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Grupo A: Quando os Ralis criaram ícones, carros de estrada’


Depois de tudo o que se passou no fatídico ano de 1986, o Grupo A, que se seguiu como pináculo dos ralis depressa voltou a preencher o coração dos adeptos. Depois dos livros Grupo 2, Grupo 4 e Grupo B, volumes que abrangem os anos entre 1946 e 1986, agora é a vez de revisitar a história do Grupo A, em mais um livro com a chancela insuspeita da McKleinPublishing, que estende essa cobertura até 1996.

Depois de vários acidentes fatais em 1986, os carros do Grupo B foram proibidos nos ralis e o Grupo A, carros de competição muito semelhantes aos de estrada, com uma produção mínima de 5.000 exemplares, tornaram-se na principal fórmula do Mundial de Ralis. Nos primeiros anos assistiu-se a um domínio quase completo por parte da Lancia, até que a Toyota se tornou no seu primeiro grande concorrente. Nos anos seguintes, Mitsubishi, Ford e Subaru juntaram-se à Toyota como os principais ‘players’ do WRC e nessa altura viveram-se momentos épicos na história do Mundial de Ralis.

O Grupo A não demorou muito a fazer esquecer, de algum modo, os autênticos ‘monstros, que anos antes brilharam nas estradas do Mundial de Ralis.

É verdade que no ano de 1987 o primeiro impacto (negativo) foi muito forte, mas não demorou muito até que todos percebêssemos que era aquele o caminho, e o que sucedeu nos anos seguintes veio dar razão à FIA.

Carros como o Lancia Delta Integrale, Ford Escort RS Cosworth, Toyota Celica GT-Four, Subaru Impreza e o Mitsubishi Lancer são absolutamente inesquecíveis. Não foi preciso esperar muito tempo para ver os novos Grupo A a suplantar as performances dos Grupos B. Mesmo que nunca se tenha regressado aos níveis de potência que se atingiram em 1986, a verdade é que a evolução dos componentes dos carros de ralis, especialmente as suspensões, levaram a que os registos dos troços depressa fossem ultrapassados pelos carros do Grupo A, nos ralis.

Em determinada altura, só em troços muito específicos, em que a potência do motor ainda se conseguiria sobrepor à eficiência do conjunto dos carros do Grupo A, é que as ‘bestas’ do Grupo B os poderiam suplantar. Os novos carros de Grupo A, apesar de muito menos potentes, eram bem mais eficientes, e tinham uma tração que os Grupos B nunca ‘sonharam’. Para além de que eram muito mais seguros, algo que depois do fatídico ano de 1986 se tornou ‘questão de honra’.

ColinMcRae e a Subaru: Dois ícones
A prematura saída da Lancia como equipa de fábrica nos ralis, no final de 1992, deixou um vazio que depressa foi colmatado por uma marca pouco conhecida na altura, mas que foi a que melhor utilizou o Grupo A para mudar por completo a visão que as pessoas tinham da marca.
E quando a ela se junto um piloto como Colin McRae, juntos, ambos tiveram um impacto incrível nos adeptos, ao ponto de ainda hoje serem dos mais falados na disciplina: Subaru e Colin McRae.
Considerado como um dos mais rápidos e instintivos pilotos da história, o escocês só foi campeão uma vez, mas conquistou o coração da grande maioria dos adeptos, ao mesmo tempo que a Subaru ganhava relevo na cena internacional dos ralis.
As oito épocas de Colin McRae ao volante dos Subaru da Prodrive não o tornaram no piloto que mais tempo competiu pela marca – essa marca pertence a Petter Solberg – mas foi Colin McRae o piloto mais marcante, pelo seu virtuosismo ao volante dos carros preparados pela Prodrive.

Foi McRae que deu à equipa a sua primeira vitória numa prova do Campeonato Mundial de Ralis, e foi McRae o primeiro piloto a vencer o Campeonato do Mundo para a Subaru.

O novo livro da McKleinPublishing, ‘Group A – WhenRallyingcreatedRoad Car Icons 1987-1996″, cobre os dez anos de Mundial de Ralis de 1987 a 1996 e dá uma visão geral dos principais eventos, os carros e equipas, as mudanças de regulamentos, tanto técnicos como desportivos, bem como resultados e muitas histórias de incidentes e ocorrências. Conta-se a história das mudanças e porque tinham de acontecer, as dificuldades iniciais e a falta de carros de Grupo A suficientes. Fazem-se revisões detalhadas de cada ano do Mundial de Ralis entre 1987 e 1996. Acompanha a evolução e desempenho dos carros, revela-se a forma como a FIA teve de se esforçar para acompanhar a evolução da tecnologia. Faz-se um exame detalhado das principais marcas e das suas equipas de fábrica e por fim conta a história da razão do porquê o Grupo A ter chegado ao fim, sendo substituído pelos World Rally Cars que ainda hoje correm.
O livro tem como autores, John Davenport e Reinhard Klein, tem 256 páginas, cerca de 450 fotos, é em Inglês e custa 49,90 euros. Pode adquiri-lo na www.mckleinstore.com.