Partilhar melhor as receitas da F1 para garantir o futuro

Por a 20 Março 2017 14:46

Ross Brawn tem pela frente uma difícil tarefa, negociar um ‘Pacto da Concórdia’ com todas as equipas da F1 com o objetivo de existir mais coletividade entre todos em nome de um bem-comum. A chegada da Liberty trouxe perspetivas positivas a vários níveis na F1. A nível comercial pretende-se dar mais justiça a nível comercial a todas as equipas e para isto preparam-se mexidas nos prémios da FOM (Formula One Management), que hoje privilegia pelos resultados, ou seja, quem tem maior orçamento. O objetivo é a partir de 2020 existir um novo acordo comercial que permita que a distribuição dos valores seja mais justa e que consiga equilibrar a F1 como um todo. Mas Brawn espera dificuldades nestas negociações e pretende evitar uma novela mexicana, esperando que as equipas mais ricas se sacrifiquem pelo bem da F1.

“Vão existir sempre diferenças de opinião, pontos de vista distantes e as coisas podem ficar quentes por vezes, mas existe uma disposição para cooperar”, afirmou Ross Brawn. “O que está em negociações é a distribuição de receita, temos de começar por aí para começarmos a encontrar soluções. Não queremos ter uma ‘novela mexicana’ em 2020, foi isso que aconteceu na última vez”, explicou o britânico, falando sobre o último Pacto da Concórdia, celebrado no fim de 2012 e que ficou marcado por uma guerra sobre o dinheiro e que envolveu a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), a FOM e as equipas.

Brawn explicou que, pelo bem da F1, as equipes de maior poderio financeiro precisam ceder nas negociações e lembrou o caso do futebol americano. “Houve uma altura na NFL que existia um sistema de receita muito distorcido, e as duas principais equipas conseguiam a maior parte do dinheiro, enquanto o resto sofria. Estas duas equipas sacrificaram a sua posição para ter uma solução equitativa”, comentou o dirigente. Isto tornou a competição muito mais bem-sucedida, porque houve uma maior propagação da marca, aquelas duas equipas passaram inclusive a receber mais do que antes porque a NFL tornou-se muito mais bem-sucedida”, complementou Brawn, prevendo um grande desafio para os próximos três anos. “Há uma lição para nós lá. É um grande exemplo do equilíbrio entre a modalidade e comercialismo. A questão é fazer crescer todo o negócio. Se vamos conseguir fazer isto? Vai ser um grande desafio, mas podemos tentar”, acrescentou o diretor desportivo para a F1.

Rodrigo Fernandes

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