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24 Horas de Daytona: Verdadeiro contra relógio… | AutoSport

24 Horas de Daytona: Verdadeiro contra relógio…

Por a 24 Janeiro 2023 17:30

As 24 Horas de Le Mans têm forte concorrência na América do Norte. Todos os anos Daytona é palco de uma corrida de protótipos e GT com a mesma distância da prova francesa, em que os pilotos vêm de todos os quadrantes do automobilismo e o circuito permite velocidades ainda maiores…

Historicamente, as 24 Horas de Daytona marcam o arranque da temporada internacional de corridas em circuito. A prova americana, disputada na última semana de Janeiro, costuma atrair não só vários pilotos da IMSA e WEC, mas também, por vezes, estrelas das pistas europeias, da Indycar e da NASCAR.

Como a grelha costuma ter à volta de 60 carros e cada equipa pode inscrever até cinco pilotos, são mais de 200 os candidatos à vitória na oval da Florida, que usa uma porção do “in field” para dar origem a um circuito convencional, com ganchos, travagens e curvas à direita.

A primeira corrida de resistência teve lugar em Daytona em 1962, uma prova de três horas que passou a uma distância de 2000 km dois anos depois (afirmando-se como duas vezes maior e melhor que as clássicas europeias) e para 24 horas em 1966, tornando-se, desde aí, o contraponto americano da ‘tal’ corrida francesa. Com duas exceções, em 1972 (quando uma crise económica obrigou à redução da prova para seis horas) e 1974 (quando a prova foi cancelada devido à crise petrolífera).

Tal como Le Mans, Daytona fazia parte do Campeonato do Mundo de Marcas, até que e após a edição de 1981, a família France resolveu cortar nas despesas e alinhar com o novo Campeonato IMSA GTP. Não que tenha dado resultado, pois quando a FIA adotou o regulamento de Grupo C, os carros eram suficientemente similares para serem usados dos dois lados do Atlântico.

Com os problemas financeiros da IMSA, Daytona abandonou os regulamentos GTP, apoiando a fundação da Grand-Am. Estranhamente, este organizador alinhou com a FIA e a Sports Racing World Cup, a partir de 1998. As categorias GT seguiam o mesmo esquema da Europa e da rival American Le Mans Series, embora permitindo os antigos GT de chassis tubular.

Em 2003, os antigos protótipos FIA deram lugar aos Daytona Prototypes, com “cockpits” cobertos, dimensões estranhas e motores de série, enquanto no ano seguinte os GT seguiram um formato híbrido: GT1 e GT2 banidos, substituídos por GT com poucas modificações e carros de chassis tubular num esquema de equalização de performance. Estes novos regulamentos deram origem aos estranhos resultado de 2003 e 2004 em Daytona. Na primeira ocasião, os protótipos eram tão pouco fiáveis que um Porsche GT3 ganhou, e na segunda a prova foi interrompida para os protótipos conseguirem ganhar.

Mas os DP, com evoluções que deram origem a três gerações de carros, mantiveram-se até 2016 mantiveram-se até a entrada em cena dos DPi, que se pode considerar agora uma jogada de mestre. Usando chassis LMP2 modificados, a IMSA conseguiu criar uma fórmula em que os construtores podiam investir muito menos do que num projeto de protótipos habitual, mantendo a identidade da marca. O sucesso desta visão permitiu a entrada quatro  construtores no total (Cadillac, Nissan, Acura, Mazda) o que pode parecer pouco, mas olhando à qualidade das corridas e dos campeonatos foi mais que suficiente. Em Daytona, os Cadillac foram sempre mais fortes, mas a Acura encontrou um “antídoto” e conseguiu vencer já na reta final desta regulamentação.

Depois dos DPi chegaram os LMDh. Uma versão evoluída dos DPi, com o mesmo conceito de construção, mas agora com tecnologia híbrida. Isso e a vontade de criar uma era de ouro no endurance abriu as portas ao WEC e agora as máquinas “americanas” podem competir no mundial FIA. Acura, Cadillac, Porsche, BMW foram as primeiras a responder ao desafio e falta ainda a Alpine e a Lamborghini. Um alinhamento de luxo que poderá dar uma das melhores eras do endurance americano e internacional. O nome GTP regressou às pistas, pois foi a nomenclatura escolhida para a classe onde correm os LMDh. O primeiro teste será em Daytona, palco sagrado e primeiro teste de fogo para estas máquinas. 

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