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WTCR, Tiago Monteiro: “Vila Real é uma das melhores pistas do mundo” | AutoSport

WTCR, Tiago Monteiro: “Vila Real é uma das melhores pistas do mundo”

Por a 5 Maio 2022 16:02

Tiago Monteiro vai começar mais uma época no WTCR, a sua 15ª temporada no topo dos carros de turismo e a sua quinta época no WTCR. Monteiro falou à imprensa e ao AutoSport sobre o arranque da época.

O piloto português irá este ano enfrentar um novo desafio, com mais uma mudança de equipa. A Team Engstler passou a receber carros da Honda, deixando a Hyundai e Monteiro, juntamente com Attila Tassi, tem como missão ajudar a integração da equipa ao mundo Honda, assim como ajudar os engenheiros a entenderem melhor o novo carro. Monteiro sabe que o desafio é exigente, mas pareceu otimista quanto ao que o espera:

“É sempre interessante começar uma nova relação com uma nova equipa, especialmente uma com tanta experiência neste tipo de campeonatos. No entanto, não têm experiência com este carro. Nós conhecemos o carro e a Honda está por perto se for preciso. Mas é um novo capítulo que exige adaptação, tenho um novo engenheiro e nos últimos cinco, seis anos tenho tido sempre novos engenheiros, já é quase um desporto para mim.  O primeiro contacto foi bom e o feeling foi bom.”

A primeira corrida do ano é num traçado citadino (Pau), o que poderá parecer ingrato, mas Monteiro referiu que começar em pistas tão específicas como Pau e Nordschleife é bom, pois são pistas muito particulares. Em pistas ditas convencionais e mais conhecidas, as margens são muito menores e por isso a relação entre piloto e equipa ganha mais preponderância. Em pistas mais específicas, esse aspecto torna-se mais simples. Monteiro já sabe o que é ter sucesso em Pau, mas com tantos anos de ausência, a pista francesa é praticamente nova para todos:

“Por um lado é bom começarmos em pistas tão específicas como Pau e Nordschleife, pois o conhecimento entre piloto e equipa não é tão importante como em pista tradicionais onde as margens são muito reduzidas e esse trabalho tem de ser feito de forma mais aprofundada. Temos dois fins de semana para nos conhecermos bem e irmos melhor preparados para as pistas mais convencionais. Eu já estive em Pau há muito tempo, creio que a minha primeira corrida num citadino foi em Pau, em 97 com a Porsche Cup francesa. Também fiz a F3 francesa nesta pista e subi ao pódio na F3, F3 europeia e foi também o meu primeiro pódio no WTCC. Gosto muito de citadinos e tive sucesso aqui, mas já não corremos aqui desde 2010. Tive de ver vídeos e vamos fazer o track walk para conhecer melhor a pista. Mas é um traçado relativamente novo para toda a gente.”

Foi também em Pau que Monteiro sentiu pela primeira vez a necessidade de uma boa preparação. O experiente piloto relembrou uma corrida de F3 que venceu, mas que por pouco não ia perdendo por causa de um problema físico:

“Alguns pilotos só sentem a verdadeira necessidade de treinar bem quando passam por situações complicadas durante as corridas, por falta de preparação. E para mim esse momento foi aqui em Pau. Uma das corridas que ganhei aqui em F3, quase perdi por causa de uma câimbra. Quando estava a acelerar, a câimbra piorava e quase não conseguia tirar o pé do acelerador. E com isso quase perdi a corrida. Foi a partir desse dia que disse a mim mesmo que não podia voltar a acontecer e foquei-me então muito mais no treino físico. Estes carros não são muito exigentes fisicamente, mas com as forças dentro do carro, o calor, o stress, o ritmo cardíaco médio ronda os 165 bpm, o que é muito. Precisamos estar bem fisicamente para podermos enfrentar esses momentos e não perder a cabeça fria. Com o esforço podemos errar muito mais e tomar decisões erradas, mas se estivermos bem preparados a margem de erro diminui muito.”

O WTCR introduziu novas regras, com a fórmula de lastro de sucesso aprimorada e com um novo sistema de pontos, mudanças que são do agrado do #18:

“A maioria das mudanças são boas. Vão ajudar o espetáculo e é mais justo ao nível das pontuações. Não é justo alguém fazer a pole e ter os mesmo pontos que alguém que fez o 10º lugar. Uma vitória com grelha invertida é uma vitória, mas não deve receber a mesma pontuação que alguém que fez a pole. Eu já usufrui dessa situação algumas vezes mas não considero justo. Quanto às outras mudanças, no passado os nossos adversários fizeram uma gestão muito mais inteligente do BoP e do lastro de compensação. Temos de melhorar nesse aspecto e estas mudanças são também boas para isso.”

Por fim, Monteiro falou do muito desejado regresso a Vila Real. Depois de dois anos de ausência, a pista transmontana prepara-se para voltar a receber o WTCR e empurrar Tiago Monteiro para mais uma boa prestação. O português é sempre muito forte nas ruas da capital transmontana, numa pista que considera uma das melhores do mundo:

“É ótimo regressar a Vila Real. É um local especial para mim. Todos no WTCR gostam do evento, da pista, da festa, dos fãs. Ganha o WTCR com a paixão de Vila Real e ganha Vila Real por receber o WTCR. Todos ficam a ganhar. Estou muito entusiasmado por regressar. Entre Vila Real e Estoril escolho Vila Real. Estoril é uma pista muito boa e no ano passado quase ganhei lá. Mas pilotar em Vila Real é um desafio muito grande, é preciso estar no topo das suas capacidades para conseguir bons resultados, além de que a paixão dos fãs é tremenda. Por isso Vila Real é a minha preferida e uma das melhores pistas do mundo.”

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