‘Estórias do Rali de Portugal: ASFALTO, TERRA E NEVE NO MESMO TROÇO… SÓ NO RALI DE PORTUGAL!


Não deve haver muitos troços na história do Mundial de Ralis que se possam ‘gabar’ de colocar um desafio tripartido aos pilotos, como a especial da Freita do antigo Rali de Portugal. Realizada na serra que lhe dava o nome, era composta por 12,2 Km de asfalto e 12,0 Km de terra. Com exceção de 1991, ano em que choveu fortemente, com boa parte da especial a apresentar neve e gelo, ao melhor estilo do Rali de Monte Carlo (onde, claro está, os pilotos estão preparados para enfrentar esse tipo de situações). Dessa forma, calcule-se os ‘danos’ que criou na caravana, com vários despistes, alguns deles bem graves. Pelo caminho ficaram Armin Schwarz, que vinha a realizar uma excelente exibição, François Delecour, Christian Spiliotis e Alessandro Fassina, com o
francês da Ford a ter que se levado ao hospital, com uma luxação numa perna. Entre os que foram conseguindo passar, Fernando Peres revelava que “a neve chegava ao pára-choques do meu carro. Fiz oito quilómetros em primeira porque não era possível andar mais depressa. Na ligação parei ao lado do carro do
Fassina e comecei a senti-lo escorregar para o buraco. Só tive tempo de meter primeira e pirar-me dali”, disse. Com Carlos Bica passava-se algo semelhante: “O Fanã bem me avisava que a andar daquela foram iríamos penalizar em Arouca, mas eu não queria saber, era preferível isso a ficar naquele troço cheio
de neve. Só encontrava bocados de carros pelo caminho, pára choques, plásticos, não era possível andar naquelas condições”. Só no Rali de Portugal se fazia história assim!