Tânia Sequeira e a experiência FIA Women in Motorsport

Por a 30 Novembro 2015 16:12

A portuguesa Tânia Sequeira, campeã nacional de Todo-o-Terreno na categoria T8 em  2014, e em T2 em 2015, ao lado do seu pai e piloto César Sequeira, fez parte do lote de 18 pilotos e navegadoras (nove de cada) selecionadas para a primeira edição do FIA Women in Motorsport and Qatar Motor & Motorcycling Federation Cross Country Rally Project, um curso de formação para jovens pilotos femininas que teve lugar no Qatar, no início deste mês.

O AutoSport aproveitou a presença da navegadora lusa nas 24 Horas de TT de Fronteira para trocar algumas impressões sobre esta sua experiência. Tânia explicou que “a ideia surgiu com a Jutta Kleinschmidt e a Fabrizia Pons. Elas depois falaram com o Nasser Al-Attiyah e penso que foi ele que propôs tudo à FIA. A organização foi feita entre a FIA em colaboração com a federação do Qatar”, começou por explicar.

“O critério de seleção foi o currículo, mas mandámos também fotos e vídeos nossos para eles verem. Fomos 18 as selecionadas entre um total de 85 candidatas e ter sido uma das escolhidas foi muito bom, aprendi bastante, e o que fiz lá não tem nada a ver com o que fazemos aqui em Portugal.”

Em relação ao curso, este “teve a duração de quatro dias, de terça a sexta. Nesse período realizámos cinco etapas, as quatro primeiras com cerca de 20 a 30 km, e a última com cerca de 70 km. No total foram cerca de 170 km. Para cada etapa eram sorteadas as duplas de pilotos, mas havia a condição de não se repetir nenhuma dupla, isto para nos obrigar a estarmos sempre com pessoas diferentes. O objetivo era fazermos os percursos no menor tempo e pelo percurso certo, numa competição entre nós, com o road book utilizado a ser semelhante ao do Dakar e o prémio final a ser a participação de dois carros, que o Nasser Al-Attiyah acabou por alargar a três, no Sealine Cross Country Rally de 2016”.

Apesar de não ter sido uma das selecionadas, Tânia Sequeira confessou ter gostado da experiência. “O que mais gostei de fazer foram as etapas em competição, gostei muito, é diferente”, acrescentando que “aqui temos road bock e terratrip, lá era o road book e coordenadas que tínhamos que seguir, o que foi muito difícil, prova disso é que todas nos perdemos, foi um curso muito prático e muito a sério.”

“As pilotos tinham preparação com a Jutta Kleinschmidt, enquanto nós, as navegadores, tínhamos com a Fabrizia Pons, que preparava o road book juntamente connosco. Estivemos também a treinar situações de ‘atascansos’ e trocas de pneus”, recordou.

“Com a experiência que adquiri gostava muito de fazer uma prova no deserto, ver como é um aprova a sério. Por exemplo, o road book que utilizámos, eles disseram-nos que era mais difícil que o do Rali de Marrocos desta ano”, finalizou.

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