ASO reviu tempos, ‘Speedy’ Gonçalves lidera com ‘apenas’ 3m12s face a Price
A organização do Dakar reviu os tempos e as as classificações oficiais das motos na 7ª etapa do Dakar colocam Paulo Gonçalves com uma margem menor do que se esperava. Assim, o piloto português da Honda é terceiro classificado na etapa mas a vantagem na geral é menor do que se podia pensar. A organização tomou em consideração os tempos no final da 1ª parte da etapa, o único setor que todos os pilotos cumpriram. Desta forma, todos os pilotos da frente arriscaram no setor seguinte, que cumpriram, sem que os seus registos fossem aproveitado e foi aqui que Gonçalves teria ganho ainda mais tempo a Prce. Enfim, são decisões, é difícil agradar a gregos e a troianos, mas a verdade é que para os adeptos portugueses nada se altera. Paulo Gonçalves lidera do Dakar, tem 3m12s de avanço para Toby Price e Stefan Svitko está a 9m24s do líder, o português.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI






Iceman
9 Janeiro, 2016 at 22:28
O tempo foi revisto devido que o Paulo Gonçalves parou a mota para ajudar um piloto que tinha caído da moto e estava ferido. Um belo gesto de fair play do Paulo Gonçalves… Força!!
Manuel CC
9 Janeiro, 2016 at 23:09
Caro JLA, a revisão de tempos a que se refere é a esperada (-10:53). Acontece que a segunda parte da classificativa foi anulada. Teria sido preferível dar um tempo igual a todos os pilotos que a não completaram mas penso que isso deixou de ser possível quando suspenderam as partidas. O Paulo Gonçalves teria ganho uns 3 minutos ao Toby Price mas o Mário Patrão teria perdido bastante tempo. Prejudicam-se uns, beneficiam-se outros.
Se me permitem, a atitude do Paulo Gonçalves face à ajuda ao Walkner não tem nada de invulgar. Outros pararam ontem para ajudar o Rúben. É a regra, não uma excepção heroica. O Paulo Gonçalves não precisa disto. Mas compreendo o “interesse” jornalístico da notícia, tipo suplemento de cálcio. Não tem fundamento mas amanhã será o tema em qualquer conversa sobre o Dakar. Se isso trouxer alguma notoriedade, melhor.
MAXLD
10 Janeiro, 2016 at 1:49
Segundo li por aí, penso que o próprio regulamento aponta para que os pilotos devam mesmo parar para prestar assistência a um piloto que claramente precise (que foi o caso)(com ajuste de tempo posterior no fim). Ou pelo menos abrandar para saber se está tudo bem (que outros fizeram/vê-se no vídeo). O que realmente sobressai é o facto do Paulo embora líder do Rali, parar logo e insistir ficar lá até chegar assistência médica, ou um dos colegas da KTM/Husqvarna, dizendo aos outros que iam passando para seguir viagem que ele ficava lá. Isto a ajudar um concorrente directo para a liderança da prova. Talvez outros como o Cyril Despres aproveitariam para que outro parasse também e lá ficasse, para ser ele a dar de frosques… se é que parava sequer para assistir um adversário directo. De resto, regulamento ou não, é irrelevante, já o vimos ter outras atitudes de grande camaradagem (algumas vezes não retribuido) em outros anos do Dakar quando rodava em equipas mais pequenas/privadas… o facto de ter esta atitude mesmo sendo o principal homem da equipa Honda oficial, ser actual líder do Rali, e querer manter-se lá mesmo sendo um concorrente da marca rival… é isso que está a causar boa impressão generalizada. Isso, juntamente com o caso do lamaçal há uns anos em que ajudou o Cyril, e este deixou-o lá preso, muita gente na altura elogiou fortemente o Paulo e condenou severamente o francês. Estas coisas não se esquecem, e esta deste ano é ainda mais marcante por ser o líder da prova, sério candidato à partida, e piloto Honda a ficar lá o tempo todo que for preciso. Uma coisa é certa, um gajo põe-se no papel do Walkner, sem se mexer, com as dores que devia estar a sentir, com o desespero de estar sozinho naquelas condições sem conseguir pedir ajuda, e imagina o alívio de ver alguém chegar sem hesitar e ficar ali tanto tempo ao lado a prestar auxílio. Podia ter calhado ser outro, mas a ser alguém, não haveria muito melhor pessoa para isso que o Paulo.