LEMBRA-SE DE BRUNO GIACOMELLI: O filho do fazendeiro


Bruno Giacomelli nasceu em Brescia – e, só por isso, o seu destino estaria traçado, desde que ele alimentasse a paixão pelo desporto automóvel. E, na verdade, ao nascer em 1952, ainda apanhou um pouco do cheiro do óleo queimado deixado pelas últimas e dramáticas edições das Mille Miglia.
Porém, não foi fácil a sua ascensão ao Olimpo do automobilismo de competição.

Bruno nasceu numa pequena vilória, filho de um fazendeiro sem muitas posses. Por isso, só com 20 anos se estreou nas corridas, no seu caso na Fórmula Ford, com um Tecno. Logo a seguir a essa experiência, entrou para o serviço militar e só aos 23 anos voltou às pistas. Os bons resultados então conseguidos
na Fórmula Italia – provando que, apesar de não ter nascido nos dias de Lua Cheia, tinha talento suficiente para vingar – bastam- lhe para o encorajar a rumar até Inglaterra, sagrando-se campeão de F3 em 1976. No ano seguinte, sobe mais um degrau, até à F2; com um March, venceu três corridas nesta sua primeira época, terminando quinto no campeonato.

O ano de 1978 será o da consagração, ao vencer oito das 12 corridas do campeonato, conquistando o título. Mas, já então, o seu talento tinha levado a McLaren a dar-lhe um terceiro carro no GP de Itália de 1977, experiência que continuou no ano seguinte, onde correu quatro GP. Na F1, contudo, o nome
de Giacomelli está para sempre ligado à Alfa Romeo, desafio que aceita a partir de 1979 e até 1982.
O seu melhor resultado foi um pódio em Watkins Glen, em 1980. Trocou a F1 pelo Champ Car em 1984, mas voltou em 1990, com a Life, que foi um fiasco. Disputou 82 corridas de F1. Hoje, vive retirado na vila de Roncadelle.