MEMÓRIA, Duelos para a eternidade: Joaquim Santos X Joaquim Moutinho (1984-1986)


O desporto motorizado proporcionou algumas batalhas que ficarão para sempre gravadas na memória dos adeptos. Duelos onde dois homens superaram o limite das máquinas e, acima de tudo, superaram os seus próprios limites… e regressaram para contar. Rivais durante uma corrida, uma época ou a vida inteira, apaixonaram multidões nos ralis, na Fórmula 1 ou no motociclismo. No fundo, acederam à imortalidade pela sua coragem, talento e carisma.  Na maior parte dos casos, o AutoSport estava lá.

O que têm em comum Joaquim Santos e Joaquim Moutinho para além do nome próprio? Curiosamente, têm também o último nome já que ambos tinham Santos como apelido! Mas isso é apenas um pormenor curioso de dois pilotos que deixaram marcas no Campeonato Nacional de Ralis na década de 80 e que ajudaram a popularizar a modalidade com os seus empolgantes duelos e rivalidade. “Quim” Santos, ao volante do Ford Escort RS 1800 (e, depois, do super Grupo B Ford RS200), e Joaquim Moutinho, no popular Renault 5 Turbo, discutiram praticamente ao segundo os títulos de 1984 a 1986, com a vantagem a pender, nos últimos dois anos, para o piloto do “amarelinho da Renault”. Mas nem sempre a rivalidade foi pacífica.

Na última prova de 1984, Moutinho perdeu o título para Joaquim Santos quando os pneus do seu carro foram furados por uma barra de pregos colocada a meio de um troço, num acto anti-desportivo que muitos quiseram atribuir precisamente à equipa rival. uma alegação nunca provada, mas não restaram duvidas que esse foi o expoente máximo da rivalidade entre dois pilotos carregados de talento e virtuosismo e que juntos conquistaram 54 vitórias (39 Santos e 15 Moutinho) em provas do Nacional.

Joaquim Santos

Joaquim Moutinho