F1, Toto Wolff: “Vamos ter que considerar criar uma equipa B”

Por a 2 Janeiro 2018 12:21
Toto Wolff mostrou-se impressionado com a Ferrari pela forma “visionária” como se aproximaram da Sauber, considerando ser uma hipótese para a Mercedes.

Em 2018, a Ferrari reforçou a sua parceria com a Sauber, através do patrocínio da Alfa Romeo, marca do Grupo Fiat, tal como a Ferrari. Este novo acordo permitiu colocar Charles Leclerc como piloto da equipa e Antonio Giovinazzi como piloto de reserva, apesar de o italiano já ter tido este cargo em 2017. A equipa italiana tem ainda relações muito próximas com a Haas, com colaborações técnicas.

“Penso que o que o Sergio Marchionne e o Maurizio [Arrivabene] estão a fazer é muito inteligente. As boas relações com a Haas ajudaram as duas partes e este acordo com a Sauber é muito visionário. O Fred [Vassuer] também está muito por dentro da Fórmula 1 e esta pode ser uma aliança perigosa para nós. Vamos ter que considerar copiar este modelo. Não é fácil porque não queremos distrair a nossa própria organização ao colaborar com outras equipas, mas não somos os únicos com ideias brilhantes”, disse Wolff à ESPN.

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9 comentários

  1. José Gonçalves

    2 Janeiro, 2018 at 16:13

    Bravo!! Só agora é que chegou a esta conclusão?? Deviam era ter comprado a Manor e resolviam dois problemas num só….. Tinham uma equipe B competente ( e a preço de saldo) e lugar como piloto nº 1 para o Pascal!!

    • João Pereira

      2 Janeiro, 2018 at 17:47

      Atenção! A ideia brilhante não é comprar uma equipa endividada (falida) como a Manor, não foi isso que a Ferrari fez.
      Comprar uma equipa a preço de saldo, mas “atolada” em dívidas, pode sair muito caro mesmo que tenha um director muito competente como é John Booth.
      A Ferrari não comprou nenhuma equipa, vende tecnologia à HAAS, e a Alfa Romeo é apenas um patrocinador da Sauber, que também compra tecnologia à Ferrari.
      Há que perceber a diferença.

      • Frenando_Afondo™

        2 Janeiro, 2018 at 18:09

        Exacto, além que temos de ver o aspecto competitivo. De que serve comprar uma equipa que não consegue desenvolver chassis minimamente competitivos? É que a Sauber em 2017 este muito mal, era a cauda do pelotão, mas noutros anos demonstrou ter capacidade para mais. Já a Manor foi sempre a cauda do pelotão quando lá andou, só mesmo “batida” em ser a pior pela HRT…
        Ora nesse tipo de equipa, como podes avaliar o potencial de futuros pilotos? Difícil.

        • João Pereira

          2 Janeiro, 2018 at 19:42

          É preciso olhar um pouco para o historial da Manor, e temos que respeitar o trabalho que foi feito para manter por tanto tempo uma equipa que nasceu como esta.
          Max Mosley tinha prometido que conseguia ter equipas a correr por 40.000.000,00 por ano, e apareceram 4 projectos baseados num motor low cost que a Cosworth fez porque era negócio. Dos 4 projectos aceites por Mosley (que não foram necessariamente os melhores na minha opinião), a USF1 nem sequer passou de conversa fiada, a Hispania também começou logo a estrebuchar e mudar de dono antes de ter carros em pista. mas Tony Fernandes pôs de pé o mais credível Lotus com um nome famoso, um bom projectista e até uma fábrica e dois pilotos pagos (não pagantes), e a Virgin de Mr. Branson, contratou um excelente projectista (que tinha feito um tal Simtek que se desmontava em andamento e matou Roland Ratzemberger em 30 de Abril de 1994 em Imola), que se propôs fazer um carro fantástico totalmente em computador, e cujos testes seriam feitos também em computador, virtualmente!!!
          Se a USF1 não passou dessas 3 letras e 1, e a Hispânia ainda deu uma tal HRT a quem Bernie ainda pagou algumas contas, antes de a coisa ir “completamente com os porcos”, já sob o controlo de um Tal Mr Colin Kolles, sim, esse “intruja” da Midland (ex-Jordan e actualmente Force India) e da ByKolles LMP1, houve de facto a Lotus, mais tarde rebaptizada Caterham (a tal mais credível), que como todos sabemos também deu “com os burros na água”, restando hoje em dia uma fábrica com excelentes condições e rodeada de mato, à venda pela melhor oferta.
          Voltamos agora à Virgin (com carros concebidos e testados virtualmente), da qual Mr Branson vendeu logo ao fim de um ano uma boa percentagem a uns investidores por 40.000.000,00 (recuperou o investimento inicial), alegando que só durante esse ano tinha tido um retorno de 40.000.000,00 para a sua marca (ou seja, os 40.000.000,00 que investiu voltaram em dobro). O problema é que já aí também começaram a haver contas em atraso. Depois a coisa foi vendida por mais 40.000.000,00 (para Mr Branson) a um russo e aparece John Booth (Marussia) que também investiu que também investiu algum do seu dinheiro e muito prestigio na coisa (Manor), o problema, é que todos sabemos que uma equipa de F1 não sobrevive com um Budget de 40M, e mais dividas foram criadas ao longo destes anos, para além dos acidentes de Bianchi e da Villota (se eu acreditasse, diria que o mau Karma de carros assassinos de Nick Wirth ficou por lá). Grande trabalho que Booth fez ao aguentar com alguns resultados uma equipa que de raiz foi feita em cima do joelho e desde logo descapitalizada e endividada.
          Como fans de F1, devemos agradecer a Mr Max Mosley a forma como foi criada esta equipa de F1, que acabou como a March F1 da qual foi proprietário e vendeu descapitalizada.
          Pode haver algumas imprecisões da minha parte, mas acho que a coisa não foge muito da verdade.
          Cumps.

          • rodríguezbrm

            3 Janeiro, 2018 at 9:57

            Belo texto, Ernie, já nem me lembrava da ligação da Virgin à Manor, que foi declarada insolvente há menos de 1 ano, e parece que recentemente a FOM devolveu o dinheiro despendido com a inscrição para o campeonato de 2017.
            Onde ponho um ponto de interrogação é no acidente do Ratzenberger. Houve a quebra de um apêndice aerodinâmico de 20 cm 2 da asa dianteira, o que originou o acidente, mas na volta anterior o piloto falhou a chicane das Acque Minerali, ou cortou-a para ganhar alguns centésimos, subindo o corrector, o que poderá ter causado algum dano, opinião, por exemplo, do Jean Alesi e da Giovanna Amati que estavam na bancada a assistir aos treinos. Ele não q uis parar, pois terá pensado que ainda iria conseguir qualificar-se para o GP ( que poderia ser o ultimo apesar do contrato para 5), “bastava” não ser o último classificado, possibilidade ironicamente aberta pela ausência do acidentado Barrichello.

  2. Frenando_Afondo™

    2 Janeiro, 2018 at 18:06

    Bem, a escolha é óbvia: Force India. Pelo menos até comprarem uma outra equipa para ser uma verdadeira equipa-B, tal como a Toro Rosso é para a Red Bull.

  3. Paulo Teixeira

    2 Janeiro, 2018 at 21:43

    Mais fácil e barato criar uma equipa B de raiz, usar o mesmo chassis e restantes componentes dar-lhe outro nome e pronto.

    • Frenando_Afondo™

      2 Janeiro, 2018 at 21:58

      É proibido na F1 usar o mesmo chassi da casa mãe ou qualquer outra equipa que compita no mundial. A equipa B tem de ter capacidade de produzir e desenhar o seu próprio chassi.

      • Paulo Teixeira

        2 Janeiro, 2018 at 22:04

        Nao se for uma equipa cliente, mas mesmo assim com algumas alterações e construção em outra casa penso que seja possível.

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