CRÓNICA: WRC 2017 são muito sensíveis às afinações

Por a 20 Abril 2017 08:31

O mês passado na nossa crónica referimos que os novos WRC parecem ser muito mais sensíveis às mudanças de afinação que os seus antecessores. As características do Rali da Córsega reforçaram essa ideia, e para além disso puniram bastante mais as imperfeições, como nenhum outro dos ralis anteriores; O que vimos na Córsega foi muito importante. Mais que nunca o set-up do carros foi importante face às condições. Nunca como até aqui, na Córsega, nos três ralis anteriores, as afinações tiveram tanta e direta importância no andamento dos carros. Houve casos em que uma afinação foi boa num dia e estava completamente desajustada no outro. Isto apesar das circunstâncias serem as mesmas, ou pelo menos, pensava-se que assim fosse.

Apesar de terem existido muitos testes e dos engenheiros terem podido mexer várias vezes nos carros, a FIA limita os dias e as localizações.

Nem todas as equipas têm oportunidade de testar na mesma zona e ao mesmo tempo, por isso o benefício dos testes pré-evento são uma lotaria. Basta que uma equipa escolha um tipo de piso que ‘emule’ melhor o que vão encontrar no rali para que, com esta tão sensível suscetibilidade’ dos carros, isso possa fazer a diferença entre ter um carro afinado de forma adequada ou que deixe os cabelos em pé aos pilotos.

Seja como for, 2017 tem sido um ano fascinante no WRC, pois ela primeira vez na história desde 1986, quatro equipas diferentes venceram as quatro primeiras provas do ano. Apesar do andamento que mostrou nas duas primeiras provas, os ‘azares’ de Thierry Neuville tinham impedido que a Hyundai tivesse ganho alguma prova, mas desde o Rali da Córsega que isso mudou.

Mas olhando para o filme global, e pensando no que está a acontecer, será que os carros de 2017 representam de facto uma espetacular escalada de progresso técnico? Ainda é cedo para dizer, mas há sinais bons e maus. Por exemplo, na Suécia, Latvala bateu recordes e velocidade média, embora isto possa ter sido resultado de algumas modificações nos troços que os tornaram globalmente mais rápidos. Por outro lado, o Rali da Córsega foi a primeira vez em que houve uma “igualdade de condições” de avaliação dos carros novos, e o estranho é que a velocidade média de Neuville na prova deste ano, num rali que foi exatamente igual ao do ano passado, ainda que realizado seis meses mais cedo, foi um quilómetro por hora mais baixa. Isto significa o quê?

Martin Holmes

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    1 Comentário em "CRÓNICA: WRC 2017 são muito sensíveis às afinações"

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    g-rod
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    Significa que as equipas ainda andam a aprender como os diferenciais centrais funcionam e que esse é o principal factor de variação no “setup” de todos os carros. Por isso é que os carros actuais ainda não atingiram a diferença de velocidade expectável face aos WRC 2016 (apesar de o 3º citroën [DS3 WRC 2016] ter demonstrado que é mais lento, nos 3 primeiros rally do ano).

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