LEMBRA-SE DE: Álvaro Parente esteve com um pé na Fórmula 1


No mesmo fim de semana de 2009 em que o piloto português Álvaro Parente dava a primeira vitória à Ocean Racing Technology de Tiago Monteiro na primeira corrida da GP2 em Spa, ficou a saber-se que estava perto de assegurar um volante numa das novas equipas de F1 em 2010, a Virgin (ex-Manor).

A Virgin Racing (nome adoptado pela Manor) estava muito interessada nos seus serviços. Os bons resultados do piloto português nas últimas corridas de GP2, culminando no domínio total que exerceu em Spa-Francorchamps tanto na qualificação como na primeira corrida de Spa, deixaram bem claro que Parente tinha talento mais do que suficiente para ascender à F1 e como a Virgin Racing queria ter um jovem de qualidade ao lado dum piloto experiente no seu primeiro ano nos Grandes Prémios, o nome do português estava no topo da lista de preferências dos ingleses.

A favor de Parente jogava muito o facto de Nick Wirth, o homem forte do departamento técnico da nova equipa, ser um adepto incondicional das suas qualidades, pois o português preparou o teste com a Renault, dois anos antes, no simulador da sua empresa e impressionou-o bastante.
Junte-se a isto o facto de Christhian Silk, que era o engenheiro responsável pela equipa de testes da Renault, estar na altura na Virgin Racing como engenheiro-chefe, e o português passou a ter dois defensores da sua candidatura no seio da equipa.

Como é evidente o dinheiro também tinha um papel importante na decisão final dos homens da Virgin Racing, pois ao piloto jovem que pretendem contratar são exigidos fortes apoios financeiros.

As perspectivas eram boas, mas como se sabe, nunca aconteceu. A Virgin Racing apresentou o seu monolugar VR01 e a equipa para 2010 mas sem a presença de Álvaro Parente. Problemas com prometidos apoios do Turismo de Portugal, selaram o destino: “O ITP decidiu por razões que eu ou os meus representantes desconhecemos não cumprir o acordo a que tinha chegado com a Virgin Racing F1. A 4 e a 6 de Novembro ficou definido que o ITP seria Team Partner da equipa. Os seus responsáveis reafirmaram o seu interesse em patrocinar a equipa de F1 e decidiram qual seria o valor da sua participação”.
O Turismo de Portugal confirmou posteriormente os contactos para um potencial patrocínio, mas negou ter chegado a qualquer acordo.

Algum tempo antes, Parente tinha sido ‘profético’: “Ao longo destes anos também aprendi que os resultados não bastam para se chegar à Fórmula 1. Toda a gente sabe que o meu objectivo é estar lá mas é importante garantir apoios para que isso aconteça. Estamos no bom caminho mas ainda não há nada confirmado”.