Ferrari já testa ‘halo concept’

Por a 3 Março 2016 10:10

A Ferrari está a aproveitar a segunda semana de testes de Barcelona para avaliar o sistema de proteção para a cabeça dos pilotos, previsto para entrar em vigor já a partir do próximo ano. Kimi Räikkonën foi o escolhido para testar o sistema, dando-nos uma ideia de como podem vir a ser os F1 (e todos os monolugares) num futuro próximo.

Depois de o finlandês ter comprovado o conceito em pista, um porta-voz da Ferrari levou a peça ao centro de imprensa do circuito, revelando que esta é “uma estrutura provisória” feita pela marca para testar a visibilidade. “Pensamos que a peça final fará parte do carro e esperamos que seja mais vistosa” revelou o porta-voz. Quanto a Kimi Räikkonën, foi lacónico como sempre: “Está ok em termos de visibilidade”

Na edição nº1991 do AutoSport pode ler um extenso trabalho sobre o assunto com a opinião de Domingos Piedade, Filipe Albuquerque, António Félix da Costa, Pedro Lamy, Tiago Monteiro e Henrique Chaves sobre o tema dos cockpits fechados.

Ferrari Halo

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18 comentários

  1. Red5Alive

    4 Março, 2016 at 17:07

    Do ponto de vista estético, obviamente que está longe de ser uma beleza, mas vou ser sincero (e podem chamar-me de louco, etc): não é assim TÃO feio como pensava. Honestamente, metem-me muito mais impressão aqueles narizes “fálicos”.
    Quanto à função do sistema: 1º o piloto deve ficar com a visão bastante comprometida, o que logo aí, por sua vez, interfere com a segurança. Menor visibilidade = menor segurança, creio eu; 2º não me parece que ofereça grande protecção contra objectos mais pequenos (ex: Massa, Hungria 2009) porque o espaço “aberto” continua grande, apesar de tudo. Também me parece óbvio que em caso de embates contra grandes objectos (ex: acidente fatal do Jules Bianchi) a protecção oferecida é quase nula. Mas em casos como este último pouco ou nada se pode fazer. Por muito que se tape, a cabeça do piloto vai estar sempre numa posição perigosa. 3º a extracção do piloto em caso de capotamento também me parece seriamente comprometida.

    Quanto áqueles que dizem que é uma aberração, a F1 vai deixar de ser F1, o perigo faz parte, etc, etc, etc… Bem, se toda a gente pensasse assim, desde sempre, então ainda tínhamos pilotos a conduzir só com um paninho na cabeça, sem cintos de segurança, com os depósitos de combustível quase desprotegidos, com o cockpit a 10cm da frente do carro… Sim, o perigo faz parte. Qualquer um que ande num carro a 300km vai estar sujeito ao perigo, mas tudo o que seja feito para minimizar todos os perigos é bem vindo, ou preferiam ter uma F1 com dezenas de mortes a cada 10 anos, com pilotos a morrer queimados, com pilotos a serem cuspidos dos carros? Se calhar muita gente preferia isso, mas eu não. A evolução faz parte, habituem-se a isso. Quando há 50 anos o Jackie Stewart começou a andar de capacete integral na cabeça e fez força para isso ser regra (porque os outros andavam com a face tapada só com óculos) muitos dos puristas ficaram contra ele, que era um medricas, o que é bom é levar com mosquitos na cara, blah, blah, blah… Quem levou a melhor? Pois. Por alguma razão foi. Nos anos 70 era lindo ver carros a pegar fogo com pilotos presos lá dentro, oh se era. Aumentou-se a segurança em relação aos depósitos de combustível para evitar ao máximo as explosões… Que pena não é? É tão “fixe” ver explosões… Em 1982 os carros tinham pouquíssimo espaço entre o nariz e o corpo do piloto. No Canadá morreu um piloto, Ricardo Paletti, após chocar com um Ferrari parado na grelha de partida. Porquê? Porque foi praticamente “esmagado” por estar tão perto da frente. Mais tarde nessa época, em Hockenheim, o piloto desse mesmo Ferrari, Didier Pironi, teve um acidente parecido. Embateu também ele noutro carro, quase morreu, ficou com as pernas “esmigalhadas” e não voltou a ser o mesmo. Consequência desses acidentes e não só, chegou-se à conclusão que o melhor era aumentar a distância da frente ao corpo do piloto. Foi pior? A F1 acabou? Não… No início da década de 90 era quase regra os pilotos estarem com o pescoço e ombros à mostra no cockpit. Eram carros bonitos? Sem dúvida, para mim foram dos carros mais bonitos da história, mas em 1995, chegou-se à conclusão que aquilo não era seguro e subiram-se as laterais dos cockpits. Se calhar se em Imola no ano anterior já houvesse cockpits com laterais subidas, poderia ter-se evitado as mortes de Senna e Ratzeberger. Mas então, a F1 piorou por causa das laterais dos cockpits estarem mais elevadas?

    Habituem-se: a F1 evoluiu muito e vai continuar a evoluir em termos de segurança. Daqui a umas décadas, quando os cockpits fechados forem norma e se olhar para as imagens dos dias de hoje, pilotos com a cabeça “à mostra”, vamos pensar “aquilo era ridiculamente inseguro”, como hoje em dia pensamos em relação à falta de capacetes, aos cockpits que deixavam o corpo dos pilotos à mostra, etc, etc. É por isso que vai deixar de ser F1? Nunca foi nem será! Há muitas outras coisas de hoje em dia que podem acabar com a F1, mas a segurança dos carros não é com certeza… Mas isso é outra história.

  2. Pity

    5 Março, 2016 at 1:47

    “ou preferiam ter uma F1 com dezenas de mortes a cada 10 anos, com pilotos a morrer queimados, com pilotos a serem cuspidos dos carros? Se calhar muita gente preferia isso”

    Eu preferia, é(ra) o ADN deste desporto, que eu saiba ninguém era obrigado a pilotar um F1, bons velhos tempos em que era uma modalidade para homens de barba rija.

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