A memória do triunfo de 1966 perseguiu Pauli Toivonen por vinte anos, até 1986.
Esta foi a época mais eletrizante da história dos ralis. Das seis marcas que se aliaram aos Grupos B, cinco estiveram presentes em Monte Carlo, e isso incluÃa a Citroën com o seu BX4TC.
A única falha foi a Ford, já que o RS200 não estava pronto, estando previsto, como aconteceu, estrear-se na Suécia. Foi uma prova muito extensa, 1.000 km de percurso de concentração, sendo que a distância total do evento foi de 4.000 Km. 36 especiais totalizando 867 km.
O Monte Carlo nunca tinha sido tão longo. E 1986 foi uma prova absolutamente dramática, que culminou com o triunfo de Henri Toivonen, no Lancia Delta S4, depois de um grande acidente numa ligação.
A luta com Timo Salonen foi fantástica. Para a história fica, para já, apenas o registo desta ter sido a última vitória de Henri Toivonen no Mundial de Ralis, e a primeira do seu navegador, Sergio Cresto, que se tornou também no primeiro co-piloto norte-americano a vencer uma prova do Mundial de Ralis.
Como se sabe, ambos morreram meses depois na Córsega.
Depois do Monte Carlo, tive a hipótese de perguntar ao Henri Toivonen como tinha reagido o seu pai, Pauli à notÃcia da sua vitória e depois de uma longa pausa com um suspiro pelo meio, Henri Toivonen disse-me que o seu pai lhe tinha dito que a nuvem negra que pairava sobre o nome Toivonen no Rali de Monte Carlo tinha-se finalmente desvanecido.
Martin Holmes, In Memoriam