O triunfo de Armindo Araújo no Rali de Mortágua veio confirmar que este Campeonato de Portugal de Ralis tem tudo para ser, tal como foi o do ano passado, uma bela competição com final incerto.
Depois de ter passado as ‘passas do Algarve’ em Fafe com o carro, Armindo Araújo meteu mãos à obra e surgiu em Mortágua num nível bem diferente. Apesar de alguns contratempos nunca desistiu, obtendo uma vitória merecida e mostrando nunca virar a cara à luta. Procurou a felicidade e alcançou-a com todo o mérito.
Teve forte concorrência: Pedro Meireles usou a tática do costume, um andamento rápido e consistente; Miguel Barbosa teve um daqueles azares em que os ralis são pródigos, mas vai voltar forte, como tem estado; Carlos Vieira mostrou porque é Campeão Nacional em título.
Quem esteve muito abaixo do que pode e sabe fazer foi José Pedro Fontes. Já Ricardo Teodósio teve dificuldades fruto de não conseguir suplantar o desconhecimento dos troços.
A propósito desta questão, os jovens Hiroki Arai e Katsuta Takamoto, primeiro e terceiro neste rali, chegaram, viram, fizeram duas passagens de reconhecimentos ‘à’ Mundial e andaram na frente. É verdade, têm o ritmo e todas as restantes condições, mas este detalhe dos reconhecimentos deixa claro que se Portugal quer voltar a ter pilotos no WRC, a médio, longo prazo, os pilotos portugueses têm que se desligar dos troços que fazem de olhos fechados. Senão, esqueçam, nunca mais lá chega nenhum…
Não vale a pena voltar a bater na tecla de que se as condições dos portugueses forem as mesmas dos estrangeiros, fazemos igual ou melhor, não é isso que está em causa.
Com o arranque de uma nova competição, a Peugeot Rally Cup Ibérica, é natural que mais cedo ou mais tarde surjam pilotos com valia para correr lá fora. E já há alguns na calha.
Mas se os pilotos portugueses não se alinharem com o que se faz no WRC, ERC, e afins, em termos de reconhecimentos, quando um dia fizerem uma experiência lá fora nunca vão conseguir ultrapassar essa questão, ficam logo por ali.











