F1: Romain Grosjean: Feliz por estar vivo, quer correr em Abu Dhabi

Por a 2 Dezembro 2020 14:19

Em entrevista a um televisão francesa, Romain Grosjean falou sobre o horrível acidente que sofreu no GP do Bahrein, e da forma como tudo se processou e já deixou claro que vai fazer todos os possíveis para marcar presença no GP da Abu Dhabi, porque não quer que o acidente marque o fim da sua presença na F1: “A minha carreira de F1 não pode terminar assim. Disse a mim mesmo que tinha de sair de lá, pelos meus filhos”, começou por dizer o francês que disse sentir-se cada vez melhor: “Estou a ficar cada vez melhor, mas obviamente ainda tenho dores em algumas partes do corpo, mas está tudo bem. Tendo em conta o que aconteceu, acho que a dor não é muito má. Estou feliz por estar vivo e por estar aqui a falar convosco” disse Grosjean que já pensa no regresso. Vai, logicamente, perder esta segunda corrida no Bahrein, mas não exclui um regresso para o GP de Abu Dhabi, segundo diz, para que o acidente “não seja a forma como termino a minha carreira na F1”, disse.

Há muito que se sabe que Grosjean, tal como Kevin Magnussen, vão sair da F1, já há substitutos para os seus lugares, Mick Schumacher e Nikita Mazepin. O francês após 10 temporadas na F1, está sem contrato para 2021.

Voltando ao acidente, os pormenores das nuances vão-se sabendo a pouco e pouco, a velocidade do impacto dois de 221 Km/h, a desaceleração de 53G, o monolugar ‘abriu’ os rails e o Halo salvou-lhe a vida: “Não sei se os milagres existem ou se podemos dizer que foi um milagre, mas em todo o caso, não era a minha hora (de partir). Vi que para lá da minha viseira tudo era laranja, e que havia chamas à esquerda do carro. Pensei em muitas coisas, particularmente no Niki Lauda [que sofreu queimaduras graves num acidente no GP da Alemanha de 1976], e eu não queria acabar como ele. Disse a mim mesmo: A minha carreira não pode acabar assim. Disse a mim mesmo que tinha de sair de lá, pelos meus filhos”, disse Grosjean, que é pai de três filhos. A sua esposa, Marion, de 34 anos, apelidou-o de “super-herói”: “Estava mais assustado pela minha família, os meus filhos em primeiro lugar, porque eles são o meu orgulho e energia, do que propriamente por mim”, disse Grosjean que admite poder precisar de ajuda: “Talvez tenha que haver algum trabalho psicológico a fazer, porque eu vi a morte chegar. É o maior acidente que já vi na minha vida, com o carro a incendiar-se e a explodir. A bateria também pegou fogo, acrescentando muita energia ao impacto. Foi quase como um renascimento, e sair das chamas naquele dia é algo que vai marcar a minha vida para sempre”, disse o francês, que esteve uns longos 28 segundos dentro do carro até conseguir sair. Veja como tudo aconteceu

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831ABO
831ABO
1 mês atrás

Uma das razões por que gosto do Grosjean é porque ele é, antes de mais, humano. Esta entrevista é uma boa prova desta sua qualidade. Ao contrário de muitos outros, o Grosjean nunca teve uma progressão fácil: em 2009, quando começou a competir na F1 – e talvez muitos não o saibam – trabalhava como empregado bancário em Genebra. Lembro-me que, depois de anunciado como substituto do Nelsinho, afirmou numa entrevista que, à cautela, não se ia demitir já [nessa altura] do banco. Fez bem, porque não estava pronto para uma equipa que só tinha olhos para um dos pilotos… Ler mais »

Frenando_Afondo™
Frenando_Afondo™
1 mês atrás

Ainda bem que está bem e que já teve alta do hospital. Embora o acidente ele teve a sua culpa, aquela manobra de atravessar-se na frente de Kvyat mostra bem a sua mediocridade enquanto piloto. Ao contrário de um outro piloto que tem muitos haters por aqui e teimam em fazer comparações, vá-se lá saber porquê.

831ABO
831ABO
Reply to  Frenando_Afondo™
1 mês atrás

Hmmm… aqui está um dos hipócritas a que me referi. Pelos vistos sabe mais que os peritos e os jornalistas, que ainda não deram uma explicação para o acidente do Grosjean. Pronto, OK, se diz que foi «mediocridade» do piloto, é porque foi. Você é tão inteligente (ahem) que não me ficaria bem duvidar. Por fim, o tal piloto que tem muitos haters é comparável ao Grosjean porque: 1) Ambos foram, ou são, pilotos de F1; 2) São sensivelmente da mesma idade; 3) Tiveram o mesmo grau de sucesso nas fórmulas de promoção; 4) Ambos tiveram carros competitivos – não… Ler mais »

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