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GP HUNGRIA F1: NOTAS AUTOSPORT | AutoSport

GP HUNGRIA F1: NOTAS AUTOSPORT

Por a 2 Agosto 2021 17:06

Por: Fábio Mendes e Pedro Mendes

Alpine – Corrida (Ocon)trário
Que grande corrida de Esteban Ocon! O jovem francês não tem tido vida fácil na F1, com um indesejado ano sabático a interromper uma evolução que parecia prometedora. O regresso à competição foi duro e demorou a encontrar o ritmo, mas aos poucos voltou a ser o Ocon dos tempos da Force India. Este ano começou da melhor maneira mas depois da renovação de contrato, a performance baixou e foi preciso uma troca de chassis para regressar à normalidade. Na Hungria foi-lhe servida uma oportunidade em bandeja de ouro, mas Ocon tem todo o mérito de não ter desperdiçado a oferta. Liderou a prova com inteligência, calma e compostura, fez tudo na perfeição e aguentou os constantes ataques de Sebastian Vettel. Teve também a preciosa ajuda de Fernando Alonso, que esteve imperial na forma como se defendeu de Lewis Hamilton, quebrando ali o intento do britânico em chegar à frente da corrida. Alonso mostrou como se deve defender com agressividade, no limite, mas sem o ultrapassar. Duas grandes exibições, ajudadas pela equipa que fez os melhores pit stops do ano. É difícil chegar à perfeição mas o trabalho de equipa da Alpine andou muito perto disso.

Alpine – Nota 10
Esteban Ocon – Nota 10
Fernando Alonso – Nota 10

Aston Martin – Terminam uma excelente corrida, sem pilotos classificados
Foi um monumental balde de água fria! Depois de uma corrida na expectativa de poder vencer, Sebastian Vettel é desclassificado devido a uma questão técnica. O alemão foi um dos melhores pilotos em pista, no curto pelotão que terminou a prova, até sendo de estranhar que tenha sido um dos 3 pilotos mais votados do “driver of the day”. 
O acaso, o caos – chamem o que quiserem – colocou Vettel perto da liderança da corrida e o piloto bem tentou, mas o dia seria de Esteban Ocon. Não merecia de facto, ser prejudicado por uma questão técnica, mas as regras existem e ao contrário do que se lê, prejudicou mais Vettel e a Aston Martin, do que beneficiou alguém. 
Lance Stroll acaba por ficar ligado à confusão da primeira curva, levando à frente Charles Leclerc após falhar a travagem. 
A nota dada à equipa tem por base a desclassificação de Vettel. Tendo ou não culpa pelo facto, é responsabilidade da equipa ter em atenção o regulamento técnico, assim como é responsabilidade dos pilotos ajustarem a sua condução ao estado da pista e saber quando travar. 

Aston Martin – Nota 4
Lance Stroll – Nota 2
Sebastian Vettel – Nota 9

Mercedes – Strike de Bottas e grande recuperação de Hamilton
A corrida começou da pior maneira para a Mercedes com um carro envolvido num incidente. Valtteri Bottas falhou completamente a travagem o que comprometeu a sua prova e a de outros pilotos. Não era isto que Bottas tinha pensado para a última corrida antes da pausa de verão, em que Toto Wolff irá decidir o futuro colega de Hamilton. Bottas errou, pediu desculpa mas o mal está feito. Já Lewis Hamilton voltou a fazer uma grande recuperação. Estava na frente da corrida quando tanto ele como a equipa erraram e deixar o piloto ficar em pista com os pneus intermédios que claramente eram a pior opção. Depois da troca para slicks caiu para último. O caso parecia mal parado, mas Hamilton iniciou uma recuperação tremenda, graças também à estratégia gizada pela equipa. Só não deu mais porque Alonso foi quase intransponível, mas Hamilton esteve novamente em grande. Saiu da Hungria novamente líder e apesar das limitações físicas no final da prova, mostra que está com a corda toda para lutar pelo título.

Mercedes – Nota 8
Lewis Hamilton – Nota 9
Valtteri Bottas – Nota 3

Ferrari – Dividida entre o desalento e o otimismo
Mais uma equipa que ficou sem um dos seus carros na primeira volta. Carlos Sainz não foi feliz na qualificação, enquanto o seu colega de equipa conseguiu colocar-se atrás de Pierre Gasly e Lando Norris, no sétimo posto da grelha. Quando as luzes se apagaram e os carros chegaram à curva 1, tudo mudou. Leclerc, visivelmente agastado, ficou de fora da corrida e Sainz conseguiu escapar. Lutou como pôde para terminar no pódio, mas ainda que conseguisse aguentar o compatriota Fernando Alonso durante algum tempo, Lewis Hamilton acabou por lhe roubar o terceiro lugar. Claro que com a desclassificação de Vettel, Sainz acaba por conseguir o pódio desejado. Mais que o pódio alcançado, o desempenho dos Ferrari tem sido muito bom e a equipa pode encarar o resto da época com otimismo. 

Ferrari – Nota 7
Carlos Sainz  – Nota 8
Charles Leclerc – Nota 7

Alpha Tauri – Bons pontos
A Alpha Tauri foi uma das equipas que mais lucrou neste fim de semana. Depois de um par de corridas menos conseguidas, Pierre Gasly voltou ao nível habitual e fez uma boa corrida, tal como Yuki Tsunoda que, no entanto, voltou a errar nos treinos, com uma saída de pista desnecessária que lhe roubou tempo de pista valioso. Na corrida voltou a mostrar pouco controlo emocional quando a equipa lhe pediu para deixar passar Gasly. É um jovem com muito potencial mas ainda com muitas arestas para limar e que precisa, além de mais maturidade, outro tipo de postura em pista. Gasly é claramente o “patrão” da equipa e o que faz justifica esse rótulo, até pela recuperação que conseguiu depois de ter evitado o acidente como pôde e ter caído para o fim da grelha. 

Alpha Tauri – Nota 7
Pierre Gasly – Nota 8
Yuki Tsunoda – Nota 6

Williams – Sorrisos e pontos a dobrar
Se o céu quase desabou para algumas equipas, o contrário aconteceu à Williams. No dia tão desejado para George Russell, ou seja, o dia em que finalmente chegou aos pontos, foi o mesmo dia em que o seu companheiro terminou numa posição à sua frente. Ingrato, mas Russell nem deve ter reparado. Gostamos da forma como Russell encarou a corrida e avisou a equipa que fazia o que fosse necessário para Nicholas Latifi manter o terceiro posto que ocupava na altura. Um sacrifício que não foi preciso, já que o canadiano não aguentou o posto até ao fim. E se a qualificação não correu bem à equipa e ficou com os dois pilotos eliminados na Q1, a corrida compensou e terminaram a primeira metade da época com uma festa, de certeza. 

Williams – Nota 9
George Russell – Nota 9
Nicholas Latifi – Nota 10

Red Bull – Para esquecer
É duro para a Red Bull perder a liderança dos campeonatos antes da férias, mais ainda da forma como aconteceu. O incidente envolveu os dois carros da equipa, num duplo golpe de azar. Sergio Pérez ficou arredado e não conseguiu dar o seu contributo, depois de um arranque de fim de semana negativo, muito longe do andamento de Max Verstappen.  Já o #33 tentou tudo, lutou até ao fim, com muitos danos no seu carro e conseguiu um ponto, que pode parecer pouco olhando para o panorama geral, mas que pode ser fundamental no futuro. Verstappen não desistiu, lutou contra um carro claramente longe do ideal mas não baixou os braços. A Red Bull, como equipa, fez o que pôde e mesmo com uma performance um furo abaixo da Mercedes, estava pronta para dar luta até ao fim. Na corrida voltaram a fazer a paragem mais rápida do ano e tentaram tudo para chegar aos pontos o que conseguiram, mas foi um prémio demasiado pobre para o que a equipa queria.

Red Bull – Nota 8
Sergio Pérez-  Nota 5
Max Verstappen – Nota 8

Alfa Romeo – Um ponto que não mascara as dificuldades
A Hungria foi um amealhar de erros por parte da Alfa Romeo. Terminaram com Kimi Raikkonen nos pontos, já depois da desclassificação de Vettel, mas Antonio Giovinazzi ficou atrás de um Haas e só não ficou atrás de dois, porque o seu colega de equipa bateu em Nikita Mazepin no pitlane e terminou a corrida do #9. Faltou concentração para tentar bater a Williams, logo no fim de semana que os seus principais rivais pontuaram a dobrar. Para atingirem o seu objetivo, pede-se à estrutura ítalo-suíça que seja mais suíça que italiana.

Alfa Romeo – Nota 4
Kimi Raikkonen – Nota 5
Antonio Giovinazzi – Nota 4

McLaren – Um golpe duro
A McLaren também foi uma das afetadas com o incidente da curva 1 e ficou sem armas para tentar um bom resultado. Lando Norris, depois de mais uma boa qualificação e de um excelente arranque ficou de fora, sem culpa e interrompeu a série de 15 corridas a pontuar, um final inglório para o piloto que mais vezes seguidas acabou nos pontos para  a McLaren. Já Daniel Ricciardo parecia não estar a dar continuidade à boa prestação de Silverstone, com uma qualificação pobre, mas tem uma forte atenuante para a corrida pois o seu monolugar ficou muito danificado e difícil de pilotar. Sem culpa, a equipa viu a Ferrari aproximar-se no campeonato (igualdade pontual), um final amargo para uma equipa que podia ter marcado muitos pontos em Hungaroring. 

McLaren – Nota 7
Lando Norris – Nota 7
Daniel Ricciardo- Nota 5

Haas – Mick Schumacher respondeu a Günther Steiner
Ainda deu para sonhar com pontos, mas com a corrida a voltar ao seu “normal funcionamento”, faltou carro a Mick Schumacher. O alemão ainda recebe os nossos pontos pelas defesas mais “musculadas”, mesmo que Max Verstappen estivesse a competir com meio Red Bull. Foi a resposta ao chefe de equipa (que não se deve ter incomodado muito) às críticas sobre o acidente do piloto no terceiro treino livre.
Desta vez até tivemos pena de Nikita Mazepin. Era uma corrida para poder dar nas vistas por bons motivos, mas quando se dirigia à box para trocar os intermédios pelos slicks, Raikkonen sai disparado e bate no eixo dianteiro do Haas. Fim de corrida e férias antecipadas.

Haas – Nota 7
Nikita Mazepin – Nota 6
Mick Schumacher – Nota 7

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2 Comentários
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vitor-m-luz
vitor-m-luz
1 mês atrás

Botas nota 3? Só se for menos 3. Depois do acidente que provocou em que eliminou logo 4 carros ainda recebe nota 3. Pelo amor da Santa que beneméritos. 

letsme
letsme
Reply to  vitor-m-luz
1 mês atrás

4 carros? Quais 4 carros?

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