GP São Paulo F1: As estratégias e a incógnita da meteorologia
A Pirelli delineou as principais estratégias de pneus para o Grande Prémio de São Paulo, em Interlagos, prevendo uma corrida taticamente exigente e com gestão delicada do desgaste. A opção mais rápida, segundo as simulações do fornecedor oficial, deverá ser uma estratégia de uma paragem – macio > médio. Contudo, este plano é considerado muito marginal em termos de degradação, especialmente nas voltas iniciais.
A situação é ainda mais crítica para os dez primeiros classificados, já que nenhum deles dispõe de pneus macios novos, ao contrário dos pilotos que partem de posições mais recuadas, que poderão beneficiar de compostos frescos para atacar nas primeiras voltas.

A Pirelli indica que as estratégias macio > médio > médio (paragens entre as voltas 18-24 e 43-49) e macio > médio > macio (paragens entre as voltas 20-26 e 44-50) apresentam tempos por volta muito próximos da opção de uma só paragem. No entanto, a segunda e terceira paragens aumentam o risco de perder tempo em ultrapassagens, o que poderá influenciar a decisão final das equipas.
Assim, muitas formações deverão entrar em prova com duas estratégias preparadas — um Plano A (uma paragem) e um Plano B (duas paragens), prontos para ajustar conforme a evolução do desgaste ou da corrida.

Quanto aos pilotos que largam no fundo do pelotão, como Max Verstappen, a tradicional aposta seria iniciar com pneus duros e alongar o primeiro turno à espera de um Safety Car. Contudo, esta solução não parece vantajosa em Interlagos, uma vez que o composto duro está a revelar baixa aderência e degradação térmica elevada, comportamento semelhante ao observado em Barcelona.
Degradação do primeiro stint é preocupação
Segundo Mario Isola, responsável da Pirelli “com temperaturas ligeiramente mais baixas e uma pista ainda verde, o pneu duro provavelmente não será uma boa opção”. Mesmo assim, quem o quiser usar poderá fazê-lo em estratégias do tipo macio > duro (paragem entre as voltas 16-22) ou médio > duro (20-26).
“Se olharmos para os dados da Sprint, alguns conjuntos de macios estavam no limite com cerca de 20 voltas. Se o plano for tentar uma estratégia de uma paragem macio-médio, a janela de paragem deverá ser entre as voltas 24 e 30, por isso o desgaste no primeiro turno é uma preocupação”, afirmou Mario Isola.
“É provável que a corrida seja em piso seco, mas com temperaturas mais baixas do que no sábado e uma pista com pouca aderência. As equipas estão focadas nos pneus macios e médios, mas se alguém quiser usar o duro, ambas as opções – macio > duro ou médio > duro – são possíveis.”
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— Formula 1 (@F1) November 9, 2025
Meteorologia incerta
As previsões meteorológicas indicam 40% de probabilidade de chuva no início da corrida, caindo para 20% na segunda hora, antes de voltar a subir no final do dia. Embora o Grande Prémio de São Paulo deva decorrer, em princípio, sob condições de pista seca, a instabilidade atmosférica poderá acrescentar uma dose extra de imprevisibilidade à estratégia das equipas.
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