GP Singapura F1: Notas AutoSport (Parte II)

Por a 18 Setembro 2018 18:24

Continuação da avaliação dos pilotos e equipas no GP de Singapura.

 

Sauber – Leclerc de volta aos pontos

Depois da notícia da sua promoção à Ferrari, o monegasco fez questão de celebrar com um regresso aos pontos. Depois de 5 corridas fora do top 10, o jovem da Sauber voltou a arrecadar pontos para a sua equipa, num fim de semana em que todos os holofotes estiveram sobre ele. Soube gerir a pressão da melhor forma e fez uma corrida muito boa e a prova está na ultrapassagem a Gasly, onde não se precipitou e esperou pelo erro do seu colega e amigo, cujos pneus já estavam “no arame”. Mais uma prova de que tem tudo para ser a escolha certa para o lugar na Ferrari. Marcus Ericsson esteve naquele lote de pilotos que não ajudou à festa. Discreto, sem chama e sem argumentos em pista, com um ritmo longe do seu colega de equipa, Ericsson juntou-se ao clube dos pilotos que ficaram demasiado na sombra dos colegas nesta corrida.

Charles Leclerc: Nota 8

Marcus Ericsson: Nota 6

Sauber: Nota 7

 

Toro Rosso – Longe do esperado

Para uma equipa que no ano passado deu um carro capaz de lutar pelo quarto lugar, as prestações deste fim de semana deixaram a desejar. Gasly não esteve particularmente brilhante e a estratégia escolhida pela equipa talvez não tenha sido a mais adequada para quem tinha de tentar algo diferente, depois de uma qualificação menos positiva. 13º foi o melhor que o francês conseguiu, novamente à frente de Hartley que voltou a não mostrar nada de mais. Surgiu na TV depois de uma manobra pouco inteligente de Sirotkin, mas de resto pouco se viu do neozelandês que parece ter a sentença feita para 2018.

Pierre Gasly: Nota 5

Brendon Hartley: Nota 4

Toro Rosso : Nota 4

 

Williams – Não há milagres

Numa pista com uma exigência tão grande ao nível dos chassis, não se esperava que a Williams sacasse um coelho da cartola. O que se viu foi o previsto, com pouco andamento e sem capacidade para mais. Sirotkin foi uma das estrelas, ao levar Pérez ao desespero, o deu origem a uma atitude claramente latina e pouco depois fez algo incompreensível com Hartley. O russo foi um dos destaques da corrida, e foi elogiado pela equipa, pela capacidade que teve de se defender. Parece ter conquistado os responsáveis da Williams. Já Stroll passou entre os pingos da chuva e sem grandes alaridos subiu até ao 14º lugar, o que não é mau dada a capacidade do material à disposição.

Lance Stroll: Nota 6

Sergey Sirotkin: Nota 6

Williams: nota 4

 

Haas – Prestação tão sombria quanto a noite

Claramente o chassis da Haas não gosta de citadinos. No Mónaco tiveram muitos problemas e em Singapura voltou  a acontecer o mesmo. Grosjean voltou a dar nas vistas na qualificação, mas a estratégia de corrida não ficou beneficiada com a obrigatoriedade de largar com os hiper-macios da qualificação. Caiu na classificação depois da primeira paragem e a partir daí nunca mais apanhou o “comboio dos pontos”. Ainda atrapalhou Hamilton na corrida, mas dada confusão em pista naquela altura é quase desculpável o que aconteceu. Foi penalizado por desrespeito às bandeiras azuis, o que também se aceita. Já Magnussen… sai de Singapura com a compensação de ser o homem que assinou a volta mais rápida, a primeira da sua carreira e a primeira da Haas. Tudo o resto foi um deserto, começando pela péssima qualificação e acabando na corrida.

Romain Grosjean: Nota 6

Kevin Magnussen: Nota 5

Haas: Nota 4

 

Force India – Furacão Pérez causou estragos 

Uma noite para esquecer. A equipa mostrou potencial para sair de Singapura com pontos no bolso, mas o incidente da primeira volta foi o prólogo do que viria a acontecer. O toque de Pérez com Ocon é desculpável pois o mexicano parece mais concentrado no carro da sua esquerda. Ocon pagou o preço pela tentativa audaz de passar o seu colega por fora.  Já o incidente com Sirotkin… não pode ser desculpável. Pérez perdeu o controlo e bateu contra o russo depois de muitas voltas atrás do Williams. Pérez admitiu o erro e desculpou-se. Um dia negro para o mexicano que estava a ser melhor que o seu colega de equipa.

Esteban Ocon:  Nota 5

Sérgio Pérez: Nota 3

Force India: Nota 6

 

Próxima prova está agendada de 28 a 30 de Setembro em Sochi, Rússia

Segunda parte da avaliação aos pilotos e equipas no GP de Singapura

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    Foi nítido que Perez foi Dick Vigarista. Ele jogou o carro pra cima do Ocon, como fez com Sirotikin. Pilotin tbm em fim de carreira. Não passa disso. Ocon é muito mais piloto do que ele.

    Carlitos 01
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    Carlitos 01

    Claro que é!

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