Fórmula 1: Não há volta a dar… apenas 3 motores em 2018

Por a 6 Dezembro 2017 16:54

Christian Horner tem feito campanha para tentar retificar os regulamentos que preveem o uso de apenas 3 motores em 2018, mas com o consenso difícil de atingir (como habitual na F1), especialmente por parte da Ferrari, a regra irá mesmo para a frente.

Jean Todt foi perentório em afirmar que embora insatisfeito com a situação atual e com o acumular de penalizações que foi visto nos anos recentes, tendo em conta que nem todas as equipas estavam dispostas à mudança, nada pode ser feito.

“Foi algo que foi decidido há algum tempo atrás. Ainda há pessoas a pensar que a melhor ideia seria usar apenas um motor por ano. Tivemos reuniões com as equipas e para algo ser mudado tem de haver 100% de concordância. Como não houve unanimidade, não se pode mudar os regulamentos.”

Para o presidente da FIA, o objetivo das restrições de motores é claro e passa pelo corte de custos. Na época em que não havia limitações, houve exageros e as equipas pequenas não podiam competir com o nível de custos que existia. Para a FIA o uso de um número ilimitado de motores não é problema, mas é um problema para as equipas pequenas, que teriam de pagar uma fatura demasiado pesada para a sua realidade.

Horner, por seu lado, mantem a sua posição e espera para 2018 um campeonato recheado de penalizações. A questão do corte de custos é falsa pois as equipas não vão comprar apenas 3 motores e terão de ter material para substituição que irá acompanhar as equipas durante o campeonato. E se Wolff apontou o dedo ao responsável da Red Bull por ser um dos principais causadores desta regra, Horner foi rápido a responder e dar o exemplo de Lauda, que exprimiu a mesma vontade de manter pelo menos os 4 motores para 2018.

O número de penalizações chegou a roçar o ridículo em algumas ocasiões e só este ano tivemos mais de 800 lugares perdidos por penalizações dadas. A Honda foi a marca que mais colecionou penalizações, seguidos da Renault, com níveis de fiabilidade que estiveram longe do ideal.

Num campeonato que precisa de mais emoção em pista e mais lutas, se o campeonato ficar decidido por penalizações os fãs terão motivos para se sentirem frustrados. Faz parte do desporto motorizado ver pilotos perder corridas ou campeonatos por falhas técnicas mas as penalizações exacerbam a situação e os pilotos são prejudicados duas vezes. Se um piloto partir um componente no meio da corrida, terá de abandonar a prova e como se isso não bastasse, tem de cumprir mais uma penalização na corrida seguinte, podendo pôr em causa o fim de semana.

Não deixa de ser verdade que as penalizações são necessárias para obrigar a uma maior fiabilidade, mas por outro lado, este sistema parece ser demasiado exagerado. Mas teremos de nos preparar para mais do mesmo em 2018.

A FIA impôs a regra de três motores na F1 em 2018

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    Ou seja, um campeonato de penalizações… resta saber “o que se vai esconder” para “fugir” aos regulamentos… isso se verá pelo andamento e fiabilidade…

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