas a fazer fé no fim de semana transacto, pode vir a ser problemático, e creio que nem a Mercedes pretende uma nova versão (Rosberg). Assim creio que fica tudo na mesma, mas para os amantes de F1 era muito mais aliciante a versão dos dois compatriotas.

  4. Alexandre Manuel Nunes

    9 Dezembro, 2020 at 19:18

    É o que se chama fazer de Bottas, gato-sapato…
    Apesar que eu acho o Valtteri Bottas, um excelente piloto. Valeu pelo trocadilho. No offense…

  5. Pedro Coelho

    9 Dezembro, 2020 at 20:04

    Se fosse Hamilton a escolher, Bottas era o eleito

  6. Fast Turtle

    9 Dezembro, 2020 at 20:24

    Os carros até podem ser iguais… Mas as inovações vão primeiro para quem?

    Só as visíveis é que sabemos as outras não.

  7. João Pereira

    9 Dezembro, 2020 at 21:04

    Quando era Hamilton e Rosberg, o azar era quase sempre para o Inglês, e ele esperneava e conseguia dar a volta (excepto quando a Mercedes achou que queria um alemão campeão, e aí valeu o lado alemão do finlandês). Agora que tem sido Hamilton e Bottas, há que notar que Bottas consegue ser tão rápido como o inglês numa volta, mas em corrida, para vencer tem que ter a PP e tudo correr bem. Bottas não consegue vencer se sair da segunda linha, e o mais provável é atrapalhar-se, perderainda mais posições que nem com estratégia diferente recupera. Bottas é um excelente piloto se não tiver a pressão de lutar para vencer, e não é de facto um piloto genial, sinceramente acho que nem é pior nem melhor que Rosberg, a não ser no facto de não ter conversado muito com Schumacher acerca de comportamento em pista, coisa que Rosberg teve 3 anos para fazer, daí resultando um comportamento desportivo em pista por parte de Bottas tão correcto que acaba por perder todas as guerras como um soldado francês (não um piloto francês, porque há por aí histórias de grande malandrice).
    A Mercedes tem dinheiro para pôr Bottas onde quiser, até em casa, como a Ferrari fez ao Kimi há uns anos, e ir buscar o piloto que quiser, seja Russell ou outro, porque mesmo que Toto decidisse ir buscar Vettel á Aston Martin, Hamilton até achava graça. Acho que Bottas vai conservar o lugar, como está contratado, e no final de 2021, rumar á Red Bull. O que é evidente, é que a Mercedes tem pelo menos 2 pilotos que merecem mais do que a Williams e para resolver isso, dada a situação resolvida da Racing Point, a única hipótese de melhorar a vida dos seus pilotos, é convencer a Mclaren a excluir Norris, o que seria uma enorme injustiça, ou arranjar mais “cadeiras” fornecendo motores á RB no final de 2021, o que já disse que estava fora de questão (RB arrependida de deixar fugir a Aston Martin/AMG ou vai mesmo ficar com os Honda por sua conta?).
    Neste momento, a Mercedes é quem tem mais talento em jovens pilotos, e se Hamilton for decisivo, não será por medo de ser batido, mas por amizade ao também britânico Russell. A Mercedes tem tanto talento nas suas escolas, que até já teve que dar Ocon á Renault (na sua esfera de parceiros) e provavelmente vai ter que dar mais algum desse talento á concorrência que anda algo fraquita.
    A Mercedes vai perguntar a Hamilton se continua em 2022, mesmo que seja campeão em 2021, se Hamilton disser sim, a Mercedes mantém Bottas, se Hamilton não der essa garantia, Russell sobe já a titular em 2021, para estar em condições de disputar 2022. Bottas pode de repente ver-se num ano sabático juntamente com Perez e Ulckenberg, mais dois pilotos que merecem bons carros. No fim de 2021, Vettel vai arrumar as botas porque vai ser batido Stroll e como acionista da equipa, aceita que o lugar das suas botas, seja ocupado pelas botas do Bottas, e fica com um cargo de director não executivo Na Aston Martin F1.
    Agora vou ficar por aqui, porque a Maia pediu-me a bola de cristal emprestada até sexta á noite.

  8. Frenando_Afondo™

    9 Dezembro, 2020 at 23:00

    Ah… Se assim fosse a Mercedes não teria assinado Bottas logo, esperaria pela decisão de Hamilton e ao mesmo tempo celebrariam um contrato com o Inglês.

    Mas como já é costume querem colar à Mercedes a imagem de ordens de equipa da Ferrari e ao Inglês as atitudes de Schumacher e Alonso.

  9. Manuel CCCCC

    10 Dezembro, 2020 at 12:10

    Não acredito que Hamilton queira Russell como colega de equipa.

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