GP Portugal F1, Mario Isola (Pirelli): “Há falta de dados dos ‘stints’ longos”

Por a 24 Outubro 2020 09:02

A Pirelli testou ontem em Portugal, pela primeira vez, os protótipos de pneus de 2021, mas Mario Isola, responsável máximo da marca italiana de pneus está preocupado com as longas interrupções do segundo treino livre que tiraram muito tempo de pista às equipas. Valtteri Bottas foi o mais rápido nas duas sessões, neste regresso da Fórmula 1 a Portugal pela primeira vez desde 1996.
As condições de pista foram mistas ao longo do dia com as temperaturas da pista a flutuarem. Isto acrescentou mais à dificuldade de manter os carros numa pista de asfalto escorregadio e ‘verde’.
Durante a primeira meia hora do segundo treino livre todos os pilotos tiveram a sua primeira prova do que poderão ser os pneus para o próximo ano, experimentando diferentes protótipos de 2021 num teste às ‘cegas’ com o plano de corrida definido pela Pirelli. Ou seja, só a Pirelli sabia o que cada piloto tinha montado, e fê-lo para evitar que as equipas começassem já a recolher dados.
Cada equipa recebeu três conjuntos de protótipos para testar, sendo que num carro fez-se stints mais longos, enquanto o outro se concentrou numa comparação em séries curtas de voltas. A sessão foi interrompida por duas longas paragens devido a bandeiras vermelhas, depois do AlphaTauri de Pierre Gasly ter pegado fogo. Seguiu-se outra bandeira vermelha, quando Max Verstappen e Lance Stroll colidiram.
Como resultado destas interrupções, as equipas só conseguiram rodar o pneu macio durante a última meia hora da sessão.
Como houve pouco tempo de ‘pista’ em todos os compostos e um elevado grau de evolução da pista (o que é natural para uma pista ‘verde’), as margens de tempo entre cada pneu só podem ser estimadas, mas para já parecem estar cerca de 0,9 segundos entre os compostos duro e médio, e 0,6 segundos entre o médio e suave. Para esta corrida e também para a Turquia, a atribuição padrão de pneus foi ajustada, com menos um conjunto de pneus macios e um conjunto extra de pneus duros para lidar com a severidade de ambos os circuitos: “Foi muito útil para nós rodarmos com os protótipos de pneus não marcados de 2021 durante os primeiros 30 minutos do TL2, pois reunimos muitos dados que serão relevantes à medida que validarmos a especificação dos pneus para o próximo ano. Um grande obrigado a todas as equipas e pilotos pela realização deste importante teste. Como resultado da realização do teste, bem como das longas interrupções do TL2, as equipas completaram menos voltas do que o habitual, e por isso há falta de dados sobre séries longas de voltas com os pneus de corrida nomeados. Isto será definitivamente um desafio para o resto do fim-de-semana, uma vez que Portimão é uma pista novinha em folha no calendário, com a qual ninguém está familiarizado. Pela manhã, devido à pista ‘verde’, experimentámos algum granulado – o que não foi uma grande surpresa dadas as circunstâncias. Como esperado, a situação melhorou durante o resto do dia, com muita evolução da pista, sem dúvida ainda por vir, à medida que mais borracha é colocada no asfalto”, disse Mario Isola, responsável máximo da Pirelli na F1.

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