Black Ice, o “monstro invisível” do Rali de Monte Carlo

O gelo negro é, sem dúvida, o “monstro invisível” do Rali de Monte Carlo. Ao contrário da neve, que se vê bem, o gelo negro é uma camada de gelo transparente que se forma sobre o asfalto. Por ser translúcido, a estrada parece apenas molhada, mas a aderência é, na prática, nula, para não dizer “negativa”, pois é bem possível que os carros ganhem velocidade depois de o piloto tentar travar.

O “Massacre de 1999”: Uma Lição Cruel

Há histórias marcantes onde o gelo negro mudou o destino do rali. O “Massacre de 1999” (Carlos Sainz e Richard Burns) é talvez o exemplo mais famoso de como o gelo negro pode dizimar um pelotão em minutos. Na primeira especial de 1999, o gelo negro causou o caos absoluto.

Carlos Sainz entrou na temporada como favorito, mas o seu rali durou apenas um minuto, pois deslizou numa curva à direita que já parecia um cemitério de carros, saiu de estrada e caiu em cima do carro de um batedor que já tinha saído de estrada no mesmo local! E os batedores já tinham alertado para a zona, mas mesmo assim…

Richard Burns, piloto da Subaru, também foi vítima do mesmo “espelho” de gelo. Ele admitiu que simplesmente não conseguiu travar; o carro deslizou como um trenó até à valeta.

Didier Auriol também derrapou com o Toyota e colidiu com esses carros. Os espetadores ajudaram a recuperar o carro e ele perdeu quase 5 minutos. Freddy Loix bateu numa ponte.

Dos 84 que largaram, 11 não conseguiram completar a primeira especial devido ao gelo negro. Cerca de 20% dos concorrentes do rali abandonaram ou ficaram presos na neve/gelo.

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