TCR: Rafael Lobato pretende seguir a carreira no estrangeiro

Por a 12 Janeiro 2018 17:27

Rafael Lobato tem vindo a cimentar o seu nome no panorama nacional. Com já três anos ao mais alto nível, tendo acumulado vários pódios e vitórias, o jovem piloto de Vila Real é já uma certeza no automobilismo português e um dos crónicos candidatos ao título.

A sua juventude e o seu potencial começam a pedir novos voos e é isso que o piloto, juntamente com a equipa que trata da sua carreira, está a fazer, tendo planos para competir no estrangeiro já este ano. Nada está confirmado, numa altura em que as negociações ainda decorrem, mas Rafael Lobato é perentório em afirmar que pretende um novo desafio na sua carreira e que apenas competirá no campeonato nacional se as ditas oportunidades não se materializarem.

Segundo o piloto, há planos para que possa manter-se a competir nos TCR, ou até uma mudança para os GT´s, mas nada está finalizado ainda.

Lobato está feliz com o seu percurso até agora no campeonato nacional e considerou que a edição 2017 foi bastante competitiva, com vários carros a lutarem por vitórias e com andamentos muito semelhantes, proporcionando boas lutas. Considerou que a parceria com Patrick Cunha foi muito boa, com muita comunicação entre ambos, o que tornou a experiência ainda mais enriquecedora.

O piloto de Vila Real teve como máquina o novíssimo Audi RS3 LMS, que mostrou ser uma máquina com uma boa base, mas, segundo Lobato, demasiado penalizado pelo BoP, um efeito que foi visível também no TCR International. O trabalho da equipa em encontrar o melhor set up foi árduo, mas a meio da época, já com mais conhecimento de causa, foi possível entender melhor o carro alemão e tirar mais proveito dele.

É mais um nome que poderá abandonar o campeonato nacional, caso as negociações cheguem a bom porto, o que todos querem, pois pode ser mais um digo embaixador a levar as nossas cores pelas pistas do mundo. É a hora certa para tentar um novo desafio e dar mais um passo em frente, o que pode ser importante, quer na evolução como piloto, como para o seu currículo. O nosso país é demasiado pequeno para o talento de alguns pilotos e a saída torna-se assim inevitável. É ao mesmo tempo um bom sinal, e mostra-nos que mesmo com as dificuldades que caraterizam a nossa realidade, continuamos a ver aparecer bons talentos para o futuro.

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