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Acha que o maior salto de Armin Schwarz no Rali de Portugal foi em Fafe com o Skoda Octavia? Olhe que não…


“O primeiro Rali de Portugal que disputei ficará gravado para sempre na minha memória. Estávamos em 1990 e eu era piloto oficial da Toyota. A história que escolhi para aqui recordar passou-se nesse ano, mais concretamente no troço do Gradil, o segundo do Rali. Iniciávamos aí a longa caminhada rumo ao norte. Lembro-me que, durante os reconhecimentos deste troço, verificámos que existia uma enorme lomba mas, na altura, ficámos com a dúvida se, durante o rali, e com maior velocidade, aquela lomba iria fazer o Celica saltar ou não.
Por via das dúvidas, marcámos no caderno um ponto de travagem. Durante o rali, viemos a constatar que havíamos subestimado aquela lomba, e de que maneira! Quando nos aproximámos do local, íamos a dar o máximo e “levantámos voo”. Quando chegámos ao ponto de travagem, já estávamos no ar e, quando pisei o pedal do travão, vi que todas as luzes do painel de bordo se acendiam. O voo foi terrivelmente longo e no interior do carro instalou-se um silêncio profundo quando o motor “cortou” após atingir o limite de rotações.

A aterragem foi bastante dura e os amortecedores dianteiros quase furavam o capot. Apesar do susto, fomos os mais rápidos no troço, mas nunca irei esquecer este salto que foi certamente mais longo que aquele que dei, anos mais tarde, em Fafe.

Confesso que o Rali de Portugal era um dos meus preferidos e tenho pena pelo facto de a prova ter perdido muito daquilo que a caracterizou no passado: asfalto, terra, dia, noite, chuva, sol e uma inacreditável moldura de espetadores por toda a parte. Continuo a sonhar poder, um dia, voltar ao maravilhoso Rali de Portugal de antigamente, o das minhas memórias…