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CPTT: Os campeões dos últimos cinco anos


Sabia que nos últimos cinco anos do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno o Campeão nunca foi o mesmo? É assim que tem sido o melhor Campeonato da Europa. Recordemos como Nuno Matos, Ricardo Porém, João Ramos, Tiago Reis e Miguel Barbosa alcançaram os seus títulos.

CPTT 2016: O ano de Nuno Matos
Nuno Matos/Felipe Serra sacudiram a desvantagem pontual e a pressão exercida por João Ramos/Vítor Jesus na Baja de Portalegre para celebrar em ‘casa’ o primeiro título absoluto de campeões nacionais de todo-o-terreno. Numa prova dramática, pautada pelos problemas mecânicos sentidos pelos dois candidatos ao título, Ricardo Porém venceu pela terceira vez consecutiva a maior prova do TT português, mas a decisão de Portalegre levou a festa também a Nuno Matos, numa luta pelo título de campeão nacional repleta de drama, cujo desfecho consagraria sempre pela primeira vez na carreira os dois protagonistas deste combate – João Ramos e Nuno Matos, separados por apenas 17 pontos à entrada para esta última ‘etapa’ da competição, mas ambos com a hipótese, decisiva nas contas finais, de deitar ‘fora’ o seu pior resultado da temporada. O último dia foi decisivo. Na última tirada do dia, ciente de que a única coisa que lhe restava era atacar, Nuno Matos começou a SS4 na frente, até João Ramos inverter a situação, passando a contar com uma segurança de 29s, mas problemas eletrónicos no Toyota a entregarem novamente o comando a Matos, posição
que o alentejano manteve até ao fim, apesar de um susto final, pois ficou sem direção assistida e terminaram com o carro a 125 graus, portanto podendo parar a qualquer momento.

2017: Segundo de Ricardo Porém
Apostado em vencer pela quarta vez consecutiva, Ricardo Porém entrou para a Baja Portalegre 500 com a possibilidade de voltara ser campeão nacional. Chegou a Portalegre na liderança da competição, 24 pontos na frente de Alexandre Franco, que sabia ser difícilmente fazer frente ao rival da Ford Ranger. Mas para o fazer precisava de estar no local certo à hora certa. Foi com essa perspectiva que começou a sua prova. Porém teve como mais forte adversário, João Ramos, que liderou até desistir e Porém aproveitou o abandono do adversário para conquistar o título e fazer o poker na última prova da Taça do Mundo de TT. O piloto de Leiria venceue assegurou o seu segundo título nacional de TT, depois duma temporada equilibrada em que Ricardo Porém soube ser melhor nos momentos decisivos. Entre os T2 foi Rui Sousa o vencedor, também ele Campeão, algo que se tornou ‘efetivo’ quando se soube da anulação da Baja TT Rota do Douro.

2018: João Ramos na ‘negra’
Há muito que o Campeonato de Portugal de Todo o Terreno não tinha uma disputa assim. Ao todo, foram cinco os pilotos que chegaram à derradeira prova com hipóteses matemátcas de ser campeões, numa luta que se estendeu até ao derradeiro metro do último setor seletivo do campeonato.
João Ramos acabou por ser o Campeão, ms teve que dar tudo até ao fim, sempre com o risco de algo lhe correr mal e poder perder. O leque de candidatos foi grande e a imprevisibilidade maior. João Ramos (Toyota Hilux) terminou o campeonato com 24 pontos de avanço para Hélder Oliveira (Mini Paceman), mas foi este que chegou a Portalegre na frente do campeonato. Curiosamente, foi o abandono de ambos em Idanha a Nova que levou a que fossem cinco os candidatos à entrada da Baja 500 Portalegre. Para além de João Ramos e Hélder Oliveira, Tiago Reis, Alejandro Martins e Pedro Ferreira também estavam na luta, e neste particular foi pena que Alejandro Martins não tenha marcado presença em Portalegre, devido ao seu acidente no Rali de Marrocos.
O Campeão de T2 foi mais uma vez Rui Sousa, que venceu quatro das seis provas, no T8 o triunfo foi para César Sequeira, depois de grande luta com Sebastião Dominguez.

2019: Tiago Reis campeão
Tiago Reis/Valter Cardoso foram os campeões de 2019, numa competição que teve luta até ao fim, já que depois do abandono de Alexandre e Pedro Ré, Tiago Reis e Valter Cardoso ainda tiveram que chegar ao fim e somar os pontos necessários, o que conseguiram, alcançando o título. Tiago Reis foi um excelente exemplo de que com um bom trabalho se pode chegar longe. Saiu da ‘Montanha’, competição que já lhe ‘dizia’ pouco, e foi para o TT. Sem nunca lá ter corrido, depois de duas épocas de evolução com o Mitsubishi Racing Lancer, chegou em 2019 ao título nacional. Não foi o mais rápido, mas foi muito consistente, pois a única prova em que não terminou no pódio deveu-se a problemas de transmissão no carro. Para lá chegar, em Portalegre, terminam a prova no sexto lugar, foram os melhores do CPTT. Precisavam de bater Alexandre Ré, andaram na luta, arrancaram para o derradeiro setor 4.4s atrás de Ré, mas a 60 Km do fim os irmãos ficaram pelo caminho e desde aí foi só levar o carro até ao fim.

2020: Oitavo título de Miguel Barbosa
Miguel Barbosa assegurou o seu oitavo título absoluto da sua carreira no TT. Numa época atípica, com cancelamento de provas pelo meio, quando o piloto da Toyota Hilux arrancou para a prova de Portalegre já era campeão, ainda que alguns adversários tivessem interpretado os regulamentos doutra forma, uma situação que levou a que os campeões de T2 e T8 necessitassem de alguns dias até estarem oficialmente confirmados.
À chegada a Portalegre Tiago Reis tinha vencido a Baja TT Vindimas do Alentejo, Miguel Barbosa a Baja TT ACP, João Ramos saiu vencedor na Baja TT do Pinhal e na Baja TT Capital dos Vinhos de Portugal, foi Alejandro Martins o melhor dos concorrentes do CPTT. Como se percebe, um campeonato muito equilibrado, mas que infelizmente para a competição, com o adiamento e posterior cancelamento da prova da Baja TT Idanha a Nova, isso impediu mais luta pelo título, acabando por ser a maior regularidade de Miguel Barbosa a fazer a diferença. Só com três resultados, um triunfo e dois segundos lugares, pontuou mais que os adversários com quatro.
No T2, os Campeões foram João Franco e Pedro Inácio, logo na sua primeira época nos autos. No T8, a questão do título foi ainda mais acirrada, já que tanto José Mendes, o Campeão como Francisco Barreto, segundo na competição, somaram 61 pontos, sendo o desempate a dar-se nos detalhes, favorável a Mendes.